CAPÍTULO QUATORZE
TÍTULO: Sentimentos Estranhos
Visão da Otávia
Abrindo meus olhos de repente, eu levantei rapidinho e corri pra porta, antes de abrir, fui recebida com o choque da minha vida, lá estava o Pai, recebendo porrada de dois Guerreiros bombados, enquanto a Mãe estava de joelhos, implorando pra eles, com lágrimas descendo pelas bochechas dela. Meus olhos escureceram, quando de repente eu senti uma onda forte de raiva, correndo pelas minhas veias, acordando o meu Demônio, meus olhos mudaram pra preto, enquanto eu sentia a minha respiração, falhando, meu coração começou a bater forte contra a minha caixa torácica.
Eu ia sair pra matar aqueles canalhas, mas parei no meio do caminho, quando o Pai inclinou a cabeça fraca na minha direção, e balançou a cabeça pra eu não sair.
"Por favor, Otávia, só fica aí, eu vou ficar bem." Eu ouvi a voz dele na minha cabeça, e eu engasguei silenciosamente, enquanto eu olhava pra ele em choque. Ele acabou de falar na minha cabeça? Como diabos isso aconteceu? O Pai consegue fazer isso?
"Não saia, por favor." A voz dele ecoou na minha cabeça de novo, enquanto ele me encarava, de onde ele estava deitado no chão, com um mar de lágrimas, encontrando o caminho pra fora dos olhos dele. É óbvio que ele estava passando por muita coisa no momento.
Fechando meus punhos de dor, raiva e mágoa, eu deixei minhas lágrimas descerem livremente pelas minhas bochechas, enquanto eu assistia eles continuarem batendo nele. O que nós fizemos pra merecer tudo isso? É assim que os outros são tratados? Por que eles estão batendo nele?.
Eles finalmente arrastaram ele e a Mãe pra fora da casa.
Saindo completamente do meu quarto, eu caí em lágrimas, enquanto eu olhava pra porta de saída, me perguntando o que eles vão fazer com eles, eu espero que eles não causem mais dor pro pobre casal, eu não ia aguentar....
Visão da Autora
Alfa Khalid continuava se revirando na cama, enquanto o pensamento da Feiticeira dele, enchia a mente dele. Não importa o quanto ele tentou tirar ela da mente dele, assim como as estrelas nunca deixam o céu, parece que ele nunca vai conseguir tirar ela da cabeça dele. O que tem de tão especial nela? Não pode ser por causa da Loba bonita dela, né?
Ele gemeu com raiva, enquanto ele se sentava na cama king size dele, e enterrou a cara nas palmas das mãos, ele tá perdendo a cabeça, ele não consegue controlar os sentimentos, e isso o irrita mais ainda, como ele pode estar tão curioso sobre uma pessoa insignificante? Mesmo ele tentando acreditar que não tem nada de especial nela, e essa ligação, que ele não consegue decifrar de onde veio? E essa força desconhecida, que continuou o atraindo pra ela, de volta na floresta.
Ele suspirou fundo, enquanto ele se levantava da cama, e caminhava em direção ao banheiro, antes de entrar. Uma hora se passou, antes da porta finalmente abrir, quando ele saiu, com uma toalha, pendurada perigosamente na cintura dele. O corpo dele, é o mais perfeito que alguém já viu, seus gominhos, eram como os dos caras da academia, qualquer um ia pensar que ele trabalha neles, mas é tudo natural, os seus gominhos, é o que pode deixar qualquer um louco, como um Homem pode ser tão bonito e ter um corpo perfeito.
Ele sentou na cômoda, enquanto ele olhava fundo pra própria reflexão dele, se perguntando o que foi que deu errado com ele. Ele não conseguia se controlar, em pensar na garota, e por alguma razão desconhecida, ele só queria ver o rosto dela, mesmo que fosse só uma vez, ele só queria ver o rosto da criatura, que continuava preenchendo todos os pensamentos dele.
Ele foi tirado do transe dele, pela batida, que veio na porta. Ele não precisava de ninguém pra dizer pra ele quem tava na porta, já que o cheiro de quem quer que fosse, já tinha enchido o nariz dele.
Levantando da cômoda, ele foi pro armário dele, e pegou o roupão e vestiu, antes de ir abrir a porta. Ele abriu a porta, revelando a Lia.
"Mãe." Ele chamou, enquanto um sorriso se instalava no rosto dele. A aura escura dele, foi lentamente dissipada numa suave, enquanto ele olhava pra linda Mulher, parada na frente dele. O quanto ele amava essa Mulher, ela é a única que sempre ficou do lado dele, a única, que sabe as dores dele, e a única, que ele cresceu reconhecendo como família.
"Como vai, Filho? Posso entrar?" A linda Mulher perguntou com um sorriso no rosto dela.
"Claro, Mãe." Ele abriu a porta bem pra ela, e fechou, depois que ela entrou. Virando pra entrar, ele a encontrou, olhando em volta, em admiração.
"Então... Mãe." Ele chamou a atenção dela pra ele mesmo, quando ele foi sentar na cômoda, olhando pra própria reflexão, perdido em pensamentos de novo. Por que ele não consegue parar com esses sentimentos, mesmo que seja só uma vez? Por que ela continua ocupando todos os pensamentos dele?
A Mulher o estudou por minutos, sem tirar os olhos dele. Ela sabia que alguma coisa tava acontecendo com ele, ela sabia que ele tá perturbado com alguma coisa, mas o que poderia estar errado com o Alfa? O que poderia estar perturbando ele? Mesmo ele mostrando tanto amor pra ela, mesmo que esse Homem fizesse qualquer coisa pra fazê-la feliz, ela sabe que ela ainda não pode se intrometer nos assuntos dele, talvez deixar ele sozinho, ajude a situação. Ela não queria acordar o Demônio nele, questionando ele, sabendo o tipo de pessoa que ele é.
"Eu fiz café da manhã pra você, Filho, seu favorito." Ela disse, enquanto ela caminhava pra onde ele estava sentado, e colocou as duas mãos nos ombros dele, dando pra ele uma massagem suave e reconfortante. Mesmo ela odiando ver ele nesse estado, ela não conseguiu se forçar a fazer nenhuma pergunta pra ele.
"Eu quero ficar sozinho Mãe, e eu não tô com apetite." Ele disse na voz fria dele de sempre, sem levantar os olhos pra olhar pra ela.
Ela sentiu uma dor forte no coração dela, enquanto uma onda forte de tristeza encheu o coração dela, mas ela cobriu com um sorriso falso, que só durou segundos, antes de desaparecer. Dói ouvir isso dele, ele deve estar passando por um momento difícil agora, e isso a entristece, que não tem nada que ela possa fazer sobre isso.
"Ok, eu vou indo primeiro." Ela disse, tentando não parecer triste, antes de virar e caminhar em direção à porta.
"Mãe... o que é uma ligação de parceiros?" Ele perguntou do nada, sem tirar os olhos do espelho, enquanto os olhos escuros dele, olhavam fundo pra reflexão dele, como se ele quisesse ver através da própria alma dele...