Capítulo 13 Vê-lo pela Última Vez
Mu Boyan olhou pra Mandy com uma frieza que dava medo, rangeu os dentes e soltou: "Você até envenenou a Lisa, né? Já não era pra ter rolado? Quando é que vai ser a hora, hein? Você não gosta mesmo do Gavin, gosta?"
A Mandy ficou com uma cara de tipo... chocada por um segundo, mas foi tão rápido que nem deu pra pegar direito.
Ela jogou os braços no pescoço dele e fez aquela voz toda melosa: "Como assim? Você é o único que mora no meu coraçãozinho."
Ela levantou a cabeça e tascou um beijão nos lábios frios dele.
Nos olhos do Mu Boyan, um brilho de fogo, tipo, sinistro, e ele mordeu o lábio dela, ignorando os protestos dela e partindo pra cima com tudo.
Em pouco tempo, a respiração dos homens e os gemidos charmosos das mulheres ecoavam no quarto, e a cama fazia um "crec crec" porque não aguentava a pressão daquele movimento todo.
Não sei quanto tempo rolou, mas o quarto foi, aos poucos, aquietando.
"Mandy, não enrola muito, não. Se continuar assim, os BOs das crianças vão ser expostos mais cedo ou mais tarde." O Mu Boyan encostou na cabeceira da cama, o edredom só cobria a cintura dele, mostrando aquele corpo sarado.
Ele pegou o maço de cigarros e a maquininha de apagar as cinzas que tava na mesa de cabeceira, acendeu um cigarro e puxou com força, depois soltou a fumaça.
A Mandy tava se vestindo devagar no meio da fumaça. Ela virou pra trás e mandou um olhar charmoso pra ele. "Entendi o que você disse. Vou resolver o mais rápido possível."
A real é que a Mandy não tava nem um pouco preocupada com os problemas da criança. Ela tava confiante de que o Gavin só ia acreditar nela e nunca ia desconfiar de nada.
Depois de se vestir, a Mandy foi embora.
Depois que ela saiu, os olhos do Mu Boyan se estreitaram, sem nenhuma emoção. "Mandy, é melhor você não me trair, ou eu vou te fazer pagar."
Assim que ele terminou de falar, ele apagou o cigarro com força, com um brilho de maldade no olhar.
A Mandy não conseguia ouvir o que ele disse.
Saindo do hotel, a Mandy olhou pra trás, pra o saguão do hotel, com um sorriso irônico nos lábios. O Mu Boyan, um animal que consegue se livrar até dos pais adotivos, não valia nada.
Ela preferia mil vezes ficar com o Gavin, se pudesse.
...
Tarde da noite, a Lisa tava mordendo os dentes com força, a testa gelada e suando, as entranhas doendo como se fossem facas, e uma onda de dor atacando seus nervos frágeis.
O lábio tava mordido por ela, soltando gotinhas de sangue, vermelho escuro, cruel.
Com o tempo passando, ela sentia que os segundos eram como anos.
Parecia que depois de um século, a dor foi diminuindo aos poucos, e as costas dela estavam molhadas, encharcando a camisola do hospital.
Ela soltou um suspiro de alívio e desabou na cama, sem nenhuma força.
Seus olhos estavam vazios e fixos no teto. Aquela dor forte, de novo e de novo, tava torturando ela de verdade. Era melhor morrer logo.
Ela não aguentava mais.
Fechou os olhos, as lágrimas escorregando dos cantos dos olhos, ela queria morrer, queria morrer de vez, limpa.
Só que... antes de morrer, ela queria muito ver o Gavin de novo.
O homem que ela amava demais.
Mesmo que ele não acreditasse mais nela, ela ainda não conseguia deixar de lado os sentimentos que tinha por ele.
Era bom te ver de novo. Se eu te visse de novo, nunca mais te veria.
A essa altura, a dor no coração doía tanto que ela não conseguia respirar, e as lágrimas corriam silenciosamente como a enchente da represa.
Ela abriu os olhos devagar e virou pra olhar os guardas dela. Já era tarde da noite, e todo mundo ia ficando com sono. Antigamente, as duas pessoas sempre se revezavam pra fazer a vigília.
Talvez ela estivesse muito quieta ultimamente, e eles relaxaram. Os dois estavam sentados encostados na parede, balançando a cabeça, quase pegando no sono.
Ela respirou fundo, levantou o edredom e saiu da cama, depois foi andando de mansinho até a porta.
Sorte que, quando ela abriu a porta e saiu do quarto, nenhum dos dois acordou.
Tão livre, ela sentiu que tinha recuperado todas as suas forças. Ela correu pelo corredor do hospital, e a vontade de ver o Gavin ficou cada vez maior.
Ela chegou na porta da Vila da Família Alan, ficou andando pra lá e pra cá, e não teve coragem de entrar de supetão, porque sabia que a Mandy tava lá dentro.
Se a Mandy descobrisse, ela nunca mais ia ver o Gavin de novo.
Então, ela se agachou perto do portão, olhando ansiosamente pra estrada escura, com um fio de esperança no coração, esperando que o carro dele aparecesse naquela estrada mais tarde.
Talvez Deus tenha tido pena dela. Em pouco tempo, um carro veio na direção da vila.
A luz forte dos faróis fez com que ela levantasse a cabeça e protegesse a testa, meio que no automático. Quando o carro se aproximou, ela viu que era o carro exclusivo do Gavin.
Com um sorriso no rosto, ela se levantou e correu pra lá, parando o carro, tipo, sem ligar pro perigo.
O Shen Yi levou um susto com a aparição repentina das pessoas. Ele pisou no freio e os pneus esfregaram no chão fazendo um barulho horrível.
Tão logo o carro parou, o Shen Yi desceu e foi em direção à Lisa. Ele achou que era um maluco, mas quando viu que era a Lisa, levou um susto.
Nossa, meu Deus! Faz pouco tempo que eu não vejo ela. Como ela virou um fantasma?
"Eu quero ver o Gavin!" A Lisa implorou pro Shen Yi.
O Shen Yi franziu a testa de leve, depois virou e foi até o carro pra contar a situação pro Gavin.
Através do para-brisa, o Gavin viu a Lisa na frente dele. Debaixo do poste de luz, ela tava magra, parecia que o vento ia levar.
Teve um fio de angústia no meu coração, mas quando ele lembrou das fotos que viu durante o dia, o fogo pegou de repente. Ele olhou fixamente pra aquela figura magra e disse pro Shen Yi com um tom frio: "Diz pra ela que eu não quero ver ela de jeito nenhum!"