CAPÍTULO 40
PONTO DE VISTA DO BLAIKE IVERSON
"Mãe..." Eu chamei ela com a minha voz trêmula.
Meu coração tava batendo pra caramba. Tava batendo mais rápido e mais rápido do que eu imaginava, parecia que queria sair do meu peito. Eu conseguia ouvir meu coração acelerado.
Mãos trêmulas enquanto eu segurava a porta do meu carro. As chaves escorregaram nas minhas mãos trêmulas, e eu nem percebi.
Meu coração começou a bater mais rápido quando ela olhou pra mim...
A testa dela franziu quando ela olhou na minha direção. Eu consigo ver algumas lágrimas se formando nos olhos dela. De repente, as coisas que ela tava carregando escorregaram da mão dela, sem ela perceber.
As palavras que ela disse em seguida fazem o meu mundo inteiro estilhaçar em um milhão de pedaços.
"Blaike..." Ela chamou meu nome. "Meu filho!" Ela disparou.
Sem pensar em mais nada, eu corri e abracei ela forte. Tão forte quanto eu podia abraçar ela.
Eu tava com saudade de abraçar minha Mãe...
Meu Pai me disse que minha mãe faleceu quando eu tinha apenas cinco anos de idade. E desde então, eu visitava a lápide da minha mãe com o nome dela gravado nela.
Será que meu Pai mentiu pra mim o tempo todo?
Mas por quê?
Por que o Pai guardou segredo de que minha Mãe ainda tava viva?
Por que meu Pai não me contou?
Como isso aconteceu?
Como minha Mãe ainda tava viva e bem?
Isso tudo é verdade ou só um pesadelo bom?
O que tava acontecendo?
Eu tô confuso...
Tinha um monte de perguntas pipocando na minha cabeça. Tem um monte de perguntas que iam querer alguma resposta. Mas só meu Pai podia saber as respostas, então eu precisava confrontar ele.
Mas por que ele escondeu tudo isso de mim?
Eu parei no lugar e comecei a perceber.
E se tudo fosse planejado pelos homens do Sr. Walson?
Eles já sabiam?
"Para!" Eu gritei pra mulher que se parecia exatamente com a minha Mãe.
Eu empurrei ela.
"Tem algum problema, meu filho?" Ela me perguntou calmamente.
"Quem exatamente é você?" Eu perguntei pra ela reunindo toda a minha força.
Se ela fosse minha mãe, ela ainda teria o colar de coração onde tava a foto da nossa família. E tem uma senha que só nós três sabemos.
"Você não se lembra de mim, minha borboletinha?" Ela me perguntou com uma voz triste.
Espe-ra! Esse apelido só era usado por mim, pela minha mãe.
Minha Borboletinha...
Ela pega algo no bolso. Era um colar em formato de coração. E quando ela abriu, eu fiquei chocado, era uma foto de nós três juntos, eu, ela e meu pai.
Ela era...
Era minha mãe...
"Mãe..." Eu chamei ela e abracei ela forte.
Eu me deixei chorar nos ombros dela.
Lágrimas começaram a se formar dentro dos meus olhos. Lágrimas quentes começaram a cair dos meus olhos uma por uma. Eu consigo sentir cada uma delas tocando minha pele. Eu deixei minhas lágrimas caírem dos meus olhos até não conseguir mais derramar. Lágrimas escorreram pelas minhas bochechas, até a camisa da minha Mãe.
"Mãe", eu disse entre meus soluços.
"Tudo bem! Chora o quanto quiser. Eu tô aqui agora, e não vou a lugar nenhum, te deixar de novo", ela afirmou enquanto batia nas minhas costas me acalmando.
Eu fechei os olhos e senti o calor do abraço da minha mãe. Eu não sentia isso há anos, desde que eu pensei que não tinha mãe todos esses anos.
Agora ainda tem um monte de perguntas me incomodando...
Por que meu Pai escondeu minha mãe de mim?
Por que ele mentiu dizendo que minha mãe tava morta?
Por que ele escondeu que minha mãe ainda tava viva?
Todos esses anos, onde minha mãe morava?
O que aconteceu com a minha Mãe?
O que tá rolando?
Por que minha Mãe tentou me encontrar e se reuniu comigo e com meu pai?
Tem um monte de perguntas que continuam pipocando dentro da minha cabeça. Isso ia continuar me incomodando até eu achar alguma resposta.
Mas eu só ia abraçar minha mãe por enquanto...
E eu ia fazer um monte de perguntas pra ela mais tarde...
Eu soltei o abraço dela e ela me instruiu a seguir o carro dela. E então nós iríamos conversar na casa dela.
Eu dei partida no meu carro, então dirigi e segui o carro dela até chegarmos na casa dela.
A casa dela não era tão grande quanto eu tava acostumado. É só pequena, mas podia caber três famílias.
Eu saí do meu carro e segui minha mãe pra dentro da própria casa dela. Eu de repente fiquei impressionado com o que eu vi lá dentro. A casa dela era pequena por fora, mas por dentro era linda.
