Capítulo 2
"Quer uma grana?" A mãe perguntou, surpresa por ela não ter insistido em ir junto. Ela viu a mãe tirar um pouco de dinheiro da sua bolsa favorita, uma da cor vinho, toda confusa.
"Não gasta muito e, por favor, volta antes das quatro, ok?" Tudo que Gêmeos fez foi assentir e receber o dinheiro. A mãe foi embora com os pratos sujos. Gêmeos pegou o celular e ligou para Catarina.
"E aí! Feliz aniversário!" Catarina gritou.
"Valeu, vocês e Diana podem vir me buscar?"
"Claro! Já estamos indo." Catarina desligou a chamada. Depois de uns minutos de espera, Catarina e Diana encostaram com um carro esportivo prateado e Gêmeos entrou.
"Você não contou pra sua mãe que ia sair, né?" Diana perguntou, virando-se para Gêmeos.
"Não, se eu contasse, ela não me deixaria sair de casa." Gêmeos suspirou. "Ainda dói que ela não saiba, mas é pela nossa segurança." Diana e Catarina concordaram. Finalmente chegaram no shopping e entraram rapidinho. Pararam em uma sessão cheia de vestidos lindos.
"Você precisa escolher algo bom e que chame atenção", disse Catarina, pegando um vestido vermelho de manga comprida. Depois de uma longa busca, finalmente compraram tudo o que precisavam e voltaram. Perderam muito tempo comprando e se preparando tanto para a reunião quanto para a festa. Assim que Gêmeos chegou em casa, encontrou tudo pronto, com gente por todo lado e música alta. Então, sua mãe correu até ela.
"Filha, você está atrasada! Onde você estava?!" Ela perdeu a noção do tempo assim que chegou no shopping.
"Tinha muita gente no shopping, mãe."
"Combinamos que você estaria aqui às quatro!!" Ela cruzou os braços, fazendo Gêmeos desistir.
"Vai cumprimentar seus convidados." Gêmeos assentiu e saiu cumprimentando os convidados enquanto andava. A mãe de Gêmeos serviu mais comida para os convidados e preparou o bolo. Gêmeos se arrumou e usou a roupa que Catarina escolheu, o vestido vermelho de manga comprida com alguns saltos pretos. Depois, foi para o quintal, onde encontrou suas duas melhores amigas. Todo mundo se reuniu e a mãe dela apareceu com o bolo de aniversário.
"Gêmeos, por que você não vem aqui e apaga as velas?" Gêmeos fez o que lhe foi dito e, assim que as velas foram apagadas, os convidados comemoraram. Foi aí que a celebração começou.
"Gêmeos, temos que ir", Diana sussurrou no ouvido de Gêmeos.
"Ok", ela disse. Depois, se ajeitou e saiu da casa com suas duas melhores amigas. Elas vagaram pela floresta escura, com nada além de seus celulares iluminando seus caminhos, até chegarem ao seu destino. Sua espécie estava por toda parte e logo entraram no prédio enorme com uma vista espetacular. As paredes eram curvas com prata e lustres pendiam do teto. Gêmeos andou por aí, olhando para a decoração, ela não tinha certeza com quem seria combinada. Ela viu o casal sair do prédio e, para ser sincera, ficou um pouco com ciúmes, já que ela era mais uma personagem romântica. Catarina tinha encontrado seu par, assim como Diana, enquanto Gêmeos ainda vagava, procurando aquela pessoa especial que estivesse interessada nela. Mais tarde, ela pensou em desistir e estava indo para a saída quando sua mãe ligou. Ela ficou olhando para o celular tocando, pensando se devia atender ou não, quando esbarrou em uma figura estranha e caiu no chão com força. Ela olhou para cima, apenas para ver um homem alto e musculoso olhando para ela com fúria.
"Que foi com você? Não está vendo por onde anda?!" Ele gritou, enquanto olhava profundamente em seus olhos, então ela sentiu seu lobo entrar em pânico, ela não conseguia entender por que sua fera estava cheia de medo. Ela se levantou.
"Desculpa, não te vi ali", ela disse hesitantemente, então sentiu sua raiva diminuir.
"Então, me diz qual é o seu nome." Ele perguntou calmamente para a garota.
"Meu nome é Gêmeos Burn", ela disse rapidamente, embora não soubesse por que estava tão nervosa, apesar das borboletas que sentia na barriga. Depois de uma pequena conversa, ela se desculpou e foi para o banheiro. A ideia de ir embora a deixou assim que conheceu aquele homem que parecia um deus, e uma voz a convenceu a ficar mais um pouco, por outro lado, o homem esperou pacientemente, ele não podia negar o pequeno sentimento que tinha pela garota com quem havia esbarrado antes e havia algo de especial nela que chamava sua atenção.
"Então, Layton, é essa a garota?" O beta Patrick Collins perguntou, dando um tapinha nas costas do alfa. Layton pensou muito, ele teve que admitir que estava se apaixonando pela garota desajeitada.
"Mesmo assim, você acha que ela seria uma ótima líder? Quero dizer, ela parece fraca." Layton se virou para ele e sorriu.
"Ela não é fraca, ela encontrou uma forma de esconder o cheiro dela."
"O que você quer dizer?" Patrick Collins perguntou.
"Eu não captei nenhum cheiro dela, eu a teria sentido antes que ela esbarrasse em mim. Ela é do nosso clã?" Patrick Collins pensou que nunca tinha visto essa garota antes, mas não podia ter certeza se dissesse não, o alfa a consideraria uma forasteira.
"Eu não tenho certeza, pode ser."
"Como assim você não tem certeza?! Você não poderia ser útil nem por uma vez!!" Layton gritou. Patrick Collins, sabendo do pavio curto de Layton, encarou o chão.
"Me desculpe, é que às vezes é difícil acompanhar, mas eu vou tentar. Me perdoe." Layton tentou acalmar seu temperamento, sabendo que Patrick Collins era seu amigo próximo, então ele deixou para lá.