Capítulo 127 Dormir morto no passado
Hoje, a gente não vai ficar sóbrio nem voltar pra casa. Tem que se divertir, galera!"
Falando isso, Song Mu levantou o copo na mesa bem alto, tipo, acima da cabeça, e pá, se levantou de repente, assustando as duas pessoas do outro lado. A parada que ela tinha botado na boca quase saiu tudo de uma vez.
"Eu falei, Miss Song Mu Da, você assusta de cara. Dá pra pegar leve? Pô, você é de família rica e tudo mais, né? Não tem essa de família que faz essas paradas."
Si Rouwan fez questão de bancar a fina, a nobre, pra mostrar pra Song Mu. Cada sorriso era totalmente diferente do normal. Dava até arrepio, mas nem dava pra sentir aquela vibe "beleza".
"Para de ser falsa. Tá estranho e não combina. A gente se conhece faz tempo. Não precisa ser assim, toda formal."
Song Mu fez uma cara feia, fez biquinho. Tipo, aumentou o tom uns bons decibéis, enfatizando solenemente, olhando pra mim, parecia que ia subir na cadeira ou até na mesa pra fazer um discurso.
A caixa tava barulhenta. Se não soubessem que quem tava comendo lá dentro eram três garotas, magrinhas e fracas, quando passassem pela porta, com certeza iam soltar um "Que gente barulhenta e sem noção! Acham que o restaurante é da família e tão fazendo festa disco?"
Até os dois guarda-costas que estavam do lado de fora da porta, mandados pra proteger a Song Mu, não conseguiam entender. Ficavam mega curiosos pra saber que tipo de pessoa era aquela "mocinha" que o Nai Bai tava falando, sabe? Sempre achavam que ela era diferente do resto.
Eu queria bater na porta pra avisar, mas quando levantei a mão no meio do caminho, congelei, pensando e hesitando.
Mas, no fim, decidi ir com ela. Afinal, a "mocinha" tem um status bom. Se depender do que o Nai Bai fala, se ofender ela é tipo, entrar direto na porta do inferno. Ele não quer morrer tão novo.
A barulheira já tava rolando faz tempo. Os dois guarda-costas "de plantão" do lado de fora da porta já tavam acostumados a ouvir e tinham transformado o barulho numa espécie de canção de ninar. Era capaz de caírem no chão e dormir depois de ficar em pé mais alguns minutos.
"Song Mu, você bebeu demais... não bebe, já tá quase na hora, a gente tem que voltar."
Das três pessoas, só sobrou gente com juízo, com uma voz e um coração só. Ela não consegue beber muito, no máximo consegue tomar um copo. Por isso, é ela que sempre limpa a bagunça no final.
Mas, a Si Rouwan não tá tão bêbada assim. A capacidade dela de beber sempre sobe e desce. Sente que não tem um limite definido. Às vezes consegue beber quatro ou cinco copos, às vezes três copos já tem que parar. Isso é uma parada estranha, na visão da Yan Xin e da Song Mu.
"Ai, como eu aguento ter amigas como vocês duas... Que pecado eu cometi na minha vida passada!"
Yan Xin suspirou, olhando pra Song Mu, que ainda tava meio lúcida e bêbada, do outro lado da cara, sem amor. Naquele momento, só conseguia pensar na palavra "sem palavras". Ficou olhando pras duas com desgosto e olhos de desamparo e não queria nem um pouco.
"Devagar, vocês duas... Isso é um remédio pra ressaca, tomem logo."
Mesmo falando que não queria, o corpo ainda era bem obediente, vi que, por dentro, queria apoiar a Song Mu e a Si Rouwan, botou as duas com cuidado no sofá, pegou o remédio pra ressaca que ele sempre carrega, e pediu pra elas com carinho.
"Não! Eu não vou beber...... Vamos lá, Soft, vamo beber de novo!"
Song Mu murmurou alto, torcendo as sobrancelhas inconscientemente, cada vez mais estranho, foi direto pra frente da mesa pra levantar o copo, com uma aparência de louca, que assusta até o coração.
