CAPÍTULO 19
PONTO DE VISTA DE ROD AZRAEL
Eu dei a grana pro detetive particular e paguei as contas. As pessoas ainda tavam me olhando tipo, piradas. Dava pra sentir os olhares esquisitos pra cima de mim. É porque eu gritei mais cedo, tava mó vergonha agora. Eu queria sumir, ser engolido pela terra, na hora.
Baixei a cabeça e saí do café. Assim que eu saí, o vento frio bateu na minha pele, senti o vento gelado encostando na minha pele. Fui pro meu carro e olhei pro céu. O céu tava azul como o oceano, o vento suave como a água, o sol brilhava como antes e os passarinhos tavam voando livres no céu.
"Se ela foi a ex-namorada do Blaike. O que rolou entre os dois no passado?" me perguntei, curioso.
Segurei na porta fria do meu carro e entrei. Ouvi um telefone tocar, peguei o celular no bolso, meu telefone tocando. Mas quem tava me ligando?
"Esse número não tá na minha lista," falei pra mim mesmo, curioso.
Fiquei pensando duas vezes antes de atender, porque eu não sabia quem tava por trás. Levei segundos pra responder. Quando atendi, uma voz masculina falou, uma voz familiar.
"BlueDragon," ele me chamou. Como ele sabia meu codinome?
"C-como você s-soube de mim?" respondi com a voz embargada.
"Eu tô aqui pra te avisar! Não ouse contar pro Blaike quem foi a Amelia na vida dele. Porque se você fizer isso, você não vai ver a luz do sol de novo. E a vida do seu líder depende de você," ele me avisou enquanto dizia essas palavras.
"QUEM É VOCÊ!?" gritei no telefone.
"Eu sou um dos seus superiores. Não grite comigo de novo. Se você não quiser perder a vida," ele respondeu.
"Q-que?" falei, perplexo. Meu superior? Ele quis dizer--?
"Sim! Essa foi uma ordem nossa. Inventa outra história que você vai contar pro Blaike. Que a Amelia é a irmã morta dele, tipo isso. Depende de você, mas não conte a verdade pra ele. Sua vida, a vida dele e de todas as pessoas que tão sob o controle do Blaike vão depender de você. Eu tenho gente que vai saber se você contar a verdade pro Blaike. Escolha uma decisão sábia, BlueDragon," ele me avisou de novo.
"S-sim, Sênior," respondi com a voz rouca.
Depois disso, ele desligou a ligação. Eu tava com medo e aterrorizado agora. Enquanto eu botava as mãos pra baixo, o telefone que eu tava segurando escapou das minhas mãos. Eu não sei o que fazer agora. O Blaike quer saber de tudo. Ele tá esperando as atualizações e informações há semanas. Se eu mentir pra ele, o que eu vou dizer? Ele tem sido gentil comigo. Eu nunca tive nada contra ele. Mas nossas vidas dependem da decisão que eu vou tomar.
"O que eu vou fazer?" me perguntei.
Respirei fundo e suspirei. Olhei em volta, tava tudo silencioso. Só tinha umas pessoas andando por aí. Acho que eu sei o que vou fazer agora. Contar a verdade não vai melhorar nada. Mentir pela nossa vida seria a melhor decisão.
Liguei o motor do meu carro e fui embora. Quando cheguei na mansão, os guardas abriram o portão pra mim. Estacionei o carro e entrei na mansão. Usei meus olhos pra procurar em todo lugar na sala espaçosa, assim que coloquei meus olhos no Blaike. Fui direto pra ele.
"Blaike!" o chamei sério.
Ele me olhou e eu sentei do lado do sofá que ele tava.
"Que bom que você tá aqui! Eu ia te ligar. A gente tem coisas importantes pra fazer," Blaike falou solenemente.
O Blaike ia se levantar. Mas eu disse algo pra ele que fez ele sentar de novo. "Eu tenho informações sobre a Amelia,"
"Q-que?" ele respondeu, chocado.
Eu podia ver nos olhos dele, o olhar estranho. Eu podia sentir a curiosidade que surgiu na presença dele. Ele sentou direito e se aproximou de mim pra ouvir com atenção. Ele tá pacientemente esperando outra palavra que eu ia dizer.
"Eu tenho notícias sobre a garota chamada Amelia," respondi pra ele, hesitante.
"O que você sabe sobre ela?" ele me perguntou rápido.
Olhei pra ele sério e respirei fundo.
Eu preciso fazer a coisa certa. Minha vida e a vida deles dependem de mim. Eu preciso fazer isso por todos. Eu preciso escolher uma decisão sábia. Essa é uma situação de vida ou morte.
