Capítulo 44 Sotaques
"Já chegamos?"
"Não."
Eu bufei e me joguei de volta no meu assento. Sabe aquele momento chato em que você realmente quer dormir confortavelmente, mas aparentemente, você está em um carro?
Eu te entendo, mano.
Ugh.
Comecei a cantar músicas aleatórias que surgiam na minha cabeça, como:
● Emperor's New Clothes do Panic! At The Disco
● Hallelujah do Panic! At The Disco
E a música mais irônica ->
● Life Is A Highway do Rascall Flats
E, por agora, Weightless da Natasha Beddingfield está tocando na minha cabeça.
"O céu é o limite e eu só vou fluir, livre como um espírito enquanto o sei lá o que vai embora!" Eu cantei com todo o meu coração enquanto balançava a cabeça no ritmo imaginário tocando na minha cabeça. "CORTE AS CORDAS E ME DEIXE IR, ESTOU SEM PESO, ESTOU SEM PESO OOOOOOH!!!!"
"Cala.a.boca." Eu ouvi o estraga-prazeres resmungar, obviamente irritado.
E eu obviamente não dou a mínima. Mas, já que vamos ficar neste carro por um bom tempo, eu preciso dar.
Eu parei de cantar e encarei o Adam. "Pra onde estamos indo mesmo?"
"De volta pra minha cidade natal."
Eu deslizei meus lábios para o lado enquanto pensava em como perguntar para ele sem irritá-lo.
Deslizar os lábios em direção à minha bochecha é tipo um hábito meu, sempre que eu penso... eu acho. Tente fazer isso, é bom.
"Então... qual é essa sua cidade natal?"
Ele sorriu. Ele realmente sorriu! "Adivinha."
"Texas?"
Ele levantou uma sobrancelha, "Por que Texas?"
"Bem, você tem esse sotaque texano." Eu sorri maliciosamente.
"Eu nasci e cresci no Texas, sim." Ele riu. "Mas, eu e minha família nos mudamos para aquele lugar específico quando eu tinha 12 anos. Acho que trouxe o sotaque comigo então."
"Mas, já que é só uma pitada, meio que... sumiu?" Eu perguntei.
Ele riu, "Sim."
Ah.
"Então, qual é esse lugar de novo?"
Ele levantou uma sobrancelha, o sorriso que ele tinha já tinha sumido. "Você está tentando me enganar."
"Eu não estou!" Eu neguei e fingi inocência. "Espera, enganar você em que exatamente?"
"Enganar fingindo que Denovan era minha cidade natal."
Eu sorri.
Percebendo o que ele acabou de fazer, ele franziu a testa e fez beicinho como um bebê, murmurando uma palavra que eu costumo usar. -> "Merda."