A MORTE DE DANIEL COOPER
POV de Belarina{}
Os dias foram passando, meses rolando, o Daniel não tava nada bem. A parada dele tava piorando cada dia mais.
Eu ia no hospital um monte de vezes, via ele definhando a cada dia. Vômitos de sangue, alergias, queda de cabelo, era o normal.
Eu tava mega preocupada com ele.
Eu amo ele, e essa parada do nada fez nossa felicidade ir pro buraco.
Era tipo, a felicidade sumiu, foi roubada das nossas vidas.
As coisas estavam ficando sinistras e a tristeza reinava.
Os pais dele também tavam preocupados, mas a gente, incluindo o Daniel, não perdeu a esperança.
A gente tava rezando pra ele melhorar logo.
Os doutores também tavam fazendo o possível pra ele ficar de boa.
A gente tava com saudade dos dias que a gente curtia junto. O Eric e o Jeremy choravam pelo Daniel.
Ninguém tava conseguindo dormir à noite por causa da situação do nosso parceiro.
Os pais dele tavam falando com vários doutores que tinham conseguido tratar esse tipo de gente. Mesmo que não tivessem salvado a vida dos pacientes, deram mais um tempo pra eles viverem no mundo.
Eles tavam conversando e contratando eles.
Tinha uns seis ou sete doutores contratados pro Daniel no mesmo hospital.
O hospital era bom, tinha vários pacientes que foram tratados antes, e viveram mais anos do que o esperado.
Os doutores eram gente boa, mas os pais do Daniel contrataram mais 7 doutores pra tratar ele, depois de pedir permissão pro dono do hospital.
O dono deixou ele contratar os doutores. Quem ia pagar os doutores era só o pai do Daniel.
O tempo todo, o Daniel tava sob observação de todos os sete doutores.
Eu ia ver ele todo dia. A situação dele tava indo pro fundo do poço cada dia mais.
Não aguentava ver ele assim.
Ele tava com uma queda de cabelo absurda.
Tem uns remédios, mas não adiantavam nada, como os doutores falaram. Eles falaram que os remédios não iam funcionar, porque a medicina ainda não tinha descoberto a cura pro câncer.
As coisas tavam saindo do nosso controle…
Os doutores também falaram que podiam dar mais uns anos pra ele viver, mas que era difícil salvá-lo.
Naquela época, não tinha tratamento pro câncer.
A gente tava perdendo as esperanças.
Eu não aguentava ver o Daniel morrendo aos poucos. Ver ele naquela situação me fazia chorar.
Eu entrava em prantos.
As coisas não tavam a nosso favor agora.
A situação do Daniel tava piorando cada dia mais.
A parada tava cada vez pior.
A tosse e a doença me faziam soluçar.
Quando eu via ele chorando sozinho, meu coração se partia em mil pedaços.
Sozinho, o jeito que ele chorava me fazia chorar de dor.
Eu tinha falado pra ele várias vezes que eu amo ele, pra não perder a esperança, que Deus ia salvar ele de todo sofrimento, mas ver ele chorando do jeito que ele chorava sozinho me fazia desmoronar em pedaços.
Um dia, eu e os pais do Daniel tamos falando dele, quando de repente ele desmaiou na nossa frente. Chamamos os doutores.
O doutor correu pra ver ele e levou ele direto pra sala de cirurgia.
Lá eles deram injeções e fizeram uns raios-X.
Eles sabiam que ia ser em vão, porque o tumor dele tava crescendo cada dia mais.
Um dia, eles falaram pra gente que ele podia morrer a qualquer hora, porque o tumor do Daniel tava crescendo muito cada dia.
Foi de partir o coração.
Foi doloroso.
Eu chorava de ver ele. Eu chorava nas noites lembrando da situação dele.
Depois da minha mãe, ele era a única pessoa que eu tinha no meu coração.
A gente ia casar, e ver ele naquela situação me fez esquecer todos os nossos sonhos pro futuro.
O jeito que a gente se conheceu…
O jeito que a gente pediu pra sair junto, o jeito que a gente curtia as festas na praia e aquele dia que ele pediu pra eu ser a namorada dele… a noite… o vento… as mãos dele em mim e as minhas nele, tudo agora parece um mito.
A gente vai poder curtir daquele jeito de novo?
A gente, nossos amigos, vão curtir do jeito que a gente curtia, algum dia?
De repente, um dia, os pais do Daniel me ligaram e falaram que o Daniel morreu. No começo, eu fiquei chocada e achei que eles tavam falando besteira, mas eles repetiram e falaram a mesma coisa de novo.
Eu fiquei chocada ao máximo. Meus olhos arregalaram, parecia que iam sair das órbitas.
Aí as lágrimas começaram a sair dos meus olhos.
Minhas bochechas tavam molhadas das lágrimas que tavam saindo dos meus olhos.
Eu tava aterrorizada, chocada.
Eu tava soluçando de dor.
Foi de partir o coração. Rapidamente enxugando as lágrimas, coloquei um vestido… não lembro a cor nem o que, mas fiz isso e corri pro hospital.
Quando eu cheguei no hospital, até lá o corpo dele já tinha sido levado pro necrotério.
Eu pedi pro pessoal do hospital me levar lá.
Quando eu cheguei, vi um monte de corpos mortos.
Tinha um monte de gente morta lá, e no meio tinha um corpo morto conhecido.
Era o Daniel.
Eu corri pra perto dele.
Eu toquei no corpo morto dele. Tava frio pra caramba. Não tinha sinal de vida no corpo dele.
O corpo dele tava azul agora.
Os lábios dele tavam secos agora.
Os olhos dele tavam fechados, e ele tava deitado na maca sem vida.
O necrotério todo cheirava mal, por causa dos corpos mortos, e eu tava parada na frente do corpo do meu amor, no meio deles.
Foi de partir o coração.
Doía muito no meu coração.
Na hora, deu vontade de morrer com ele.
Meus olhos tavam cheios de lágrimas. Minhas bochechas tavam cheias de lágrimas.
Minha vida tava deitada sem vida ali na maca do hospital, e eu tava parada lá morta na frente dela.
Foi de partir o coração.
Eu tava sem vida, tava na maior dor.
Eu tava em luto.
Eu tava em choque profundo. Eu tava traumatizada.