Capítulo 1 Eu me oponho
Na cidadezinha de Madison, um carro tá voando baixo numa estrada que quase não tem carro nenhum.
A mulher no banco do motorista é tipo, muito gata. Os olhos dela, profundos, tão ligados na estrada escura. Naquele momento, a voz das notícias saiu do rádio do carro: "A Sarah Davis vai fazer 22 anos daqui a três dias. Dizem que a família Davis vai passar a empresa pra ela nesse dia..."
Sarah Davis deu uma leve franzida na testa e parou o carro. O vento da noite bagunçou o cabelo dela pela janela. Tinha um brilho de mistério nos olhos dela, que eram lindos.
A "querida" irmã dela, Ashley, já tá com 22 anos. Cinco anos se passaram de uma vez.
Parece que tá na hora de voltar e encontrar essa galera toda!
Quando ela chegou em casa, numa casa alugada simples na cidadezinha, a Sarah Davis abriu a porta. Antes de acender a luz, um cheiro de sangue.
Ela franziu a testa. No escuro, umas mãos agarraram a perna dela. Sarah Davis chutou as mãos rapidinho, falando com uma voz fria: "Quem é?"
"Me ajuda, por favor."
A voz grave e suave de um homem veio. Sarah Davis acendeu a luz e, de repente, viu sangue no chão. O cara, um chinês, tava encostado na parede. Os olhos deles se encontraram, e um choque leve apareceu nos olhos dele.
Sarah Davis chegou perto e se abaixou, perguntando: "Quem é você?"
Jacob Smith ficou chocado ao ver o colar de cristal azul no pescoço dela, que tinha caído e aparecido.
Sarah Davis achou a janela aberta e pensou que foi por ali que o cara entrou. Ela franziu a testa e foi andando.
Ela suspirou e pensou em salvar a vida dele. Ela pegou o armário de remédios, levou o cara pro sofá e cuidou rapidinho do ferimento dele.
No dia seguinte, Jacob Smith acordou se sentindo fraco e lembrou da cena da noite passada. Sem ligar pra dor do ferimento, ele levantou na hora e olhou pra tudo, mas não achou ninguém e viu que a casa alugada tava vazia, sem nenhum sinal de vida.
Daí, na mesa de cabeceira, ele descobriu uma foto, com um sorriso radiante de uma mulher. Os olhos de Jacob Smith ficaram um pouco mais profundos, pensando se a mulher era a Sarah Davis.
Logo, o assistente de Jacob Smith descobriu onde ele tava.
Jacob Smith encarou a foto e ordenou com uma voz grave: "Você vai verificar quem causou problemas pra mim ontem à noite, a identidade da dona desse quarto e onde eles estão agora. Preciso do resultado o mais rápido possível."
Três dias depois, num café em Raleigh, Sarah Davis tava lendo o jornal e olhou pro relógio de novo. Uns dois minutos depois, um cara de terno preto chegou e sentou na frente dela.
"Olá, Miss Davis, meu nome é Jacob Smith. Eu tô aqui pra vaga de segurança."
Sarah Davis largou o jornal e levantou a cabeça. Quando ela viu a cara, ficou chocada ao descobrir que era o cara que ela tinha salvado naquele dia.
Olhando pra cara sem expressão do cara, Sarah Davis pensou que ele provavelmente não a reconheceu. Ela curvou a boca, perguntando: "Você é tão gato, por que tá se candidatando pra segurança?"
Jacob Smith respondeu sem culpa e com poucas palavras: "Eu preciso me virar."
"Ok, só você. Vamos." Ela disse.
Sarah Davis levou Jacob Smith direto pra festa de aniversário da Ashley.
A festa foi num hotel cinco estrelas, com uma decoração incrível e luxuosa. Todos os convidados eram pessoas famosas da alta sociedade.
Quando Sarah Davis e Jacob Smith chegaram, a festa já tinha começado oficialmente. No palco, Ashley tava com um vestido branco. Do lado dela, a mãe dela, Megan, e o pai dela, como se ela fosse uma princesa com muito amor dos outros.
A cara da Sarah Davis mostrou uma nuvem. Uma vez, ela também era uma moça despreocupada, mas com 15 anos, o pai dela morreu e dois anos depois a mãe dela se casou de novo. Tudo tinha mudado.
Jacob Smith percebeu que a Sarah Davis do lado dele tava pra baixo. Ele deu uma leve fechada nos olhos e olhou pro palco.
Nesse momento, Megan anunciou: "De agora em diante, a Davis Enterprise vai ser rebatizada de Aaron Enterprise, e minha filha, Ashley Aaron, vai se tornar a presidente da Aaron Enterprise."
Quando ela terminou, teve uma salva de palmas da galera. Quando as palmas pararam, uma voz feminina fria ecoou. "Eu sou contra."