Capítulo quadragésimo quinto recuperando a liberdade
O sol da primavera tava mó quente. Quando Lauren abriu os olhos, ela tava deitada na cama de vime fora da casa de bambu, coberta com uma colcha fininha, e o corpo todo dela tava quentinho. Lágrimas começaram a rolar dos olhos dela. Ela tinha ouvido tudo que Herbert tinha sussurrado no ouvido dela. Ele também tinha chamado ela de burra. Ele que é o burro, né?
Wen Lun tava pegando o pulso dela. Joyce tava lá com ela e olhava as lágrimas caindo. Ele sussurrou: "Yaohua, você se arrepende?"
Ela balançou a cabeça devagarinho. "Não me arrependo. Só finji minha morte uma vez. Vou sentir umas paradas no coração, mas também tô feliz em ser livre hoje em dia."
Shaw Joyce é mó gato e já tava morando nessa montanha isolada por quase um ano. Ele escondeu a ambição dele cada vez mais fundo e as pessoas tão mais refinadas. Ele olhou pro Wen Lun e perguntou: "Como ela tá?"
"Ela acabou de ter o bebê, tá fraca, e finjiu a morte por uns dias. A perda física dela é bem séria, mas se cuidar direitinho, ela vai se recuperar em seis meses." Wen Lun tirou a mão.
Lauren assentiu pra ele de leve. "Obrigada, Sr. Rowan."
"Imagina. Você mora comigo. Quando você se recuperar, vai trabalhar pra mim!" Wen Lun olhou pro Joyce, arrumou a maleta de remédios e foi pra casa de bambu fazer remédio.
Joyce ajeitou a coberta dela. "Quando você finjiu a morte, você não tinha respiração nem temperatura corporal. Agora que você acordou, precisa se esquentar. Ainda bem que hoje o sol tá bom, o que ajuda na sua recuperação."
Ela assentiu e olhou pra ele por um tempão antes de perguntar: "Joyce, você tá bem?"
Os olhos do Xiao Joyce mudaram e ele escondeu as feridas no fundo dos olhos dele. Ele fez um sorriso e riu baixinho: "Tô mó bem. Agora meu corpo tá mais forte do que antes, por causa da recuperação do Wen Lun. Por causa do tempo livre, não tenho que me preocupar com nada. As feridas antigas também sararam. Wen Lun disse que vou continuar seguindo ele e me manter vivo pra ter 100 anos."
"Que bom." Lauren riu, mas parou de falar do passado. Ela sabia que Joyce não queria falar sobre isso de novo.
Embora ela saiba mais sobre os acontecimentos daquele ano do que o Joyce, afinal, é algo que Herbert deveria explicar, e ela não deveria falar por ele.
Três dias depois, ela consegue andar pelos campos, mas só consegue dar umas dúzias de passos por dia, não mais.
Joyce trouxe sopa de faisão pra ela. Enquanto conversavam, ele de repente disse: "Hoje, Herbert vai enterrar o seu cenotáfio. Como rainha, de acordo com o mundo ao pé da montanha, a grandiosidade é comparável à do primeiro imperador, o que mostra a importância que ele te dá."
Lauren pegou a sopa de frango com uma pausa leve. Ela só sorriu e pegou a sopa de frango pra beber. Ela sorriu e disse: "O sabor dessa sopa não pode ser bebido no palácio."
"Esse frango é um faisão que eu peguei. Ele é criado na montanha. Só tava esperando você provar. Wen Lun quer comer, mas diz que sou pão duro." Joyce riu, e uma luz brilhante apareceu no rosto dele, o que mostrava que o coração dele tava calmo e seguro.
Ela de repente sentiu inveja dele. Se ela tivesse saído antes, poderia ter vivido esse tempo livre antes.
"Embora essa montanha seja boa, falta companhia. Esse Wen Lun não aceita algumas discípulas. Será que ele também aprendeu com Confúcio e diz: 'Só as mulheres e os vilões são difíceis de criar'?"
"Você quer algumas mulheres pra te fazer companhia? Vou falar com Wen Lun hoje." Joyce disse.
Ela balançou a cabeça. "Não era pra mim."
"Então, o que você quer que as discípulas façam?" Joyce ficou confuso.
Ela deu um sorriso de lado. Joyce, que nunca foi muito esperto, sempre era lento nessas coisas. Ela apontou pra ele. "Você não é mais tão novo. Você não gostava daquelas famílias boas antes. Agora você tá livre. Você gosta das mulheres Jianghu? E as garotas de famílias normais?"