Prólogo
O trovão berrava alto e agressivamente, avisando que uma chuva pesada estava prestes a abençoar a terra.
As árvores dançavam felizes na direção do vento e a noite ficava mais escura e calma a cada segundo que passava.
Um lobo preto correu para dentro da floresta e em direção a um lobo já rosnando. Assim que seus olhos se encontram, ele volta para sua forma masculina original.
"Bem-vindo, Chipre", uma Velha falou, esticando as mãos e entregando um pedaço de roupa para Chipre.
"Eu vim assim que recebi a mensagem", disse Chipre, ofegando um pouco.
"Qual é essa urgência, Madalena? É bem inesperado", perguntou Ciro.
"Entre primeiro, Chipre, não podemos falar aqui fora", disse Madalena, direcionando-o para sua cabana de bambu.
Os gritos do trovão ficaram muito mais agressivos e o vento soprou forte para dentro da casa de bambu, derrubando um vaso e fazendo-o em pedaços.
"Ignore", Madalena diz a Chipre assim que percebe que ele parecia estar prestando atenção no tempo chuvoso.
"O que você viu, Madalena?", perguntou Chipre, sabendo muito bem que o que ele estava prestes a ouvir poderia não ser muito agradável.
"Perigo. Um perigo terrível e destrutivo que pode ser o fim da existência dos lobisomens."
"O que você quer dizer com isso?", perguntou Chipre com os olhos arregalados.
"Está chegando, Chipre", acrescentou ela com um olhar medroso nos olhos.
"Seja clara, Madalena, o que está chegando?", perguntou ele, parecendo um pouco mais desesperado e ansioso.
"Qual é essa força terrível que pode acabar com a existência de todos os lobisomens? Como e o que você vê?", perguntou ele.
"O que eu vejo não é tudo, mas quando chegar a hora, dois alcateias se unirão, conforme decidido pela Deusa da Lua e juntas elas liderarão os lobisomens em uma batalha contra esse perigo terrível que ameaça extinguir sua espécie."