CAPÍTULO 60
'Sério que você tá parecendo uma *bitch* egoísta agora, Jasmine Blackman.
O que eu fiz, eu fiz pela vida dentro de você e não me arrependo de ter ido pelas suas costas e contado a verdade pro Evan.
Você só tá pensando em você e não no bebê. Devia estar feliz pra caramba que o Evan quer fazer parte da vida do bebê e não te jogando no fogo por causa do Bradley.'
Ela saiu do quarto com uma carranca na cara e eu sabia que não ia voltar aqui pra me ajudar a fazer a mala.
Fiz as malas de leve. Peguei umas roupas e coisas que vou precisar pra passar uma noite ou duas na casa dele, joguei tudo numa mala de mão e segurei na mão.
Fui pra sala, onde a Zenia tava sentada, vendo TV. Não falei mais nada pra ela. Empurrei a porta da frente e voltei pro carro do Evan.
Ele tava lá, conversando com a minha mãe. Sorrisos enormes nos dois rostos e ela abraçou ele quando eu cheguei.
'Mãe. Vou me mudar pra casa do Evan por um tempo,' falei, com a voz embargada. Já tava derrotada e não fazia sentido brigar com o Evan por causa disso.
'Vou sentir sua falta, mas posso passar aí a qualquer hora e te visitar,' ela respondeu e me deu um abraço bem apertado.
O Evan e eu fomos pra casa dele.
'E o meu trabalho?' perguntei pra ele, olhando na direção dele pra ver a reação.
'O que tem?' ele perguntou, com os olhos na estrada.
'Tenho que aparecer no trabalho, senão vou ser demitida.'
'E você precisa desse trabalho... por quê?'
'Porque preciso de uma fonte de renda! Assim como você tem a Torre Hollen como sua fonte de renda!'
Ele deu uma risadinha, o que me deixou chateada. Ele tava me achando uma piada.
'Pode dar adeus pra esse trabalho,' ele respondeu.
O resto do caminho foi em silêncio, mas eu não ia deixar ele ter a última palavra sobre as coisas da minha vida pessoal de novo.
Essa era a minha vida!
Minha!
Quem o Evan Hollen pensa que é?
Paramos na mansão maravilhosa dele, que ficava num ambiente verde e exuberante. A casa dele era cercada e tinha seguranças rondando a propriedade. Ele foi até a entrada principal e parou por um tempo pra um segurança abrir as portas do que parecia um depósito de carros.
Foi projetado com uma grande vitrine de vidro e tinha as iniciais dele gravadas. Todos os carros dele eram visíveis. Vinte carros no total. Todos caros e com cara de novos.
Eu fiquei parada perto da porta principal da casa dele. Ele saiu da garagem e veio na minha direção com um sorriso no rosto, olhando pra mala de mão na minha mão.
'Só isso que você fez as malas?' ele perguntou.
'Sim. Não vou ficar pra sempre aqui.'
Ele ergueu as sobrancelhas, com um olhar de interrogação.
'Só vou ficar uma semana aqui. No máximo!' adicionei rapidamente.
O Evan cruzou os braços na minha frente e eu revirei os olhos antes de desviar o olhar.
'Quer me testar?' ele perguntou, dando um passo mais perto de mim. Eu não me mexi. Ele segurou minha cabeça gentilmente pra me fazer olhar pra ele. O toque dele acendeu a faísca no meu corpo e eu me senti fraca de novo.
Droga, Evan!
'Você não é uma prova, apesar de poder ser tão difícil quanto. Então sim, eu quero te testar,' respondi.
Queria testá-lo na cama de novo. Cada centímetro do meu corpo tava desejando ele.
O cheiro másculo dele atingiu minhas narinas e meu corpo tava absorvendo o calor dele. Minha *pepeca* dançou e tremeu na minha calcinha, enquanto pensamentos selvagens inundavam minha mente.
Ele se afastou de mim e abriu as portas duplas. Eu segui bem de perto, me controlando e apagando todas as ideias malucas da minha cabeça.
Espetacular foi pouco pra descrever a casa dele. Móveis e quadros caros decoravam uma sala enorme pintada de branco. Um lustre grande pendia no teto e escadas que pareciam levar ao céu. Fui pega por essa beleza de novo. Não tinha admirado tanto a mansão da última vez que estive aqui.
As empregadas estavam cumprindo seus deveres. Um cheiro delicioso veio pairando no ar e eu fiquei com fome imediatamente.
Comida!
Lembrei que o quarto do Evan ficava no andar de cima e era o maior da casa. Virei na direção que ele tava, mas ele já tinha sumido, então fui sozinha e subi as escadas.
Fui pra esquerda, depois pra direita, depois pra esquerda de novo e me perdi. Voltei pros meus passos e fui pra direita, depois pra esquerda e me encontrei no quarto principal dele. Me joguei na cama e me aconcheguei nos travesseiros. Lençóis recém-lavados eram os melhores e o cheiro do quarto dele era tão convidativo e reconfortante.
Com certeza poderia me acostumar com isso.
Coloquei minha mala de mão numa mesa no centro e fui usar o banheiro dele. Estava fazendo muito xixi ultimamente.
'JASMINE!' ouvi a voz dele chamando meu nome.
'Tô aqui!' respondi. Dei descarga, lavei as mãos, sequei com a toalha e voltei pro quarto. Ele estava lá, com os braços cruzados e o pé batendo impaciente.
'O que você tá fazendo?' ele me perguntou.
'Eu tava... hã... tava me acomodando,' gaguejei.
'Se acomoda no seu próprio quarto... que é lá embaixo.' Ele apontou pra baixo.