Capítulo 27 Realizando Seus Desejos
Essa é uma parada única das naves da classe Rei.
Ajustando o radar, tava na hora de fazer uma varredura agradável.
Voando no sentido anti-horário, um alvo atrás do outro foi mandado pra baixo com força.
A força do escudo de energia que podia ser formado por seis encouraçados conectados em pouco tempo era inacreditável, tipo, fora da casinha.
Armas normais que quisessem furar o escudo teriam que ter, tipo, pelo menos a mesma quantidade de fogo pra conseguir.
Só que as minhas balas perfurantes de armadura de liga de cobalto, com a irradiação dos canhões de energia, não conseguiam acertar nenhuma dentro de uma distância de cem metros.
O tempo tava passando, pá. Faltavam dois minutos pro teste acabar.
E no campo de batalha todo, metade da superfície da eclíptica já tinha sido limpa.
A outra metade ainda tinha uns grupos de naves guerreando.
Esticando as costas, as coisas já podiam acabar por agora.
Lembrando de como tava roubando de novo e de novo, a vibe ainda tava mó boa.
Clicando na minha conta, tinha mais vinte mil moedas estelares.
Tinha que dizer que quem conseguia virar comandante não era muito pobre.
Duas das fragatas ainda eram da classe t5.
Todas tavam cheias de foguetes.
Um jeito de lutar tão extravagante era mó brabo.
Porque um ataque forte de foguetes a curta distância, o poder de matar não é pior que o de mísseis.
Bem nessa hora.
A comunicação do fim da batalha chegou em cada encouraçado.
Todo mundo que ainda tava lutando parou na hora.
Os supervisores também pararam o trabalho que tavam fazendo.
'Quantas pessoas passaram no total dessa vez?'
O supervisor acendeu um cigarro e olhou pros seus caras.
Mas eles tavam discutindo alguma coisa.
Franzindo a testa de leve.
'Que que tá pegando?'
Alguém foi na frente pra explicar.
'Supervisor. Só trinta pessoas se classificaram dessa vez.'
'Hm? Trinta? Por que tão poucos?'
Normalmente devia ter sessenta vagas entre as trezentas pessoas.
Como não podia ter uma situação em que tinha trinta?
'Supervisor. Teve um monte de baixas dessa vez. Trezentos participantes, mais de 250 mortos.'
'Especialmente esse número 5. Uma pessoa matou mais de 180 pessoas.'
'Também tem o número 1 que matou 30 pessoas e o número 2 que matou 40.'
Esses dados exagerados quase não fizeram o supervisor engasgar com o cigarro até a morte.
'O quê! Como diabos o número 5 fez isso!'
O desempenho do número 1 e do número 2 tava quase que na média aceitável.
Afinal, de vez em quando, um ou dois caras perturbados apareciam entre essas pessoas.
Mas uma pessoa eliminando 180 delas. Isso era um pouco demais, pra caramba.
A primeira coisa que veio na cabeça foi trapaça.
Mas era possível?
'A gente não sabe os detalhes. Mas a nave de comando dele é uma Aranha Vermelha da classe Rei. Talvez todo o equipamento dela seja perturbado.'
Essa era a explicação mais razoável. Se todos fossem aparelhos de controle, então era quase aceitável ter tantas baixas.
No fim das contas, essa suposição foi o que fez o supervisor tremer de raiva.
Ele ficou até mais desconfiado desses filhos da p*ta ricos.
'Malditos babacas! Dependendo do dinheiro deles, eles realmente fizeram coisas excessivas!'
Um soco bateu forte na mesa.
Olhos cuspindo fogo, ele não via a hora de rasgar aquele babaca odioso com as próprias mãos.
Mas ele sabia que o comportamento do outro lado tava todo dentro das regras e não violava nenhuma delas.
Quando essas regras foram criadas em primeiro lugar. Essas brechas eram para as classes privilegiadas.
Mas todo mundo sabia que essas brechas eram problemáticas.
Mas não tinha como tapá-las.
Só porque as pessoas que criaram essas regras eram as que serviam os poderosos e ricos.
Respirando fundo, ele segurou a raiva no coração e aos poucos se permitiu recuperar a calma.
No entanto, a cara dele ainda tava bem feia.
'Vocês vão cuidar dos assuntos a seguir.'
'Então, Supervisor, como as premiações devem ser distribuídas?'
'Aleatoriamente. Não deixem a galera pegar no nosso pé.'
Comandantes que conseguiram ser reconhecidos pela Marinha recebiam um prêmio.
Esses prêmios tinham fragatas navais e equipamentos especializados para a marinha.
Cada coisa lá era uma coisa boa que raramente era vista no mercado.
Alguém podia até ver essas coisas sendo disputadas em alguns leilões.
De volta na base.
Eles, os sobreviventes restantes, foram levados para dentro de uma sala.
Todo mundo olhou pra mim e eu olhei pra você.
Sempre tinha a sensação de que tinha algo errado em algum lugar.
E entre essas pessoas, tinha duas pessoas que eram bem chamativas.
**Melissa**, a primeira filha de um poder importante em um certo sistema estelar em Long March 6.
**Adão** tinha sido lembrado disso antes.
Ela era muito bonita, com um ar de beleza clássica.
O jeito de se vestir também era no estilo antigo.
Nenhuma emoção podia ser vista naquela cara fria e bonita.
A outra era **Ueno Rende** com um sorriso no rosto.
Esse era o terceiro filho da família Ueno.
Também era o alvo principal de cultivo da família.
