A Garçonete
‘Além disso, os sacos de fermentação flexíveis em nanoescala injetados nos corpos delas teriam outros efeitos isolantes.’
‘Tem pelo menos dezenas de bilhões de mulheres bebedoras como elas por toda a galáxia. O consumo continua sem diminuir todo ano.’
Adão ficou ainda mais surpreso.
‘Espera, não é verdade que não tem comida suficiente agora? Por que ainda tem tanto grão pra fazer cerveja?’
‘Não suficiente? Ah, isso é um resultado artificial. Isso tá criando classes artificialmente. Só os muito ricos são tratados assim.’
‘Pessoas normais deveriam viver uma vida completamente diferente delas. É assim que elas podem mostrar a superioridade delas.’
Bom, essa é a classe privilegiada. E ele agora tava no fundo da classe privilegiada.
Comparado com a classe sênior de verdade, a diferença ainda era bem óbvia.
Assim como esse tipo de mulher do vinho na frente dele, na real usando os corpos delas como cubas de fermentação.
Isso era algo que ele nunca tinha ousado imaginar antes.
‘Não sintam que tem algo de errado com isso. Esse estilo de vida da classe privilegiada é meio nojento, mas eles também fornecem emprego pras pessoas na base e resolvem muitos problemas de sobrevivência.’
A Dama do Vinho que terminou de servir o vinho do lado, adicionou com um sorriso.
‘Essa bela dama está certa. Nós todas nos oferecemos. E virar Dama do Vinho é só colocar os nossos órgãos não usados pra uso. É uma grande ajuda pras nossas famílias.’
Com essas palavras, elas se curvaram levemente e saíram do lugar.
Bom, isso tinha mudado as mentes delas ideologicamente.
Eu acho que é impossível fazer uma lavagem cerebral nelas tão profundamente sem centenas de anos de esforço.
Os olhos dele foram pra barriga lisa dela.
Doris gentilmente cutucou a cabeça dele.
‘Quê, querendo que eu faça vinho pra você? Não é impossível. Mas tem que ser depois de dar à luz.’
‘Porra, mana, tá falando sério?’
‘Sim. Qual o problema? Um monte de vinhos famosos são até feitos por princesas, concubinas imperiais. Essa é a verdadeira joia. O preço de venda de só uma garrafa, eu acho que pode comprar um planeta pra você.’
Isso era chocante. Pensar que até o núcleo de poder brincava assim. Isso era realmente sem palavras o suficiente.
Mas ele foi o que ouviu uma notícia muito complicada nisso.
O problema da comida foi na real criado artificialmente.
Muitos ingredientes naturais estavam sendo usados pra fazer vinho. Pelos seus desejos egoístas, essas classes privilegiadas criaram todos os tipos de barreiras artificiais e trataram pessoas normais diferente delas.
Tal império, poderia realmente durar?
Teve um monte de informação lembrada na mente dele.
Ele ficou surpreso em descobrir que, embora tivessem revoltas, na frente da classe privilegiada que possuía força absoluta, revoltas só terminariam em morte.
Contanto que essas classes privilegiadas tenham força absoluta. Não tem medo de rebelião das pessoas na base.
Os corações das pessoas, na frente dos olhos deles, não é nem uma merda.
Eles existem só pra mostrar a superioridade deles.
Mesmo sem eles, essas classes privilegiadas ainda podem conseguir tudo que querem através de robôs.
Só então, teria menos sensação de superioridade.
Não podia ser satisfeito no nível psicológico.
A refeição terminou e os dois saíram do restaurante juntos.
O restaurante aqui era separado do restaurante pras pessoas normais lá fora.
Mas eles conseguiram ver tudo lá fora.
O propósito desse design era autoexplicativo.
Passando por uma barra de sorvete do lado, os olhos de Doris brilharam.
Até os pés dela não conseguiram se mover um pouco.
‘Eu quero.’
O corpo de Adão deu um solavanco e uma voz fofa que tava matando ele.
‘É... Não é bom no meio do dia, né? Que tal à noite?’
Era um pouco de felicidade repentina, mas importava?
Doris deu pra ele um olhar vazio. Apontando pro sorvete grátis do lado.
‘Eu tava pedindo isso.’
‘Porra, você não consegue ficar na linha.’
Deprimido como ele tava. Mas ele ainda veio pra barra de sorvete grátis.
‘Me dá dois.’
A garçonete sorriu e balançou a cabeça quando ela viu os dois.
‘Desculpa, vocês dois, não tem mais.’
‘Hum? Então o que é isso?’
‘Senhor, com licença. Isso é só pra nobres. Não é pra plebeus.’
Que porra eles tão fazendo agora que é tão descarado.
Na real, diferenciando tanto.
E bem nessa hora, uma voz desdenhosa soou.
‘Tonto. Não sabe o que fazer, né? Você quer comer sorvete. É isso que esse grupo de lixo pode desejar?’
‘Hehe, não se olha também. Achando que só porque você mudou de roupa, você acha que é um aristocrata? Quer me fazer rir até a morte?’
Adão virou a cabeça e viu um jovem segurando uma puta demoníaca e vindo pro lado dele.
A garçonete tomou a iniciativa e tirou dois sorvetes do tamanho de um punho e entregou.
Jogando uma piscadela, ele falou baixinho. ‘Senhor Barão, por favor, aproveite sua comida.’