Parecia que você tava nos anos 90 ou 80. Por causa do papel de parede de madeira por dentro, também o sofá de madeira que você podia sentar. Tudo era estético, o que podia te fazer se sentir em casa.
"É aqui que você mora, Mãe?" Eu perguntei pra ela imediatamente enquanto eu sentava na cadeira de madeira dela.
"Sim! Desde sempre", ela respondeu.
Ela pega um pouco de suco e biscoitos e coloca na mesa na minha frente. Eu peguei um biscoito e dei uma mordida.
"O que aconteceu?" Eu perguntei pra ela imediatamente.
O sorriso no rosto dela de repente desapareceu. Ela pareceu triste, por isso ela olhou em uma direção diferente, pra que não pudéssemos ter contato visual.
"Mãe..." Eu chamei ela.
"Você quer saber?" Ela me perguntou, enquanto uma das lágrimas caía dos olhos dela, que ela limpou imediatamente.
"Sim!" Eu respondi e balancei a cabeça.
"Eu tava com uma doença terminal naquela época. Seu pai foi demitido do emprego dele como jardineiro de uma família rica. O irmão dela ofereceu um trabalho pra ela na sociedade secreta. O irmão dela falsificou minha morte pra que seu pai pudesse fazer o trabalho dele direito. Eu não disse nada e só concordei com isso, mesmo que fosse por causa de te deixar e deixar seu pai. O irmão dela cobriu todas as minhas contas do hospital. E até agora eu tava morando aqui sozinha", minha mãe explicou.
Eu olhei pra os olhos tristes dela...
Ela parece se arrepender da decisão dela de nos deixar.
Mas eu fiquei feliz que ela ainda tava viva agora. Porque se ela não concordasse com isso. Eu não ia experimentar essas riquezas e não ia saber como me defender direito. Minha mãe provavelmente estaria morta agora porque não tínhamos dinheiro suficiente pra medicação dela.
"Então isso significa que o Pai não sabia que você ainda tava viva?" Eu perguntei pra ela.
Ela balança a cabeça e diz. "Não",
Isso significa que meu pai não mentiu pra mim o tempo todo. Nós dois sabíamos que minha Mãe tava morta. Meu pai não escondeu minha mãe de mim.
Eu entendo o ponto de vista do meu tio, porque ela falsificou a morte da minha mãe. É porque ela quer que meu Pai supere todos os problemas e dificuldades dele. Mesmo eu crescendo sem minha Mãe ao meu lado. Eu tô feliz em saber que ela ainda tava viva.
Mas onde tá meu tio agora?
"Onde tá meu tio agora? Mãe?" Eu perguntei pra ela.
Eu tava curioso porque eu não sabia que meu pai tinha um irmão.
"Ele morreu há dez anos. Por isso seu pai assumiu o controle da sociedade secreta", ela respondeu.
Ele morreu?
Espe-ra! O quê?
Meu tio morreu...
"Por que ele morreu?" Eu perguntei pra minha Mãe.
"Seu tio tava com câncer em estágio 3 que não tinha cura. Depois de um ano ele me ajudou com o tratamento, e ele descobriu que tava com câncer em estágio 3. Por isso ele passa os últimos dias dele de férias e tudo mais", minha mãe explicou pra mim.
Agora eu entendo que mesmo você tendo muito dinheiro. Quando a morte chega pra você, mesmo quanto dinheiro você dê pra morte, isso não pode te curar ou te deixar viver uma vida longa. Dinheiro não é nada comparado ao dinheiro.
"Por isso" eu respondi enquanto eu ouvia minha mãe.
"Podemos comer um pouco enquanto conversamos?" Minha mãe me perguntou.
Eu balancei a cabeça e comecei a comer.
Eu e minha Mãe conversamos por horas. Eu só ouvi com atenção tudo o que ela disse.
PONTO DE VISTA DO ROD AZRAEL
O céu tava azul como o oceano. O sol tava tão brilhante quanto o sol. Os arredores eram tão verdes quanto sempre. Os pássaros tavam voando livremente no céu. Alguns pássaros tavam cantando na árvore.
O ar quente soprava na minha pele. Cada toque do vento faz minha pele tremer. Já que tava um pouco frio aqui, na praia.
A água do oceano tava tão fria quanto o céu. Cada respingo das ondas ecoava em todo lugar.
Eu não sabia o que fazer. Eu só sentei perto da praia. Pra olhar a vista bonita.
Eu não vi a Ayeisha por perto da casa ultimamente. Talvez porque ela tava fazendo algo importante. Ela me disse que ia se mudar o mais rápido possível.
Eu queria me deitar na areia, mas não posso, já que minha camisa é branca. E eu não queria sujar ela.
Eu só fechei os olhos e senti a brisa quente passando na minha pele nua. Enquanto eu ouvia cada respingo do oceano, isso me acalmou.
Depois de alguns minutos de ficar no oceano. Eu decidi ir pra casa e comer.
Quando eu levantei, eu encontrei uma figura familiar de mãos dadas com alguém.
Minhas mãos tavam tremendo, minhas mãos tavam tremendo.
A pessoa que eu mais amava tava com outra pessoa.
É por isso que eu não te vi com frequência em casa?
"Ayeisha..."