Mas eu queria-- que o Blaike me perdoasse por isso...
"Ela foi sua irmã morta," respondi pra ele.
"Minha irmã?" ele perguntou, curioso. "Onde ela tá? Ela mora por aqui? O que mais você sabe sobre ela?" ele falou, animado, enquanto continuava me fazendo uma pergunta atrás da outra.
Ele pareceu feliz em saber que tinha uma irmã.
Eu sinto muito por mentir pra você, Blaike. Mas foi a coisa certa a se fazer. Nossa vida depende disso, eu queria que no futuro, assim que você souber a verdade, você me perdoasse.
"Ela morreu por causa de uma doença mental há 2 anos. O corpo dela foi enterrado na América, com o marido dela. Ela não te conhecia bem, porque ela era sua meia-irmã. Ela nem existe. No passado, você sempre ia pra América, mas, ficava observando ela de longe. Ela era a irmã que você queria ser próximo, mas, mas nunca aconteceu," expliquei pra ele.
No fundo, uma voz tava dizendo pra eu contar a verdade pra ele. Mas eu nunca conseguiria fazer isso. Talvez na hora certa.
"Obrigado, Rod!" ele me agradeceu. Eu só sorri pra ele. "Vamos lá! A gente ainda precisa pegar os homens do Sr. Walson pra expor as coisas ruins que ele faz. Vamos, a gente precisa se apressar," ele me comandou.
Levantei e segui ele.
A missão dele é mais importante pra ele do que qualquer coisa. Mesmo que eu tenha dito quem foi a Amelia, ele ainda escolheu focar na responsabilidade dele. No fundo dele tava começando a surgir um peso. Tinha uma responsabilidade que ele precisava carregar nos ombros dele.
Fomos com nosso carro pro lugar da reunião. Eu só segui o carro do Blaike, nosso plano precisa dar certo agora. Porque, pelo que eu me lembro, esse era o dia em que os homens do Sr. Walson iam ser transportados pra outra estação? Se a gente não agir, então temos certeza que nossa maior testemunha ia estar morta.
Quando chegamos no nosso destino, estacionamos o carro. Depois entramos no lugar. Os homens do Blaike já tavam lá. Eles tavam usando camisas e calças pretas e também um capuz, pra ninguém reconhecer eles. Eu também usei o meu, e o Blaike fez o mesmo. Várias armas top tavam na nossa frente.
"A gente espera nesse caminho," Blaike apontou pro lugar no mapa, que tava em cima da mesa. "Aqui, nossas vans vão esperar o carro da polícia que vai transportar os homens do Sr. Walson. Depois disso, a gente vai emboscar eles e pegar essa pessoa. A gente vai botar ele dentro do nosso carro. A gente não vai matar nenhum policial, a gente só vai atirar no pescoço deles com um sedativo pra eles dormirem. Vamos bloquear a entrada deles pra eles pararem de dirigir," ele continuou explicando.
Só ouvimos a explicação dele. Ele era bom em fazer planos. Logo depois que ele fizer isso, os superiores também iam me dar a posição de líder. Eu aprendi muito com o Blaike, nesses três anos.
Depois que a gente fez um plano, eles chegaram lá com a arma deles. Também os sedativos que a gente ia usar. Todo mundo tava ocupado se preparando.
"Se nada der certo. Se protejam, matem se precisarem," Blaike falou.
Depois estávamos todos prontos, terminamos de colocar as balas nas nossas armas. Alguns dos homens do Blaike tiraram as armas top que a gente não ia usar. Olhei pro Blaike, que agora tava usando o terno preto que a gente ia usar.
Respirei fundo e suspirei. Chegou a hora de fazer nossa missão. A gente entrou na van e foi embora. Chegamos nos nossos lugares. Esperamos por meia hora, depois o carro da polícia apareceu.
Uma das nossas vans bloqueou o carro da polícia. Eles usaram um gás pra fazer os policiais saírem do carro. Assim que os policiais saíram, eles atiraram o sedativo no pescoço dos policiais e eles dormiram. Os homens do Sr. Walson também dormiram por causa do gás que jogamos. Botamos ele dentro da van e fomos embora.
"Tá tudo bem com todo mundo?" Blaike perguntou pra gente, sério.
"Sim, Chefe!" respondemos.
Depois o Blaike olhou pro refém que a gente tinha.
"Finalmente pegamos os homens do Sr. Walson," Blaike falou, orgulhoso. Nossa missão tá um passo à frente do sucesso.