Capítulo 59 O verdadeiro eu de Megan e Ashley
Num instante, rolou um banzé ali debaixo do palco. Uns repórteres, meio que às escondidas, apareceram naquela festa toda chique.
Emily correu até a Sarah e disse umas coisas no ouvido dela.
Sarah levantou a cabeça, “Parece que a Megan se preparou bem, hein?”
A Megan tinha sido chutada antes. Pelo jeito dela, era impossível que a deixassem em paz.
“A gente devia chamar os seguranças pra botar essa galera pra correr?” Emily olhou pros repórteres na frente, que já vieram com tudo preparado.
Sarah, encarando as perguntas afiadas dos repórteres, suspirou, “Ela é minha mãe, mas eu nunca ia imaginar que ela ia ser tão cruel comigo.”
Sarah tava se perguntando se ela tava distorcendo a verdade.
O repórter perguntou: “Você pode explicar isso com mais detalhes?”
A Megan fez um drama, sabe? Nem se maquiou hoje, e a cara dela tava pálida, cheia de preocupações e tals.
“Quando meu pai tava morrendo, eu fui lá visitá-lo. Minha filha me impediu de entrar na casa, e ainda tomou a herança que meu pai deixou pra mim e me botou pra fora do conselho.”
“Dona Megan, por que você escolheu falar essas coisas numa ocasião tão importante como essa?”
“Porque minha filha não tem juízo, e eu não tenho como fazer justiça pela minha filha caçula e por mim mesma. Não me resta outra escolha a não ser apelar pra mídia e pro público. Por favor, me ajudem, e peçam pra minha filha mais velha ter um pouco de pena de mim.”
Cada palavra mostrava como a Sarah era uma filha ingrata.
Enquanto falava, as lágrimas rolavam, e ela parecia tão delicada e comovente.
A Sarah deu uma risadinha e se virou pra ir embora, mas foi cercada pelos repórteres.
“Senhorita Sarah, o que a senhora tem a dizer sobre o que sua mãe acabou de falar?”
“Senhorita Sarah, a senhora quer botar a Davis Enterprise pra você com o poder que a senhora tem?”
“A senhora tá com medo de perder a disputa pela ações daqui a três meses, por isso tá tratando sua mãe e sua irmã com crueldade?”
A Sarah achou engraçado, “Vocês podem me dizer se esses boatos sem pé nem cabeça podem ser resolvidos só com as palavras da minha mãe?”
A cena ficou em silêncio, e o clima ficou tenso.
Ninguém tinha resposta pra essa pergunta.
“Já que minha mãe quer romper comigo de agora em diante, eu tenho uma coisa pra mostrar pra vocês.”
Ela entregou o celular pra Emily e pediu pra ela botar as fotos no telão.
A Emily olhou as fotos e botou no telão, seguindo as instruções da Sarah.
“Por favor, olhem pro telão.”
A Sarah levantou a mão, numa boa, sem aquela incerteza ou medo que a gente tem quando é acusada de ser ingrata.
Quando viram as fotos no telão, todo mundo ficou chocado. A Megan, que tava no pódio, tropeçou e fez uma cara feia.
Na tela, tinha o certificado de identificação de DNA. Os resultados mostravam claramente que: Megan e Miss Sarah têm 99% de parentesco de sangue, e Ashley e Miss Sarah têm 50% de parentesco de sangue.
Tipo, elas não têm o mesmo pai.
“Emily, a próxima.”
A tela parou por um momento, e depois mostrou a próxima: de acordo com os resultados da pesquisa do nosso hospital, Miss Ashley e Sr. Tyler são pai e filha, com 99% de parentesco de sangue.
Agora, a Megan e a Ashley tentavam esconder a raiva, mas estavam pálidas, sem cor nenhuma.
“Então, jornalistas, tem mais alguma coisa que vocês queiram perguntar sobre isso? Eu posso responder.”
A Sarah tava calma, racional, e indiferente, o que fez com que os convidados sentissem empatia.
Falaram que a Sarah tinha morrido num acidente de carro por causa de um escândalo. Ela voltou cinco anos depois, com mais problemas.
Como a Sarah se sentia por não ser amada pela mãe e ainda ser chamada de ingrata?
A Megan não sabia por que a Sarah tava agindo contra ela até agora, e a Sarah ainda mandou pra ela a foto póstuma do pai.
De repente, ela sabia de tudo, há muito tempo.
“Hoje é a comemoração dos 30 anos. Já que vocês não têm mais nada pra perguntar, vamos deixar o jantar rolar. Obrigada.”
Então a Sarah fez uma reverência pra todo mundo.
A Sarah pediu pra Emily organizar a saída dos repórteres.
Não muito longe dali, o Jacob foi em direção à Sarah no meio da galera, preocupado: “Tá tudo bem?”
Na hora que ela viu o cara frio, a Sarah relaxou na hora.
Era impossível não sentir medo e tristeza.
Mas o que ela podia fazer?
Desde o acidente de carro, cinco anos atrás, tava selado que ela e a Megan nunca mais seriam íntimas.
“Jacob, me leva pra sala de descanso.” A Sarah estendeu a mão e segurou o braço do Jacob. Parecia que ele podia dar um apoio pra ela e deixar ela relaxar.
O Jacob estendeu a mão pra segurar a Sarah, com o coração doendo, e foi passando por um monte de convidados pra sair.
Na hora de sair, a Sarah foi parada por um cara estranho.
“Senhorita Sarah, eu queria pedir uns minutinhos pra conversar com você. É sobre o que aconteceu quando você tinha 16 anos.”
A Sarah ficou parada, meio que confusa. Sentiu uma dor de cabeça vaga e olhou de lado pro cara que tava segurando ela.
“Jacob, você pode pegar uma água com mel pra mim?”
O Jacob deu uma olhada fria pro cara e se virou pra sair.
Depois que o Jacob foi embora, a Sarah falou: “Pode vir pra sala de recepção.”
O cara fez que sim com a cabeça, seguiu a Sarah, e pegou dois copos de vinho tinto da bandeja do garçom que tava ali perto.
“Por favor.” O cara se inclinou um pouco e entregou o copo de vinho pra Sarah.
A Sarah pegou, mas não bebeu.
“Você acabou de falar sobre o que aconteceu quando eu tinha 16 anos. O que você quer dizer com isso?”
Talvez ele tenha sentido a ansiedade da Sarah, que era exatamente o que o cara queria.
Ele deu uma risadinha e disse: “Seu pai, Michael Davis, morreu quando você tinha 16 anos, né?”
Por que ele sabia de tudo sobre o pai dela?
A Sarah olhou pro cara confusa, com pânico.
“Pra ser sincero, alguém me encarregou de te trazer algumas notícias especiais. A morte do seu pai pode ter sido causada por uma enfermeira que cuidava dele.”
Era como se uma bomba tivesse explodido no coração dela, o coração forte da Sarah foi abalado pela notícia.
Apanhada de surpresa, ela tomou um gole do vinho tinto que tava na frente dela.
O cara se curvou um pouco e se levantou pra dar uma olhada na Sarah.
“Eu posso te dar muita informação, o resto depende de você.”
O cara abaixou a cabeça e foi embora.
“Posso saber quem te mandou falar comigo?”
A Sarah tava muito perturbada, e os traços bonitos e delicados dela pareciam sombrios.
“Desculpa, sem comentários.”