Capítulo 3 Você Vai Morrer
Henrique apontou pra pilha de mochilas de trilha, 20 mil, 20 mil cartões, ele tinha que organizar tudo sozinho, ia ter que organizar tudo em tempo de macaco, ia ser muita perda de tempo.
Anne quase nem hesitou, agora, fora, o ambiente tá complicado, tem monstros, e esse cara na frente dela obviamente sabe de alguma coisa, com ele, obviamente, é muito seguro, assentiu decisivamente e concordou.
As mãos e pés da Anne são muito espertos, abriu a mochila de trilha na hora, jogou os cartões pra fora, seguindo as dicas do Henrique pra organizar.
Henrique olhou pra fora, pro mundo lá fora, as ruas de Pi já estavam destruídas.
Fora as bolas de sangue de tamanhos diferentes e os corpos ensanguentados, quase não dava pra ver nenhum sinal de atividade humana.
‘Estranho, por que essa água não mata a minha sede de jeito nenhum...' Anne balançou uma garrafa de água mineral e murmurou pra si mesma.
‘Água, incluindo comida, tudo é inútil, tem que procurar no cartão, é só achar o cartão de água e rasgar.' Henrique apontou pra os cartões brancos na cama que estavam divididos em categorias.
‘Água, 500ml.'
A Anne pegou um cartão de água e rasgou, e no segundo seguinte, uma garrafinha de água apareceu na mão dela.
‘Incrível.' Anne tomou tudo de uma vez, depois limpou a boca, ‘Ai não, se o celular não funcionar, como a polícia vai saber que a gente tá aqui e como eles vão nos salvar?'
‘Você não entendeu nada, isso aqui é o fim dos tempos, não tem lei, nem polícia, até o estado não existe mais, quem você espera que te salve?' Henrique rasgou um ‘cartão verde', uma garrafa de ‘chá preto' apareceu na hora na mão dele, ele levantou o pescoço e bebeu.
‘Ainda não sei qual é seu nome.'
‘Henrique.'
‘Ah...'
A Anne abaixou a cabeça e continuou organizando os cartões.
Perto do meio-dia, um grupo de humanos apareceu de repente na rua que antes estava calma, liderados por dois homens brutos com espadas de aço, seguidos por uma dúzia de homens e mulheres jovens, cada um carregando uma arma, os corpos ensanguentados ao redor descobriram que tinha atividade humana, eles rugiram na hora e correram pra cima, só que a força de luta desse grupo não era pra brincadeira, dezenas de corpos ensanguentados foram picados em pedaços sem nem dar tempo de chegar perto.
Assim que os corpos ensanguentados desse lado caíram, alguém foi logo procurar cartões nos corpos.
‘Que poder.' Anne tava vendo a ação da janela e não conseguiu segurar a exclamação, ‘Estamos aqui, ajuda!'
Henrique franziu a testa, já era tarde demais pra fazer alguma coisa, porque os olhos do grupo já tinham olhado pra eles ao mesmo tempo.
......
Hall do Hotel.
‘Anne, sou fã! Não acredito que você tá em Star City a trabalho.' Walker agiu com muita animação e apresentou, ‘Esse é meu irmão, Roberts, e essas são as pessoas da nossa vizinhança.'
‘Oi, pra onde vocês tão planejando ir?' Anne perguntou educadamente.
‘Claro que é pra matar corpos ensanguentados pra pegar cartão, Senhorita Anne quer se juntar a nós? Somos fortes!'
Walker deu uma olhada pro Henrique, achando que o Henrique era o assistente da Anne, e parou de prestar atenção quando convidou a Anne pra se juntar ao grupo deles.
A Anne hesitou, ‘Não devíamos achar um lugar seguro pra se esconder nessa situação agora? Por que você tá convidando ativamente esses monstros?'
Roberts riu, ‘O meu irmão não disse que tem cartões nos corpos daqueles corpos ensanguentados, vai que a gente tem sorte e sai um cartão azul de habilidade, as chances de sobreviver vão ser bem maiores.'
‘Não precisa, a gente consegue se proteger, bora, vamos voltar.'
Henrique cumprimentou e virou pra ir.
Walker levantou as sobrancelhas, ‘Esse irmãozinho espera, não sei quantos cartões você pegou ontem à noite, tem algum azul ou prata?'
Henrique falou, ‘Uns cartões, se você quiser.'
Henrique tirou uma dúzia de cartões de prata da roupa, fazendo os olhos da galera quase brilharem.
Não consigo imaginar que essa é uma ovelha gorda, hein?
‘Tantos...' Roberts engoliu seco e piscou pro irmão mais velho Walker, que assentiu, com os olhos cheios de ganância, ‘É inútil pra você levar tantos cartões sozinho, por que não dá pra gente, a gente guarda pra você.'
A Anne acordou e disse às pressas, ‘A gente pode guardar em segurança.'
‘Senhorita Anne, é o fim do mundo, não tem polícia nem leis, quem tiver o maior soco manda.' Walker mudou a atitude gentil de antes e os olhos viraram sinistros, ‘Entrega obedientemente, não me força a agir contra você!'
‘Ah...'
Henrique assentiu, ‘Quer adivinhar por que eu colocaria esses cartões de prata no meu corpo e não usaria sozinho?'
‘Como assim?' Walker ficou confuso.
‘Quer dizer...' Henrique fechou os punhos, ‘Vocês vão morrer.'
‘Haha! Você, criança, tem que perder a cabeça, tem tantos de nós, você......'
Antes que o Walker terminasse as palavras, ele sentiu um escuro na frente dos olhos, seguido de uma perda completa da consciência.
Na perspectiva dos outros, Henrique, um homem jovem, sem chamar atenção, bem construído, explodiu a cabeça do Walker com um soco, e o corpo caiu no chão enquanto matéria cerebral se misturava com sangue.
