Capítulo 151 Máscara de Ouro
O quarto tá MUITO quieto, tipo, a Su Yue consegue só ouvir a própria respiração.
Mas, de repente, a porta faz um "creeek" por causa de alguém puxando com tudo.
A Su Yue tomou um susto com o barulho e voltou pra real, e já ficou esperta, ligada no 220.
Ela olhou pra cima e viu o cara com a armadura prateada, segurando uma bandeja. Não sabia o que tinha lá, mas o cara tava olhando fixo pra ela.
O Homem de Prata olhou pra gata na frente dele, que tava com uma cara de choque. Os olhos dele tavam frios, tipo, indiferentes. Essa garota era esperta.
Depois de um tempo olhando, ele voltou ao normal.
Ele tava lá fora, fazendo a ronda, e não tinha visto o que a Su Yue tava fazendo no quarto.
Aí, quando entrou, viu a Su Yue sentada no chão, de boas, como se nem pensasse em fugir, tipo, zen.
Ele ficou se perguntando, mas podia não ser bom pra ele.
Ele não tinha tempo pra ficar feliz, e nem pra impedir a Su Yue de tentar escapar.
Os olhos dele, que antes tavam afiados, ficaram um pouco mais calmos.
Ele foi andando com a bandeja na direção da Su Yue, chegou perto, mas manteve uma distância, entregou a bandeja pra ela, sem falar nada, só olhando fixo pra ela.
A Su Yue olhou pra bandeja. Como ela tava sentada no chão, não dava pra ver o que tinha, então ela se esticou, deu uma espiada, mas não conseguiu ver. A cara dela ficou de bico.
Ela olhou pro cara com uma cara de interrogação e perguntou: "O que tem aí dentro?"
O Homem de Prata continuou parado, vendo a Su Yue olhar pra ele, virou a cara e não olhou pra ela, falou, tipo, frio: "Come."
Os olhos do cara pareciam que tavam fugindo da Su Yue. Quando ele percebeu que ela tava olhando, virou a cara e não olhou pra ela. A Su Yue sentiu que tinha algo estranho ali, e começou a pensar, mas disfarçou e continuou com a mesma cara.
Depois que a Su Yue ouviu, ela congelou um pouco e olhou pro cara. Ela achou INACREDITÁVEL.
"Me sequestram, não fazem nada e me dão comida?" A Su Yue não tava entendendo NADA.
A Su Yue tava com uma cara de paisagem, mas no fim pegou a bandeja com um sorriso. Ela olhou pro que tinha na bandeja: arroz e uns acompanhamentos simples. A Su Yue fez um biquinho e sorriu pro cara: "Obrigada, vou comer depois." Que nojo.
O cara fez um sinal com a cabeça, ficou quieto, não falou nada, e foi embora.
Quando a Su Yue viu a porta fechando devagar, ela suspirou aliviada, colocou a mão no peito, chocada, e falou: "Quase morri de medo, achei que ia dar ruim."
A Su Yue segurou a emoção e olhou pro arroz e pros legumes da bandeja. Mesmo sendo super apetitosos, a intuição dela dizia que não era pra comer a comida de qualquer jeito.
Mesmo que ela tivesse prometido que ia comer, ela ainda queria viver.
A Su Yue deixou a bandeja de lado e colocou em outro lugar. Não tava nem olhando pra ela. Ela sabia a situação, e sabia que esse povo não tava com boas intenções quando pegaram ela.
Mas agora ela tava sozinha, sem ninguém pra proteger, então só podia tentar ficar mais esperta.
Ela também queria ir embora em segurança, voltar pra ver o Luo Jun e a Qin Hailan.
Depois de colocar um monte de pensamentos na cabeça, a Su Yue finalmente esqueceu a comida deliciosa.
A Su Yue, de repente, lembrou que, quando ela olhou pro cara, ele pareceu evitar os olhos dela, e virou a cara pra não olhar pra ela.
"Será? Será que o problema tá nesse cara?"
Ela teve uma ideia ousada, mas não teve coragem de fazer nada.
Como se tivesse lembrado de algo, os olhos dela brilharam de repente e ela se levantou do chão.
A Su Yue viu que as pequenas ações dela não foram notadas, e eles só deram um aviso, sem interromper o que ela tava fazendo.
Então, eles meio que concordaram em dar um jeito de escapar?
Quando a Su Yue pensou nisso, a cara dela ficou de surpresa. Se ela não tivesse se acalmado e pensado, ela não ia perceber esses detalhes sutis.
É inevitável que ela esteja feliz agora, mas ao mesmo tempo ela tá preocupada com outra coisa.
A Su Yue hesitou um pouco e olhou pra decoração brilhante. A decoração na parede e no chão, que parecia algodão, não tinha nenhum mecanismo pra escapar, e ela não conseguia de jeito nenhum.
"Tenho que sacrificar minha vida pra quebrar essa parede?"
Isso é IMPOSSÍVEL.
Pensando, pensando, pensando, mesmo que ela espremesse o cérebro, não conseguia pensar em nada. A Su Yue esfregou a cabeça, irritada.
Sentada no chão, achou melhor se levantar pra procurar os mecanismos. A Su Yue não acreditava que em um quarto tão grande, sem móveis e decorações, não tivesse um mecanismo de fuga?
A Su Yue obviamente não acredita nessa parada, levantou da porta da parede e do chão, e foi tocando tudo, não encontrou nada suspeito. A Su Yue não pôde evitar uma frustração.
Bem quando a Su Yue, de repente, quis desistir e ficar ali esperando eles voltarem, uma pergunta veio da porta.
"Su Yue, você tá aí?" A voz com um pouco de atrativo, um pouco baixa, fez o coração da Su Yue parecer que ia pular, e ela se animou.
"Sim, estou aqui." Teve uma resposta respeitosa, e a Su Yue conseguia imaginar a expressão facial da pessoa sem olhar.
Depois eles não fizeram mais barulho, e a Su Yue achou que a pessoa tinha ido embora, ficou um pouco aliviada, mas no segundo seguinte a Su Yue ficou nervosa de novo.
A Su Yue olhou pra cima, então conseguiu ver o quarto direito e a porta abriu devagar.
Quando a Su Yue sentiu que ia parar de respirar.
A porta abriu aos poucos, pareceu não ser a pessoa na frente, então, cuidadosamente empurrou a porta, e nesse momento, um par de pernas finas e longas entraram primeiro nos olhos da Su Yue.
A Su Yue se sentiu incrédula, um pouco chocada, piscou os olhos um pouco, e nunca tirou o olhar da porta.
Depois de alguns segundos, a Su Yue realmente viu a aparência da outra pessoa.
Comparado com a pessoa anterior, a roupa dessa pessoa é parecida com a da pessoa anterior que entregou a comida pra ela. Todos são pessoas de armadura, mas o rosto dessa pessoa está coberto com uma máscara dourada.
O corpo inteiro é lentamente dourado.
Isso também faz a Su Yue sentir que tem algo errado.