Capítulo 68 - Relação entre Pais e Filhos
Quando a Trixie acordou no dia seguinte, o Daryl já tinha levado a Kinsley. Em cima da mesa de jantar, tava a comidinha que ele fez e um bilhete, que, como sempre, dizia pra Trixie tomar um bom café da manhã. A Trixie olhou pro bilhete e jogou ele na lixeira. Depois de tomar o leite, pegou duas torradas e foi pro trabalho.
Ela ficou distraída a manhã toda, pensando naquela parada do clube.
Toda essa pilha de pistas tava levando ela a pensar se o comportamento estranho do Daryl tinha alguma coisa a ver com o clube. Mas ela não conseguia achar nenhuma prova concreta.
Daryl é um cara sistemático. A Trixie sabia que não ia conseguir nada com ele, então ela mudou o foco e começou a procurar em outros lugares. De repente, ela lembrou do cofre embaixo da estante no escritório do Daryl.
Agora o Daryl tá numa viagem de trabalho. Ela tem a chave do escritório na mão. Era melhor achar um mestre em destrancar pra abrir o cofre e ver o que tinha lá dentro. Assim que essa ideia surgiu, a Trixie ficou mais curiosa ainda sobre o segredo no cofre. Até que, quando ela saiu do trabalho à tarde, foi na escola levar a Kinsley pra aula de piano, achou um mestre em destrancar profissional e foi direto pro escritório do Daryl.
Assim que ela entrou na porta, a Secretária Miller tava falando com a moça da recepção. Depois que ele viu a Trixie, ele fez um sinal com os olhos na hora e já foi pra frente. "Sra. Blayden, o Chefe foi viajar e não tá na empresa agora."
"Eu sei. Ele esqueceu de levar um documento. Deixa eu procurar e mandar pra ele."
"Documento?"
Como assistente do Daryl, se o Daryl esqueceu quais documentos ele levou, ele devia ter ligado pra ele primeiro. Como a Trixie ia levar? Os comentários da Trixie deixaram o Eddison meio confuso.
Mas ele não falou nada pra Trixie. As palavras foram mais sutis, "Quais documentos o Sr. Blayden precisa? Diz pra mim, que eu procuro. A Erin também não tá na empresa. Pode ser que você não ache nada se subir..."
"Não, não," a Trixie recusou ele com firmeza e levou o mestre em destrancar direto pro elevador.
Olhando pra porta do elevador fechando, o Eddison pegou o celular na correria e ligou pro Daryl.
"Qual foi?"
Ouvindo a voz meio embolada de uma mulher do Daryl, o Edison fez uma cara feia. "Senhor, a Sra. Blayden tá aqui."
A Trixie saiu do elevador e abriu a porta do escritório do Daryl direto com a chave. O escritório tava limpinho, e os documentos que sempre ficavam jogados estavam bem guardados. Parece que a Erin escreveu alguma coisa. A Trixie não teve tempo de ler mais, então ela falou pro mestre ajudar a abrir o cofre pequeno embaixo da estante.
O mestre olhou, girou a senha duas vezes com a mão e balançou a cabeça.
"Essa é uma fechadura criptografada. Não dá pra abrir sem a senha e a chave."
"E se você só forçar?"
O mestre em destrancar ficou rindo, "Moça, se esse tipo de fechadura desse pra forçar, não ia ser chamada de fechadura criptografada, a menos que a fechadura fosse quebrada direto. Mas esse cofre não é barato, e é uma pena quebrar."
"Então quebre a fechadura," Olhando pro cofre, a Trixie decidiu.
Ela não se importava se o Daryl ia ficar bravo quando soubesse. Ela tava doida pra saber o que tinha naquela caixa.
Depois de mostrar pro mestre a identidade dela, o mestre pegou as ferramentas e começou a destrancar o cofre. A Trixie ficou ali do lado, olhando quieta.
Depois de uns 30 minutos, a fechadura foi removida. A Trixie foi rápido pra abrir a porta do cofre, pegou vários documentos lá dentro e olhou um por um.
