CAPÍTULO 17: Atacada
A Tina se recompôs e ia olhar pro cara que tinha aberto a porta do carro dela com tudo, quando o sujeito puxou ela pelos cabelos e arrastou ela pra fora.
A Tina sentiu a cabeça doer e o crânio latejar. "Ahhhh, para com isso!" ela gritou, tentando parecer uma fracote e estudando os homens que tinham vindo atacar ela.
Da visão dela meio borrada, ela contou quatro. Mas parecia que o mais brutamontes tava parado de braços cruzados, esperando ela ser arrastada pros pés dele.
Ela pensou rápido numa estratégia pra atacar. Quando o idiota que tava arrastando ela pro chefe deles chegasse perto do chefe, ela ia atacar e, antes que os outros acordassem, ela ia pegar o chefe e usar ele como isca pra fazer os outros se renderem.
"Aahhh!" a Tina gritou e o cara que tava arrastando ela pareceu gostar do fato dela estar gritando. A dor dela tinha acabado de começar.
"Me larga," a Tina berrou, dando um tapa no braço do cara. Ele ignorou ela, como se não fosse ele que tava levando tapa.
Quando ele chegou mais perto do chefe, a poucos centímetros dele, ela de repente se virou e escapou da pegada do cara.
Antes de perceber que tinha escapado, ela já tinha dado um soco na cara dele, quebrando o nariz na hora e um dos olhos também foi afetado.
Ele cambaleou e por um tempo perdeu totalmente o equilíbrio. A Tina ia atacar o chefe quando outro membro atacou ela por trás. Ela agarrou a mão dele e levantou ele, fazendo ele capotar na frente dela.
Ele caiu no chão e a Tina deu um chute violento na clavícula dele, ele ficou no chão ofegante, sem saber se ia sair vivo.
Ela deu outro chute na barriga dele e o cara gritou como se tivesse sido picado por um escorpião.
Ela tirou a pistola e mirou no chefe. Ela atirou num outro cara que tava em pé, enquanto o que tinha caído no começo se levantou e deu um golpe mortal nela.
A Tina caiu, enquanto o chefe e o outro cara foram revistar o carro dela. Eles pegaram a fita de gravação e abriram, achando um microchip dentro, pegaram a fita e iam fugir quando a Tina se esforçou pra ficar de pé.
Parecia que ela tinha quebrado o braço. O lugar onde ela levou o golpe parecia estar fraturado, mas ela não ia deixar nenhum deles escapar.
O cara que ainda não tinha conseguido ficar de pé se esforçou pra se levantar e pegou a pistola do chão e mirou na Tina.
Antes que ele pudesse apertar o gatilho, ele ouviu um tiro nas costas e caiu no chão na própria poça de sangue.
Era o Jordan. Ele chegou no local e descobriu que a Tina já tinha sido atacada.
Os três entraram no carro deles e a Tina foi atrás, mandando bala nos pneus do carro. Os caras não tiveram outra opção a não ser correr a pé.
O Jordan foi atrás do que parecia ser o chefe e atirou nele nos pés. Os outros três tinham escapado, cada um levando um tiro no braço ou no peito.
Enquanto eles corriam, um arrastando o outro e o outro tentando o máximo pra escapar da polícia que tava chegando.
A Tina ia continuar perseguindo, mas o Jordan segurou ela e puxou ela pra um abraço. Ele olhou pra ela e viu o braço dela fraturado.
"Você tá bem, Tina?" Ele perguntou e quase se arrependeu de perguntar. Como ela podia estar bem depois de lutar com quatro caras e provavelmente ter quebrado o braço?
Não tem como ela estar bem. O Kunle e os outros chegaram também e pegaram as placas dos dois carros que os bandidos usaram.
O carro foi revistado por completo e nada foi encontrado. O Jordan ajudou a Tina a entrar no carro dele e levou ela pro hospital.
O Kunle dirigiu o carro da Tina e voltou com os outros pro escritório. Como a Tina escapou por pouco das garras daqueles bandidos.
O único homem entre os bandidos que ficou muito ferido foi levado pro hospital por uma ambulância e colocaram vigilância no quarto dele.
Ele foi colocado em vigilância 24 horas e deram instruções pra administração do hospital pra impedir que qualquer um o visse.
"De agora em diante, você fica comigo. Eu não vou deixar nada de ruim acontecer com você," o Jordan garantiu e olhou de lado pra Tina.
A Tina só fechou os olhos e assentiu. Já que ela fechou os olhos, o Jordan olhou pra ela de novo, ela é linda.
Ele ainda não consegue acreditar que uma garota tão bonita se ofereceu pra ser detetive. Não é que mulheres bonitas não sejam detetives, mas ela é uma exceção.
Eles chegaram num hospital particular e os médicos reconheceram o Jordan na hora. Ele foi atendido quando disse que a colega dele tava ferida.
O braço da Tina foi enfaixado e ela tomou uma injeção. Os médicos pediram pra ela ficar no hospital pra observação, mas a Tina se recusou veementemente.
Ela pegou a receita dos remédios e disse pro Jordan que eles deviam voltar pro escritório. Ela tem trabalho importante pra fazer naquela manhã.
O Jordan tentou persuadir ela a descansar, de acordo com as instruções do médico, mas ela se recusou. Ela vai vir todo dia pra fazer um check-up.
O Jordan ficou impressionado. Essa garota parece impressionar ele em todos os sentidos. Eles entraram no carro e foram de volta pro escritório.
"Tina, querida," a Isabella murmurou enquanto ia abraçar a Tina de lado. Ela pegou o rosto dela e perguntou se ela tava bem pra estar no escritório.
A Tina sorriu. Todos eles achavam que ela era fraca. Ela é mais forte do que parece, mas ela aprecia a preocupação deles com ela.
"Obrigada, Isabella. Eu tô bem," ela disse e sorriu mais largo. O Jordan ficou de lado e observou as duas, elas pareciam duas irmãs no pouco tempo que se conheceram.
"Fico feliz que você esteja segura e bem," o Kunle gaguejou. Todos eles estavam felizes. Tirando a faixa no braço da Tina, ninguém saberia que um deles escapou da morte naquela manhã.
O Jordan recebeu um memorando do departamento de comunicação e os olhos dele de repente ficaram frios.
"Qual foi?" o Kunle perguntou, a mudança repentina de humor do Jordan indica que algo desagradável aconteceu.
"Teve outro caso de assassinato," o Jordan revelou. Eles ainda não tinham resolvido o caso de assassinato atual e outro apareceu.
"Nessa cidade?" a Isabella perguntou, parecendo perturbada. Isso tá ficando complicado. Ela esperava que não fosse obra de um serial killer.
"Sim, nessa cidade. Uma Lulu James..." o Jordan tava dizendo quando a Tina arregalou os olhos e exclamou:
"Ah, que merda, a Lulu tá morta?"