"Boa! Vamos lá, bebe esse copo de vinho, a gente é amiga pra sempre!"
Nesse momento, a Si Rouwan levantou o copo e foi pra cima da Song Mu. A voz cheia de atitude e sem freios ecoou por toda a sala. Olhando pra aquele passo firme e forte, parecia ter ficado sóbria, e nesse momento, tava cooperando com o meu coração pra Song Mu tomar o remédio pra ressaca que foi "esquecido" por um bom tempo. Além disso, é necessário que a gente...
Com certeza, funcionou. Song Mu, que ouviu aquela frase, de repente ficou interessada. O rosto dela tava cheio de animação e ela bateu no peito. Parecia que tava carregando um pacote. Se não acabasse esse copo de uma vez, ela não ia se chamar Song Mu.
O copo balançava pra frente e pra trás na mão da Song Mu. No momento em que o copo ia tocar os lábios dela, a Si Rouwan pegou ele e trocou por água fervida na mão dela. Depois ela fingiu que não tinha acontecido nada e continuou seguindo a ideia da Song Mu, repetindo o grito dela "bebe".
A sala então mergulhou num silêncio mortal. Song Mu se deitou nos braços do meu coração, com os olhos fechados, e olhou para os cantos da boca com um sorriso leve, como se tivesse visto o amor da sua vida. Tava feliz e linda.
"Tic-toc-" O tempo foi passando, logo chegou 20:30. Song Mu dormiu tranquila, mas o meu coração e a Si Rouwan estavam preocupados, pensando nas palavras do Gu Jingxiu antes.
"Tem que ver a Song Mu antes das nove horas, se não, as consequências serão por sua conta e risco."
Só queria abrir a porta e sair pra procurar o motorista que ia buscar a Song Mu, mas no momento em que abri a porta, encontrei o Nai Bai que correu apressado de não muito longe. Quando chegou perto, tava sendo seguido por vários guarda-costas de preto.
Essa parada é grande demais, é totalmente sensacional.
Os dois ficaram de lado, olhando bobos. As pupilas deles se dilataram de repente. Não conseguiram evitar de suspirar no coração e fazer "tut" com a boca duas vezes.
"É o momento certo de chegar. Song Mu bebeu demais e dormiu ali dentro...... Mas não se preocupem, ela já tomou o remédio pra ressaca e vai acordar daqui a pouco."
Yan Xin olhou pro Nai Bai na frente dela e sentiu que ela ficou menor na hora. A aura forte dominou ela. Será que esse é o homem que anda com o irmão mais velho? É essa a diferença?
"Por favor, levem a "mocinha" pro carro. Eu não tô muito à vontade pra fazer isso."
Nai Bai pediu com respeito e educação. Pra estranhos e amigos da "mocinha", a atitude tem que ser a correta. Se não, quando a Song Mu souber um dia, ela vai perguntar e culpar ele. Talvez ela conte pro Gu Ye, e aí ele vai "não conseguir comer".
Nai Bai se arrepiou e sentiu que o plano africano tava acenando pra ele.
"O carro que tá atrás vai levar as duas moças pra casa em segurança. Tchau."
Depois de ver a Yan Xin e a Si Rouwan sentarem no carro preto, Nai Bai levou a Song Mu pro Pavilhão Pingnan com confiança.
"Oh, não ficar sóbrio e não voltar... vem, conversa comigo, e toma mais um drink comigo!"
Song Mu tava deitada sozinha no banco de trás. O calor que soprava no rosto dela fez a Song Mu esfregar a bochechinha gordinha e começou a murmurar confortavelmente de novo.
Mais uma vez, o carro caiu no silêncio da morte. Só dava pra ouvir a respiração regular da Song Mu no banco de trás. Até a velocidade do motorista diminuiu um monte, pra não atrapalhar o descanso da "moça rica" que tava ali atrás.
Além disso, é necessário que a gente...