Não tinha nada de errado com os documentos anteriores, mas o último fez a Trixie cair pra trás.
Era um relatório de teste de paternidade. A instituição de avaliação no relatório de avaliação e o que ela viu o Eddison tirar antes são a mesma instituição, então o que ela tá segurando agora devia ser a cópia do teste de paternidade.
Ela correu pra ver o cliente de novo. Como ela pensou, tava o nome do Daryl.
Naquele momento, o cérebro da Trixie tava em branco. Será que ela ia ligar pro Daryl direto? Perguntar pra ele se ele tava traindo. Será que ele tem um filho fora do casamento?.
Nesse caso, a Trixie não conseguia falar nada. Ela tava morrendo de medo de ter um ataque emocional. O marido dela, que sempre amou ela, teve filhos com outras mulheres sem contar pra ela. A Trixie não conseguia aceitar de jeito nenhum. Isso não é só traição do Daryl, mas também uma enganação!
Pensando nisso, a Trixie olhou rápido a última página do relatório do teste de paternidade e achou a conclusão da avaliação.
"De acordo com os resultados da análise de DNA, Kinsley, a dona do cabelo, tem uma relação pai-filha com Daryl, o dono do cabelo."
Kinsley?
Kinsley?!
Esse relatório de teste de paternidade é do Daryl e da filha dela?!.
A Trixie tá confusa. Ela achou que o Daryl tinha traído ela, mas no final das contas, o Daryl desconfiou dela de traição e até fez um teste de paternidade com a Kinsley? Essa diferença faz ela se sentir mais desconfortável do que a traição do Daryl. A lealdade que ela acha que tem não vale nada quando chega no Daryl. É ridículo pensar nisso.
"Moça? Não tem mais nada pra mim aqui? Por que não paga logo?"
O mestre em destrancar falou de repente. A Trixie voltou pra si, pegou o celular e transferiu o dinheiro pro mestre. Quando o mestre foi embora, a Trixie ficou sozinha no escritório grande. O coração dela tava numa tristeza que não dá pra explicar.
Nessa hora, o Daryl ligou de repente. A Trixie olhou pro celular dele e não atendeu. Deixou tocar até desligar sozinho. Mas o Daryl foi bem paciente e ligou de novo e de novo.
Olhando pro apelido piscando na tela, "marido", a Trixie sentiu que devia ter uma boa conversa com o Daryl. Se não, nenhum dos dois ia passar por essa barreira.
Então, ela atendeu o telefone.
"Amor! Amor!"
Assim que atendeu, o Daryl gritou duas vezes com ela na correria. Quando ele ouviu a resposta da Trixie, a voz dele tava suave.
"O Eddison acabou de me ligar e falou que você foi na empresa?"
"Humhum."
Ouvindo a voz tentadora do Daryl, as mágoas da Trixie explodiram na hora, e ela não conseguiu segurar o choro.
"Eu precisava de uns documentos aqui, então abri seu cofre sem permissão. Você não tá bravo?"
"Como?"
Daryl sorriu na correria e fez um cafuné nela, e a voz dele tava cheia de carinho. "Por que você tá chorando? Alguém deixou minha mulher brava?"
A gentileza dele aliviou muito a Trixie, mas quando ela lembrou do relatório do teste de paternidade, o coração dela esfriou na hora pela metade.
"Adivinha o que eu vi no cofre? Daryl, o que você quer dizer?"
Quando a Trixie perguntou isso, o Daryl ficou quieto de repente, e só dava pra ouvir a respiração dele quieta.
Depois de um tempo, ele falou, "Posso te explicar quando eu voltar, amor?"
"Beleza."
A Trixie também não quer fazer barraco com ele no telefone. Não faz sentido nenhum. É melhor esperar ele voltar e encontrar com ele pessoalmente. Porque ela também quer saber o que ela fez pra fazer o Daryl desconfiar tanto dela a ponto de pensar em fazer um teste de paternidade pra provar a relação pai-filha com a Kinsley.