‘Hum. Não é ruim. Mãos pequenas são bem macias.’
‘Cluck, Senhor Barão, você gosta, contanto que goste.’
‘Heh. Claro que eu gosto. Que tal, quando você sai do trabalho? Vá pro meu quarto mais tarde, deixe eu sentir sua atitude de serviço.’
‘Ok, sem problemas. Eu posso sair do trabalho mais cedo.’
O sorriso no rosto do jovem ficou maior e maior, enquanto a mulher do lado dele tava acostumada com isso há muito tempo.
As pessoas normais assistindo tudo isso de uma curta distância, no entanto, só abaixaram as cabeças e comeram as suas refeições nutritivas, parecendo anestesiadas com tudo isso.
Bem nesse momento, o jovem barão Harmandy, mas viu a beleza deslumbrante parada do lado de Adão.
Naquele momento, os olhos dele brilharam.
‘Beleza, você está interessada em ir pro meu quarto falar comigo sobre a vida? Se for possível, eu gostaria de ter sua companhia nessa jornada.’
‘Claro, como um nobre com um status nobre. Eu definitivamente vou apresentar uma representação que vai te satisfazer.’
Doris, no entanto, tava acostumada com isso há muito tempo.
‘Desculpa por isso. Eu já tenho companhia. É melhor você achar outra pessoa pra esse barão de primeira classe.’
‘Companheira? Essa bela jovem. Você ainda não pode estar falando desse do seu lado, a pessoa inferior que nem pode te dar um sorvete, né?’
‘Se for mesmo o caso, isso é simplesmente um insulto a essa sua beleza.’
‘Confie em mim. Me siga pra que você possa aproveitar uma vida de superioridade. Em vez de seguir um pedaço de lixo que vai deixar sua beleza na poeira.’
Doris provocando, olhou pro cara na frente dela, o olhar brincalhão dela indo pra Adão.
‘Ei, Adão. Olha pras pessoas, como elas falam bem. Você tem que aprender isso.’
‘Que porra, eu gostaria. Mas você tem que me dar essa chance também.’
Vendo a postura usual dela à prova de ladrões, não tinha chance, certo?
E bem nessa hora, um garçom atrás deles trotou pros dois.
‘Senhor, senhora, o consumo de vocês dessa vez chegou a cinquenta moedas estelares. De acordo com as regulamentações da nossa empresa. Vocês já tão qualificados pra virar nossos membros bronze.’
Com isso, ele entregou um cartão digital.
‘Com esse cartão, todas as suas futuras compras podem ter desconto de 95%.’
A expressão do Barão Harmandy do lado oposto congelou.
Ele não tinha esperado que esse bandido realmente gastasse cinquenta moedas estelares em uma refeição.
Isso era o equivalente a meio milhão de dólares estelares.
Até ele, um barão, só tinha comido cinco moedas estelares em uma refeição.
Essa disparidade instantaneamente deixou o rosto dele em branco.
O rosto dele não pôde deixar de ficar sombrio também.
Especialmente aquele cartão na mão dele, ele também queria muito, né?
Não subestime esse desconto, pois ele acumula com o tempo, é uma quantia considerável de dinheiro.
As duas mulheres do lado viram essa cena, as caras delas não puderam deixar de ficar um pouco estranhas.
Especialmente aquela garçonete de sorvete.
Ela nunca tinha pensado que essas duas pessoas normais poderiam realmente gastar tanto dinheiro em uma refeição.
Em contraste, esse barão de primeira classe na frente dela não parecia tão deslumbrante quanto ela tinha imaginado.
Adão olhou pra esse cartão quebrado na mão dele e casualmente jogou na lixeira.
Essa ação dele, no entanto, fez com que a expressão da gerente do restaurante que enviou o cartão endurecesse.
‘Senhor, o que você tá fazendo?’
‘Não é nada, eu não ligo pra essa pequena quantia de dinheiro. Esse tipo de cartão de merda, pegar ocupa meu bolso.’
‘Desse jeito. Senhor, nós também temos uma versão eletrônica.’
‘Não precisa.’
Agora a gerente do restaurante não sabia como lidar com a situação na frente dela.
Afinal, ela nunca tinha visto uma pessoa tão atrevida.
Barão Hamandi, no entanto, soltou um sorriso zombeteiro.
‘Uma merda é uma merda. Nunca pode se integrar na classe alta.’
Apontando pro sorvete grátis do lado.
‘Se você tivesse aquele cartão, esse tipo de coisa feita puramente natural, você teria a qualificação pra aproveitar.’
‘Mas você acabou de jogar fora. Ah, se você pegar agora, então você.’
O cara blá blá. Mas Adão tava casualmente colocando um anel na mão dele.
Esse anel não parecia nada especial.
Metal amarelo brilhante por toda parte.
Tinha uma marca óbvia em forma de espada nele, e na borda do anel, tinha uma longa sequência de números digitais.
No momento em que eles viram, os rostos de várias pessoas mudaram drasticamente.
Especialmente a garçonete do sorvete ficou aterrorizada.
Com um solavanco, ela caiu direto de joelhos.
‘Sim, desculpa, nobre senhor. Eu não sabia que você era um aristocrata nobre.’
‘Levanta, agora eu quero duas caixas de sorvete, tá bom?’
‘Sim. Claro.’