Capítulo 36 A Pergunta
Ignorando meu insulto, ele deu de ombros. "É feito fácil por uma razão. Se formos dificultar, aqueles criminosos eventualmente conseguiriam; a menos que tornemos mais óbvio, eles provavelmente vão se matar pensando em quão difícil pode ser."
"Hipócrita." Eu bufei. Confusão era clara em seu rosto, então eu esclareci minha afirmação. "Hipócrita. Você é um hipócrita." Ele levanta uma sobrancelha, ainda não entendendo.
Bateu na testa. "Você é um criminoso também, e está chamando aqueles outros criminosos de criminosos como se fossem diferentes de você. Você mata pessoas, como qualquer criminoso por aí."
"Se estamos falando sobre matar pessoas, então os policiais, FBI e outras merdas da lei por aí também seriam criminosos." Ele rosnou com raiva. "Eu não simplesmente mato só porque é meu trabalho; eu mato por uma razão. E eu não aceito minhas missões num piscar de olhos, eu procuro motivos, e então finalmente mato." Dor era clara em seus olhos.
Uma pontada de culpa me atingiu, o que me fez querer retirar tudo o que eu disse. Mas ainda assim, ele matou pessoas.
"Seguindo em frente, você deve começar a usar o sistema de escrita que estamos usando."
"O que você acabou de dizer?" Eu arregalei os olhos para ele.
"Eu disse, que você deve começar a usar o-"
"O QUÊ!?"
Ele gemeu, "Eu disse-"
"Essa foi uma pergunta retórica."
"Mas você perguntou-"
"Shiu." Eu o silenciei. Pensando em tudo, eu olhei para a parede ao meu lado.
Minha porta abriu, revelando a Menina com cabelo cor de chiclete de antes. "Ah e a propósito, meu nome é- Adam?" Ela congelou.
"Fey." Ele acena para ela. Então o nome dela é Fey.
"O que você está fazendo aqui? Espere, esquece. Mamãe está te chamando."
Adam virou-se para mim e fez uma saudação de brincadeira, "Chamado do dever."
Eu o observei sair do quarto, deixando-me e Fey.
"O meu primo está sendo um babaca com você?" Ela perguntou preocupada.
"Adam é seu primo!?"
"Sim." Ela sorriu timidamente.
"Qual é a sua com ter parentes realmente malvados!? -sem ofensa."
Ela riu, "Sem problemas, eu realmente ouvi isso muito."
Um barulho veio do bolso dela, que eu aposto que é seu telefone. Ela se desculpou e leu, antes de olhar para mim. "Se vista. Nós vamos para algum lugar." Ela sorriu animada.
"Uh, certo. Eu não arrumei minhas roupas."
Ela levantou uma sobrancelha, "O que tem dentro daquelas malas então?"
A realização veio a mim, e eu imediatamente corri para a minha cama. Abrindo o zíper, eu segurei a respiração quando vi algumas das minhas camisas casuais, calças, shorts, e até mesmo roupas íntimas estavam lá.
Eu não me lembro de ter arrumado nada.
Adam.
Meus olhos se arregalaram e eu encarei Fey. "Onde está Adam?"
"Na sala dos altos. Também conhecido como, o escritório do seu avô."
"O escritório do Franco."
Ela sorriu, "A mesma coisa."
"Para onde nós vamos?"
"Para a sala dos altos. Também conhecido como, seu avô-"
"Ótimo." Eu suspirei. Peguei algumas das minhas roupas e sorri para ela, "Obrigada."
"Tenho que ir, mamãe está me chamando."
Eu acenei para ela e fui para o banheiro.
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"Alô?" Eu chamei. Eu fui no quarto da Fey antes e ela não estava lá. Já que eu não tenho ideia de onde é o escritório do Franco, eu vou perguntar para a Shay então.
"Emerald?" Eu ouvi a inconfundível voz arranhada dela, de verdade.
"Shay!" Eu sorri, "Onde é o escritório do Franco?"
Ela levantou uma sobrancelha, "Você quer dizer o escritório do seu avô?"
"A mesma coisa." Eu copiei as palavras da filha dela com um sorriso.
Ela suspirou, murmurando um "Adolescentes de hoje em dia." Antes de digitar algo no teclado dela. "Bem-vinda."
A parede dela voltou e mostrou um portão que parece ser feito de metal. Ela digitou algumas coisas e escaneou seu polegar na coisa que parecia uma máquina, e imediatamente, ela abriu.
"Só siga as luzes. E digite um 1, dois 2, três 3, quatro 4, cinco 5."
"Okay..." Eu murmurei enquanto eu entrava no cofre ou o que quer que você chame isso. Assim que eu entrei, ele imediatamente fechou. O cofre acabou sendo circular e luzes curvas começaram a aparecer, mostrando um caminho realmente longo. Uau. Isso é tão clichê.
O final do caminho era outra porta metálica, com um teclado nela. Eu digitei, "122333444455555" e tada! Ela abriu, revelando o Franco e Adam.
"Emerald!" Franco sorriu, "Como está o quarto, querida?"
"Estava... bom." Eu sorri.
"Sente-se." Ele gesticulou para a cadeira ao lado de Adam.
Eu rejeitei sua oferta. "Eu estou bem."
Adam franziu os lábios e se levantou. Que cavalheiro.
Eu sentei e ele imediatamente voltou para a sua cadeira.
Merda imatura. Assim como eu.
"Onde estão meus pais?" Eu perguntei.
"Eles estão... se escondendo." Franco respondeu.
O quê?