Capítulo 36: Provocação Facial
Quando o **Daryl** recomendou a psicóloga pra ela, ela se recusou. Ele não falou muita coisa naquela hora. Agora que ela pensa nisso, faz a gente pensar fundo, né?
O **Daryl**, o **Daryl** deu uma psiquiatra pra ela só pra facilitar a traição. Pensando nessa possibilidade, a cabeça dela ficou em branco.
Ela não conseguiu evitar de imaginar que o **Daryl** e essa psicóloga chamada **Allyson Baker** talvez tivessem ido pro "Amor Tabu" tirar aquele tipo de foto. Se não, como que ia ter uma máscara naquele videozinho curto que tava na mão dela?
Saindo do **Jayden**, ela pegou um táxi pra casa. Sentada no carro, ela não parava de pensar na máscara e na mulher chamada **Allison**. Ela fechou as mãos com força no colo, só sentindo raiva na cabeça.
Quando o carro parou, ela voltou a si. Depois de pagar a corrida, ela olhou pro prédio do apartamento na frente dela e se acalmou um pouco.
Talvez seja hora dela conhecer a **Dra. Baker**.
Quando ela chegou em casa, o **Daryl** já tinha preparado a janta e tava indo pro meio da mesa. Quando ele viu ela abrindo a porta e entrando no quarto, os lábios dele instantaneamente abriram um sorriso gentil.
"Bem-vinda de volta, **Trixie**."
Ele pegou a bolsa dela, todo carinhoso, e ajudou ela a tirar o casaco e botar na estante. Aquela gentileza fez as emoções estranhas da **Trixie** se dispersarem um bocado.
Quando Ela tava indo pro sofá pra abraçar a **Kinsley**, ela viu uma mulher sentada no sofá, cumprimentando ela com um sorriso. Delicada e charmosa, usando uma saia vermelha, rosto bonito e um temperamento elegante.
Era a professora de piano da **Kinsley**.
Olhando pra ela indo em direção à mesa de jantar sem pensar duas vezes, fez ela sentir que não era ela a dona da casa.
"Eu saí um pouco tarde do trabalho hoje, e ia buscar a **Kinsley**. Não esperava que a professora dela fosse trazer a **Kinsley** de volta, por isso convidei a professora dela pra jantar aqui. Com a gente.", ele explicou pra ela enquanto fazia a refeição completa.
Ele pareceu notar que o humor dela não tava bom. A professora, ali do lado, também explicou e ficou pedindo desculpas pra ela. Apesar da **Trixie** estar desconfortável, não era nada apropriado a professora trazer a **Kinsley** de volta sem convidá-la pra jantar.
A comida não tava com um gosto bom. A **Trixie** se levantou e foi pro quarto depois de tomar só uma tigela.
Do começo ao fim, a professora de piano conversou e riu com o **Daryl**. Embora a maior parte do que ele falou fosse sobre a **Kinsley**, ela só achava que a cena tava muito chamativa.
Depois de tomar banho e se deitar na cama, ouvindo os dois conversando e rindo na sala. A **Trixie** ficou chateada e meio com raiva, então ela saiu e disse: "**Daryl**, a **Kinsley** precisa ir dormir, já tá tarde. Além disso, ela tem que ir pra escola amanhã."
O tom de voz dela, na verdade, já tinha dado uma ordem não dita pra professora de piano.
Se ela tivesse ido embora depois do jantar, ela realmente não teria nada a dizer, mas já eram 10 horas da noite e ela ainda tava ali conversando e rindo com o **Daryl**. A **Trixie** realmente não entendeu o que a professora queria quando ela ficou mais tempo ali do que devia.
Se sentindo envergonhada, a professora de piano imediatamente se levantou e pediu desculpas pra ela e pro **Daryl**, dizendo que tinha esquecido do tempo, e então foi embora às pressas com a bolsa. O **Daryl** foi levar ela lá embaixo.
A **Trixie** ficou parada na sala vazia, olhando pra porta aberta no final do corredor, só sentindo decepção. O **Daryl** nunca tinha feito isso antes. Ele sabia que ela não gostava que ele ficasse muito próximo de outras mulheres, então, até com as parceiras femininas, ele devia manter uma distância.
Mas agora, ele ignorou completamente os sentimentos dela. Ela se sentia impotente. Ela só queria se enterrar toda.
