Capítulo 21 Quase Morreu em Casa
A Lisa não aparece no trampo na empresa faz dois dias, nem pediu folga.
Mesmo que eu não trabalhe com ela há muito tempo, o gerente geral sabe que ela é do tipo que leva as coisas a sério, sabe? Impossível ela faltar de bobeira. Pelo menos ia avisar.
Ninguém conseguia falar com ela, então o gerente geral mandou alguém na casa da Lisa.
Com a ajuda do dono, a galera entrou no apê da Lisa e viu que ela tava com febre alta, desacordada, tipo, ninguém conseguia acordar ela.
Assustados, correram com ela pro hospital. Depois dos exames, viram que a Lisa tava com 40 graus de febre e pegou até pneumonia. Se tivesse chegado mais tarde, ia bater as botas.
O doutor falou pra mim que a paciente tava bem fraquinha e precisava de uns cuidados.
Contaram tudo pro gerente geral, e ele deu folga na hora, pra Lisa descansar no hospital uns dias e depois voltar pro trabalho.
A Lisa ficou muito grata e achou que teve muita sorte de ter um chefe como o gerente geral.
...
Um dia, o Gavin notou que não tinha ninguém na vaga de assistente fora do escritório do gerente geral. Franziu a testa. Lisa, a gata fugiu?
Depois, o canto da boca fez um sorrisinho de deboche. Ah, como esperado, outros caras são mais importantes pra ela.
Ignorou aquela sensação estranha no peito e virou, saindo a passos largos.
Depois do trabalho, o gerente geral encontrou o Gavin no elevador. Trocaram umas ideias e depois silêncio.
Nessa hora, o Gavin viu que o cara tava com uma cesta de frutas na mão. Sem pensar, perguntou: “Vai visitar alguém com essa cesta?”
“Sim, é minha assistente. Quase morreu em casa, então fui no hospital ver como ela tá.” Quando falou da Lisa, o gerente geral soltou um suspiro.
Quase morreu em casa?
O coração do Gavin pareceu que levou um choque. Perguntou: “Aconteceu alguma coisa com ela?”
O gerente geral olhou pra ele, tipo, com pressa, e achou meio estranho, mas falou a verdade: “A assistente Mu não veio trabalhar faz dois dias. Achei estranho e mandei ver como ela tava. Só depois que fui ver que ela tava com febre alta e todo mundo desacordado. Levaram pro hospital e o doutor descobriu que ela tava com pneumonia. Se demorasse mais, ia pro beleléu. Que bom que mandei ver, porque se não, nem imagino.”
Quando o elevador chegou no estacionamento, o gerente geral terminou de contar a história. Se despediu do Gavin e saiu primeiro. O Gavin ainda tava em choque.
Pensando que a vida dela quase acabou de novo, uma raiva inexplicável subiu. Como ela não se cuida? A vida não vale nada pra ela?
Sem querer, o Gavin foi atrás do carro do gerente geral e chegou no hospital.
A Lisa ainda tava bem fraquinha. Sentada na cama, olhava pra janela escura. Com a luz, o rosto dela tava cada vez mais pálido.
Quando o gerente geral entrou, viu que ela tava sozinha e não tinha ninguém pra cuidar dela. Franziu a testa, foi até ela e perguntou, tipo, desconfiado: “Assistente Mu, e seus parentes?”
Ao ouvir a voz, a Lisa virou a cabeça e forçou um sorriso fraco quando viu que era o gerente geral. “O que faz por aqui, Sr. gerente?”
“Vim te ver.” O gerente geral botou a cesta de frutas na mesinha e perguntou de novo: “E seus parentes? Você avisou pra cuidarem de você?”
Parentes? A Lisa abaixou a cabeça, escondeu a tristeza nos olhos e falou: “Não tenho parentes.”
“Não tem parentes?” O gerente geral franziu a testa. “Como não tem? Pelo menos os pais…”
“Morreram.” Até a única pessoa que ela ama a odeia, e ela não tem mais nada.
O gerente geral ficou chocado e sorriu pedindo desculpas. “Desculpa, não sabia.”
A Lisa balançou a cabeça. “Tudo bem.”
O gerente geral viu que ela tava sem cor no rosto e com a voz fraca. Ninguém pra cuidar dela. Sentiu pena na hora e sorriu: “Se cuida, viu? Sem você, não consigo fazer muita coisa.”
Ao ouvir isso, a Lisa se sentiu culpada. “Desculpa, gerente geral, por te dar trabalho.”
Na verdade, o gerente geral falou isso só pra elogiar o trabalho dela, mas não esperava que ela fosse pedir desculpas de repente. Ele sorriu sem jeito, mas não explicou. Só disse que ia arranjar uma enfermeira pra cuidar dela e que ela voltasse a trabalhar quando estivesse boa.
A Lisa não conseguia falar nada além de agradecer.
Se não fosse o gerente geral, talvez ela já tivesse batido as botas lá no apê, e agora tava recebendo atenção, talvez fosse o único carinho que ela teve nesses dois anos.
O gerente geral não ficou muito tempo e foi embora logo.
A Lisa sentada na cama, não sabia o que tava pensando. Não percebeu a sombra parada na porta do quarto.
O Gavin olhou pra ela, toda frágil no quarto, e a cabeça tava a mil. Quando ouviu ela falar que não tinha parentes, ficou mais chocado do que entendeu. Ela não tem um irmão? Como pode não ter parentes?
Tá tentando ganhar a pena dos outros falando assim, toda coitadinha?