CAPÍTULO 40: Uma certa pessoa ligou
Os outros viram a cara dele mudar e sacaram que a mensagem que ele recebeu não era boa. Mas o telefone com que ele tava recebendo a ligação era a linha oficial dele.
"Aconteceu alguma coisa? Por que essa mudança de repente na cara dele?" Eles trocaram olhares e suspiraram.
A Tina só ficou parada olhando pra ele, admirando cada coisinha que ele faz. Nada do que o Jordan fala ou faz irrita ou deixa ela desconfortável.
Ele botou o telefone no lugar com cuidado e olhou pros outros. "Se eu descobrir que o Kelvin é o informante que tá trabalhando pro inimigo, juro, vou fazer a vida dele virar um inferno e fazer ele pagar por tudo que aconteceu até agora.
Por sabotar minha investigação e vender nossas informações pro inimigo, vou acabar com ele. Pela minha esposa Raquel, vou botar a culpa nesses sequestradores que sumiram de uma hora pra outra.
Ele vai levar a pior e virar bode expiatório. Que absurdo, nem confiança a gente pode ter na polícia?" Jordan soltou de uma vez.
Ele tava emanando uma aura pesada e a aparência dele podia fazer alguém tremer um pouco, mas com certeza a beleza dele tirava o medo quando ele franzia a testa.
"O que aconteceu exatamente, Jordan?" Kunle perguntou, querendo saber que mensagem ele recebeu naquela ligação.
"O suspeito no hospital que de repente foi encontrado morto, na verdade foi assassinado" Jordan revelou e bateu o punho na mesa. "Eu sabia, ele foi morto. Não foi uma morte natural e eu detesto quem faz essas coisas" Jordan acrescentou.
Por que mais ele teria morrido? Ele ia dar uma pista pra gente pegar os assassinos da Kitty? Como os assassinos entraram? Não tinha uns policiais lá, de guarda pra vigiar o sujeito?
"Mas como assim, e os policiais que estavam designados pra vigiar a porta?" Tina perguntou, ela tava claramente sentindo o que o Jordan tava sentindo.
"Também não sei. Esses policiais precisam ser interrogados. Eles precisam ser questionados por incompetência e também acusados de conspiração" Jordan declarou furiosamente.
Uma ideia surgiu na mente do Jordan e ele disse em voz alta que tinha reforçado a segurança da porta, colocando uma câmera escondida lá e reforçando as medidas de segurança.
"Vou chegar na raiz desse caso, só espero que não tenham mexido na câmera escondida" Jordan resmungou.
Jordan entrou no e-mail e viu que o relatório da autópsia tinha sido enviado. Ele encarou o computador e deu um sorriso de canto.
Eles tinham adivinhado certo, a Tina era esperta e os assassinos tentaram não deixar nenhuma pista. Parecia que eles eram bem calculistas também quando mataram aquele cara no hospital.
"O que o relatório tá mostrando?" Tina perguntou, chegando mais perto e olhando por cima do ombro do Jordan.
O quê? Isso parece uma surpresa. O Pascal morreu depois de estrangular a Kitty? Alguém provavelmente mandou ele fazer isso sob a mira de uma arma.
"O relatório da autópsia prova que o Pascal Parker assassinou a Kitty. A análise das impressões digitais encontradas no pescoço da vítima era a mesma das impressões digitais do Pascal.
Só posso presumir que ele recebeu ordens pra fazer isso e, quando terminou, foi baleado. Agora precisamos juntar todas as provas e prender o desgraçado.
Muitos dedos já estão apontando pra um lado, mas não quero especular. Preciso de provas concretas..." Jordan declarou e se levantou, disse que ia pro hospital.
Ele pediu pra Tina ir junto e, ao mesmo tempo, instruiu o Kunle a pegar a câmera de vigilância imediatamente.
Ele quer saber se alguém estava rondando o corredor do escritório dele. Ele tinha armado uma armadilha e esperava que aquele idiota ingênuo que estava sabotando as informações deles e vendendo-as fosse pego.
A história da câmera escondida era tudo mentira. Ele quer ver se o quarto onde o suspeito morto foi mantido e tratado vai ser revirado.
Dessa forma, ele conseguiria incriminar quem fosse pego rondando pela câmera de vigilância como o inimigo interno.
Kunle foi na frente pegar a vigilância e o Jordan saiu com a Tina. Quando ela ia sair atrás do Jordan, ela olhou pra trás e viu a Isabella.