Quando ele voltou, viu ela sentada no sofá com os joelhos encolhidos. Ele tava olhando pra ela, com uma cara de pasma. Então, ele fechou a porta e foi até ela sentar.
"O que foi, **Trixie**?", ele perguntou.
Ela ignorou ele e ainda ficou encarando um certo lugar com uma cara séria.
Ele suspirou, "**Trixie**, você só fica pensando demais todo dia. A professora só trouxe a **Kinsley** de volta. Fiquei com pena de deixá-la ir embora depois do jantar. Não foi nada."
Ela ainda não respondeu.
O **Daryl** se levantou e simplesmente ajoelhou na frente dela, o que surpreendeu ela. Ela correu pra estender a mão pra puxá-lo, mas ele se recusou a levantar.
Com as sobrancelhas arqueadas, ela perguntou. "O que você tá fazendo?"
"Já que minha **Trixie** não acredita em mim, então eu juro, se eu realmente fiz alguma coisa que vai magoar seus sentimentos, eu vou..."
Ela não deixou ele terminar, em vez disso, estendeu a mão pra tapar a boca dele.
Ele tava murmurando mesmo com a mão dela na boca dele, o que fez o coração da **Trixie** se acalmar. Ela então continuou dizendo. "Eu acredito, eu acredito, você devia levantar logo."
Vendo que ela tirou as mãos da boca dele, o **Daryl** se levantou rapidamente e a segurou nos braços. Essa ação repentina fez ela exclamar, e então ele a carregou pro banheiro.
A atitude do **Daryl** realmente fez a **Trixie** não conseguir parar. A infelicidade que ela sentiu nesses dias foi completamente esquecida naquela noite. Eles fizeram amor do banheiro pro quarto, e, já eram quatro horas da manhã quando eles terminaram.
Quando ela acordou, ele já tinha ido trabalhar. Hoje é sábado, mas a empresa dele assinou um novo contrato grande e precisa fazer hora extra.
Depois do café da manhã, ela começou a limpar a bagunça que eles fizeram na noite anterior, lavou roupas e simplesmente limpou toda a casa. A **Kinsley** sentou obedientemente no sofá assistindo desenhos animados, e corria pra buscar um copo d'água pra mãe dela de vez em quando, o que comoveu ela.
Ela limpou a casa e sentou ao lado da **Kinsley** assistindo desenhos com ela. A **Kinsley** de repente virou a cabeça e perguntou pra ela, cheia de expectativa. "Mãe, a professora vai vir de novo hoje?"
A pergunta da **Kinsley** deixou ela chocada, e então Ela sorriu e perguntou pra ela, "Hoje é sábado, o que a professora tá fazendo na nossa casa?"
A boca da **Kinsley** ficou reta e ele olhou com pena. "Mas ontem a professora disse que ia vir na nossa casa."
Agora, ela instantaneamente sentiu raiva, mas ela não podia mostrar sua fúria porque sua filha ainda tava por perto. Ela continuou perguntando pra filha sobre a professora. "A professora te trouxe de volta ontem?"
A **Kinsley** balançou a cabeça. "Sim!"
Ela ficou chateada de ouvir, mas sua filha continuou, dizendo, "Meu pai ligou pra ela. Eu sei que é o número do celular do meu pai."
A **Kinsley** olhou orgulhosa e olhou pra ela com a cabeça alta, esperando que ela a elogiasse, mas a cabeça dela agora tava toda no que a **Kinsley** tinha acabado de dizer.
A criança de cinco anos já tem memória. Além disso, ela pediu especialmente pra **Kinsley** memorizar os números de telefone deles só por garantia, então a criança nunca ia cometer um erro.
Pensando na expressão que a professora de piano fez quando ela voltou ontem à noite, ela sentiu que foi uma provocação pra ela.
Agora, nessa situação, se ela fosse até ele e fizesse perguntas, ele só ia negar. Mas, se ela fosse direto falar com a professora de piano, ela ainda podia conseguir alguma coisa.
Ela ligou pra sogra dela e disse que de repente precisava que ela cuidasse da **Kinsley**. A sogra dela amava a neta e concordou feliz.
Então ela ligou pra professora de piano de novo, dizendo que a **Kinsley** tava implorando pra vê-la em casa e queria convidá-la pra sair. Ela obviamente ficou muito feliz ao ouvir o tom da resposta da professora, até com um pouco de orgulho, e o fogo no coração dela, ela não conseguiu evitar de adicionar alguns pontos.