CAPÍTULO Cinquenta e Cinco
Babando
Visão da Lua
Já faz uma semana inteira desde a última vez que fui para a escola, e nesses dias todos, nem consegui falar com Liam no telefone. Aquele idiota não me deixa ter minha privacidade, ele está sempre por perto como um anjo da guarda, urgh! Ele vai me matar antes do tempo. Estou apenas me recuperando da porcaria do veneno, com o qual aquele lobo do mal me infectou. Às vezes ainda me afeta, sensação de dor de cabeça, meus olhos girando, vomitando e enfraquecendo meu corpo, mas estou tomando algumas ervas para controlar isso. Sejam quem forem os lobos, eles realmente queriam matar Alfa.
Balançando as pernas para baixo da minha cama, fiquei de pé e bocejei, antes de entrar no banheiro. Entrando no banheiro, tirei minhas roupas e joguei no chão, antes de entrar no chuveiro, depois do qual liguei, enquanto deixava a água cair livremente sobre meu corpo, enquanto me esfregava com minha esponja.
Meus pensamentos estavam cheios de Liam, pois eu não conseguia evitar, mas ansiar por vê-lo, senti tanta falta dele. Ele não me ligou durante todos os dias em que estive ausente da escola, será que ele não se importa comigo? Isso não é verdade, ele deve estar ocupado ou algo assim.
Depois que terminei de tomar banho, coloquei meu roupão, antes de entrar no meu quarto. Me apressei com a minha roupa, certificando-me de ainda levar meu tempinho, para trabalhar na minha maquiagem e garantir que eu fique linda, que ele não consiga tirar os olhos de mim, quando ele me vir.
Olhei para mim mesma pela última vez e ri, antes de pegar as chaves do meu carro na cama, depois peguei minha mochila, antes de sair do meu quarto e, em breve, estava a caminho da sala de jantar. Entrando na sala de jantar, quase congelei no lugar, com a visão que contemplei. Que droga! O que ele está fazendo aqui tão cedo? Urgh! A presença dele não é para um bom propósito...
Visão de Jack
Realmente tenho me sentido tão apegado à Lua ultimamente, e agora estou começando a acreditar que ela é realmente minha companheira. Não que eu não acreditasse antes, mas estava com um segundo pensamento, mas agora, sinto que ela é realmente minha. A ideia de ela, ter sentimentos por aquele bastardo, machuca muito meu coração, pois meu Demônio coçou para devorá-lo com suas garras, mas eu só tinha que me controlar e manter minha raiva sob controle, para não estragar as coisas.
Esses poucos dias que a Lua não foi à escola, fiz questão de ficar ao lado dela e cuidar de sua ferida. O veneno ainda está afetando-a e levará tempo para cicatrizar completamente, mas estou fazendo o meu melhor para não deixá-lo se espalhar por todo o seu sistema, para evitar que ela esteja em perigo.
Hoje é segunda-feira, sei que ela irá para a escola hoje e mal posso esperar para vê-la. Não consigo acreditar que estou sentindo falta daquele psicopata que me odeia com tanta paixão. O que a Deusa da Lua tem que me juntar a ela, porra?
Acordei o mais cedo possível, tomei banho, me vesti e tomei meu café da manhã, antes de ir para o lugar do Alfa. Quero ir buscar a Lua, sei que ela vai ficar tão brava, mas que pena, não me importo.
Eu preferia que ela ficasse brava comigo do que deixá-la ir ver aquele bastardo. A ideia dele me faz estremecer de raiva.
Depois de dirigir por uma eternidade, finalmente cheguei ao castelo e estacionei meu carro, antes de descer e, em breve, já estava andando pela varanda. Fui direcionado à sala de jantar por um dos Guardas, que me disse que todos estavam na sala de jantar, tomando café da manhã.
Os dois Guardas, em frente à sala de jantar, se curvaram assim que me viram, antes de abrir a porta, depois da qual entrei. Entrando na sala de jantar, encontrei Alfa e sua mãe, comendo em silêncio, enquanto algumas Donzelas estavam por perto.
"Acho que cheguei na hora certa. Bom dia." Eu ri, enquanto caminhava até eles.
"Jack?" Sua Mãe sorriu para mim.
"Bom dia, Mãe. Como você está?" Perguntei, sentando-me ao lado do Alfa.
"Estou bem. Como você está?" Ela sorriu e devolveu a pergunta.
"Estou bem, Mãe." Eu sorri. Inclinando a cabeça para olhar para o Alfa, que nem sequer levantou a cabeça para olhar para mim, nem respondeu às minhas saudações, eu não pude deixar de zombar. Esse homem é sério demais para o meu gosto.
"Como está Otávia? Senti muita falta dela. Quando você vai convidá-la para cá?" Ela perguntou, dando-me toda a sua atenção.
Se ao menos ela soubesse o tipo de frustração que Otávia trará a ela, convidá-la seria a última coisa que ela faria. Mesmo eu odeio, quando Otávia vem me visitar, porque ela sempre me frustra.
"Ela está bem, Mãe, com certeza vou dizer a ela isso." Eu lancei um sorriso. Pelo amor de Deus, suas perguntas são frustrantes.
Ela estalou os dedos e duas Donzelas correram até nós.
"Sirva algo para sua alteza." Ela disse, sem levantar a cabeça para olhar para eles.
"Não se preocupe, Mãe, estou bem..."
"Não... não, você não pode me dizer isso, Jack, você tem que comer alguma coisa." Ela balançou a cabeça, enquanto me encarava brincando.
Urgh! Eu deveria saber que isso ia acontecer.
Eu balancei a cabeça com um sorriso forçado.
As Donzelas começaram a servir a comida e, assim que terminaram, comecei a me forçar a comer.
A porta se abriu e um perfume intoxicante familiar encheu minhas narinas, quando minha atenção foi atraída para a porta. Inclinando a cabeça para verificar quem acabou de entrar, minha boca caiu aberta de admiração, meu coração batendo forte, enquanto contemplo a figura, parada na porta...