‘Adams!?'
Roberts ficou chocado e parado no lugar, atordoado.
Henrique inclinou a cabeça e olhou pra ele com um sorriso, e deu outro soco.
‘Snap!'
O corpo caiu no chão.
A cena ficou em silêncio mortal, e dava pra ouvir uma agulha caindo.
A pequena equipe que tinha cortado os corpos ensanguentados com facilidade incomparável há pouco tempo ficou em silêncio nesse momento, e o rosto de todo mundo tava cheio de choque e medo.
Walker e Roberts possuíam o Talento de Prata, como eles podiam morrer assim, sem nem meia chance de revidar?
Como eles podiam saber que o Henrique era uma pessoa que tinha vivido no fim do mundo por cinco anos inteiros, e suas habilidades de combate eram consideradas de nível mestre, sem falar em ter vários talentos de alto nível no corpo, mesmo que não tivesse, matar eles em segundos não era uma tarefa difícil.
‘É sua vez, na hora de testar se a lâmina tá afiada ou não.'
Henrique rasgou o cartão de ouro, e uma lâmina preta maligna apareceu na hora na mão dele.
‘Espera, espera! A gente não mexeu com você.'
‘A gente não quer lutar com você, vamos sair daqui agora mesmo.'
A dezena de pessoas tava toda um pouco em pânico e abriu a boca.
‘Tarde demais.'
Henrique ignorou e balançou a lâmina preta, Cortando Ouro, e mergulhou de cabeça na multidão.
Na hora, teve gritos e membros quebrados voando por aí!
Era tipo uma cena infernal!
Do tempo que o Henrique atacou até todos os membros da equipe morrerem, levou menos de dois minutos no total.
‘Vômito... Vômito!!!'
Vendo os corpos mutilados por todo o chão, a Anne não aguentou mais, ajoelhou no chão e vomitou pesado, até a bile amarga foi vomitada.
Ela nunca sonhou que o Henrique, que parecia tão refinado, seria tão cruel e implacável em suas ações, e tinha uns dezessete e dezoito anos na equipe, como ele conseguiu colocar as mãos neles.
‘Não esquece de procurar o corpo depois de vomitar, traz o cartão pra mim.'
Depois de dizer isso, Henrique guardou a faca na bainha, virou e subiu as escadas sem olhar pra trás, deixando a Anne sozinha no hall chorando e vomitando.
Dez minutos depois.
A Anne reapareceu na frente do Henrique com a maquiagem de choro, na mão dela tinham dezenas de cartões, a qualidade mais alta era azul.
Henrique apontou pra os vários cartões na cama que estavam organizados em categorias, ‘Continua.'
‘Desculpa, nunca mais vou falar demais.' Anne se desculpou com uma voz soluçante.
‘Se eu te culpasse, eu teria te cortado junto.' Henrique riu pra se livrar disso.
Ele não queria culpar a Anne, afinal, o fim dos tempos tinha acabado de chegar, poucas pessoas conseguiam se adaptar tão rápido, ele mudou o assunto e disse, ‘Você tem que sempre se alertar que agora você tá no fim dos tempos, não tem restrições legais no fim dos tempos, e no caso de liberdade absoluta, a maldade da natureza humana vai ser completamente liberada. Uma beleza do seu nível cair nas mãos daqueles homens, ser rodada é o resultado mais leve.'
‘Mesmo no fim dos tempos, tem gente boa!'
Como dizer, o cérebro da Anne tava meio quebrado.
‘Eu admito, mas não muitos, vai trabalhar.'
Henrique sorriu um sorriso inofensivo, era difícil conectar ele com o maníaco que corta de antes.
Ao longo das próximas horas, um por um, mais grupos humanos de tamanhos variados passaram, e tendo aprendido com a experiência anterior, a Anne foi esperta o suficiente pra aprender a ficar de boca fechada.
No anoitecer, o vento trouxe o sibilo dos corpos ensanguentados na distância.
‘Tá quase escuro, hora de ir.'
Henrique murmurou pra si mesmo e jogou cinco cartões de prata pra Anne.
‘Isso é?' Anne se perguntou.
‘Você vai usar esses cinco cartões antes de sair caçando comigo.'
A Anne virou os cartões de prata um por um e descobriu que todos os cinco cartões eram invariavelmente habilidades de aura.
[Aura de Recuperação: Aumenta a velocidade de recuperação de ferimentos de você e seus amigos]
[Aura de Força Monstruosa: Aumenta a força sua e dos amigos]
[Aura de Agilidade: Aumenta a sua agilidade e a dos seus amigos].
Aura de Força: Aumenta o dano dos seus ataques e dos seus amigos.
[Aura de Proteção: Aumenta a sua proteção e a dos seus amigos].
‘......'
Mesmo que a Anne fosse meio burra, mas uma pessoa esperta, não esperta também não consegue se misturar com a indústria do entretenimento, na hora, um pouco desamparada, murmurou em voz baixa, ‘Eu disse por que virar tanto cartão de prata, a intenção original era me cultivar numa ferramenta...'
A voz da Anne era pequena, mas ainda foi ouvida pelo Henrique, ele riu, ‘Você não entendeu, ferramenta é cheirosa, comer capim, ordenhar leite, não só consegue trazer grandes ganhos pra as pessoas ao redor, mas também tem uma certa capacidade de autoproteção. Vai que, quero dizer, vai que, eu acidentalmente penduro, você foi capturada pela outra equipe, eles não querem te matar. Se você realmente não quer ser uma ferramenta, eu vou achar um novo conjunto de talentos de classe de combate pra você, pra você poder lutar contra os corpos ensanguentados.'