Só que naquele rosto gentil, cheio de sorrisos, aquele par de olhos eram como víboras, dando um sabor frio e desconfortável.
Bem nessa hora, uma mulher usando um uniforme azul da Marinha Imperial entrou.
'Beleza, todos os comandantes certificados de vocês deste período estão aqui. Em seguida, vamos sortear nossas respectivas recompensas.'
Ouvindo que era um sorteio, **Ueno Rende** se levantou.
Aquela expressão condescendente no rosto dele não foi escondida de jeito nenhum.
'Essa oficial. De acordo com as regras das sessões anteriores, não deveria ser que a pessoa com as melhores notas pegasse a primeira escolha de prêmios? Por que é aleatório desta vez?'
Dessa vez, **Melissa** também se destacou.
Ela foi muito educada e se curvou um pouco antes de fazer uma reverência. Só então ela falou.
'Eu também tenho essa dúvida. Por favor, nos dê uma explicação razoável, Oficial, Senhor.'
Os outros abriram a boca pra expressar sua insatisfação com o resultado.
Só **Adão** segurou a cabeça nas mãos e olhou para o enorme porto espacial do lado de fora da janela com uma expressão desinteressada, assim como os encouraçados que voavam pra lá e pra cá.
Vendo que essas pessoas realmente reagiram assim, a bela oficial não sabia o que dizer.
'Essa é a vontade do nosso supervisor.'
'Hehe, se for assim. Então posso presumir que essa é uma tentativa deliberada de dificultar as coisas pra nós, talentos notáveis?'
Ele tava muito confiante nas notas dele.
Não tinha nada de errado em ficar em primeiro lugar.
Como esses lixos podiam ser comparados a ele, o nobre **Ueno Rende**.
Realmente tentando enojá-los com um sorteio aleatório.
Onde isso podia ser tolerado?
**Melissa** tava pensando quase a mesma coisa.
Ela também tava muito satisfeita com os resultados dela.
De acordo com as regras dos anos anteriores, o que ela podia obter desta vez definitivamente não ia ser ruim.
Vendo a postura descontente dessas pessoas, a oficial não sabia o que fazer.
Afinal, tinha uns nobres entre essas pessoas.
Só porque eles não estavam satisfeitos com eles, não significava que eles ousavam ignorar as opiniões deles.
'Vocês esperem um pouco, vou perguntar pro supervisor.'
Logo o supervisor do lado oposto concedeu o desejo deles.
'Beleza, o supervisor disse. Já que vocês querem ser escolhidos de acordo com a classificação. Então os desejos de vocês serão concedidos.'
'Agora temos o número cinco em primeiro lugar escolhendo os três itens que vocês querem.'
'O quê! Por que não sou eu, número um!'
'Meu número um matou trinta alvos, sou o mais forte!'
**Melissa** franziu os olhos pro cara convencido.
'Desculpa, eu matei quarenta. Devia ser um pouco mais poderoso que você.'
'Você! **Melissa**, você propositalmente diminuiu a força durante a simulação!'
'Hehe, é só uma simulação. Quem ia levar uma coisa dessas a sério. Só você, família **Ueno**, que é fresca com tudo.'
Vendo que eles tavam prestes a fazer um show, a oficial imediatamente bateu na mesa.
'Número Cinco, a vista lá fora é mais importante que o seu prêmio?'
Só nessa hora que **Adão** reagiu.
Esse Número Cinco tava falando sobre ele mesmo.
'Espere um minuto. Essa oficial. Eu me pergunto quantos alvos esse número cinco realmente matou? Será que os pontos dele são maiores que os meus?'
'Sim, muito maiores. Exatamente quanto isso é a privacidade do candidato.'
**Melissa** virou a cabeça pra olhar pro cara dândi ao lado dela.
Só então ela percebeu que ele era ainda mais impressionante do que ela pensava.
E **Adão** não percebeu o olhar dela.
A pilha de recompensas na frente dela era realmente alguma coisa.
Em termos de parâmetros, era muito mais poderoso que armas comuns.
E a primeira coisa que ele tava olhando era esse Plugin de Máquina Cerebral da Marinha.
Plugin de Arte de Comando.
Aumenta a quantidade de controle que uma fragata tem.
Simples e grosseiramente, é só empilhar a quantidade.
Mais uma fragata, um ponto mais forte no combate.
A segunda coisa é uma fragata naval banshee t6.
Essa fragata tinha quatro lançadores de foguetes navais triplos.
Essa arma podia disparar três foguetes por segundo, e com fogo simultâneo, podia disparar 12 foguetes em um segundo.
Na frente desse tipo de poder de fogo doentio, temia-se que nenhuma fragata convencional pudesse resistir a uma rodada de fogo de foguete do outro lado.
A terceira coisa era o lançador de localização.
Era um dispositivo de posicionamento altamente sigiloso.
Depois de atingir, o encouraçado seria capaz de localizar a posição do oponente, mesmo que deixasse o sistema estelar atual.
De modo geral, desde que estivesse dentro de uma certa constelação, não podia escapar da vigilância.
Vendo as três coisas que ele escolheu.
Os cantos da boca de **Ueno Rende** se contraíram.
Essas coisas podiam ser igualmente o que ele mais queria.
Um olhar autoproclamado amigável foi direcionado a ele.
'Número cinco, eu quero comprar o seu plugin de máquina cerebral com a banshee. Diga um preço.'
'Ah? Você é rico?'
'Sim. Nossa família Ueno é muito rica.'
'Ah, eu gosto da sua atitude de bandido.'