A Isabella piscou um olho e assentiu. A Tina entendeu. Ela tá feliz por estar sempre com o Jordan. Ela quer que ele se sinta atraído por ela, assim como ela se sente.
Ela sorriu e assentiu. Ela vai fazer o Jordan desenvolver sentimentos por ela. Ele também precisa esquecer o passado.
Ela saiu atrás do Jordan e entrou no carro dele. Ele não disse nada, mas ligou o carro. Ele pensou no que queria fazer antes e explicou algumas coisas pra ela.
Mas talvez fosse melhor não dizer nada. Ele não ia trazer de volta um passado que deixaria os dois tensos...
"Jordan," Tina chamou, interrompendo os pensamentos dele. Jordan virou e deu uma olhada rápida pra ela antes de se concentrar no volante.
"Quero pedir desculpas pelo que eu disse ontem. Mas, primeiro, obrigada pelo sorvete" Tina agradeceu e olhou pra ele.
Jordan sorriu de leve e assentiu. Eles comeram o sorvete juntos. Não era só ela.
"Eu não sabia que ela não estava mais aqui. Eu achei que ela ainda estava viva e esperando pra te receber de volta do trabalho. Eu não fazia ideia.
Sinto muito, não quero trazer de volta lembranças desagradáveis. Prometo não mencionar o nome dela de novo..." Tina se desculpou.
Jordan fez uma cara de poker. Ele diminuiu a velocidade e estacionou o carro na beira da estrada. "Não me ofendi. Não foi sua culpa querer mandar lembranças pra ela.
Eu a amava e acho que minha vida não estaria completa sem ela. Não consigo evitar, falar sobre ela com frequência.
Às vezes até crio uma oportunidade pra falar sobre ela. Então não é sua culpa de jeito nenhum" Jordan garantiu.
Ele parecia estar alegre. Ele não tá sombrio ou bravo como a Isabella fez ela acreditar. Talvez as coisas estivessem tomando uma forma diferente.
Jordan ia ligar o carro quando o telefone dele começou a tocar. A identidade do chamador estava oculta. Ele sorriu, já estava acostumado com esse tipo de ligação no trabalho, especialmente se estivesse perto de respostas.
Ele atendeu o telefone:
"Deixe as coisas como estão. Processe aquele garoto que você tem sob custódia. Não estou pedindo isso de graça, aquela mala atrás de você é toda sua..." o chamador instruiu.
Pelo espelho retrovisor, Jordan olhou e viu uma mala. Ele franziu a testa, esses canalhas estavam seguindo ele? Ele não viu ninguém largando uma mala quando estacionou pra conversar com a Tina.
Esses objetos inescrupulosos ousam subornar e calar a boca dele e perverter a justiça? Agora, ele tem certeza de que o Collins Bruno não é o assassino da Kitty.
A Tina estava quieta. Mas ela sabia que algo não estava certo. Por que o Jordan de repente ficou em silêncio e ouvindo quem estava falando do outro lado da linha?
Quando ela viu o Jordan franzir a testa e olhar para o espelho retrovisor, ela também olhou e encontrou uma mala preta atrás.
"Você é um desgraçado enganado. Eu vou te pegar e pessoalmente vou fazer você ser executado..." Jordan berrou.
O que há de errado com algumas pessoas? Como podem pensar ou imaginar suborná-lo para processar alguém inocente e o verdadeiro criminoso andar livremente na rua?
Onde está o lugar da consciência? Não se diz que a consciência é a polícia de alguém? Sem a lei ir atrás de alguém, a consciência deve manter alguém sob controle.
"Prometo recompensá-lo generosamente se você fizer o que eu disse. Não seja cortês comigo. Pegue aquela mala com estilo e aguarde minha recompensa..." o sujeito estava persuadindo Jordan quando este o interrompeu.
"Você está louco? Quem diabos é você? Se acha capaz de me subornar, saia e se mostre e pare de ser covarde!" Jordan gritou.
A Tina sabia então pelas palavras do Jordan que o sujeito que ligou para o Jordan era a pessoa que estava sendo investigada. Ele quer que o Jordan jogue sua consciência aos cães por uma mera recompensa em dinheiro?
"Tudo bem, já que você quer dançar, vamos dançar hahahaha..." o chamador desligou. Jordan estava furioso.
A atmosfera dentro do carro de repente pareceu fria. A aura vinda do Jordan é como a de alguém que está pronto para estrangular um inimigo.
"Parece que vamos prender o assassino em breve" Jordan soltou de uma vez.