Capítulo 7
PONTO DE VISTA DO RENZO SMITH
O céu tava com umas nuvens escuras, e tinha trovoadas e relâmpagos rolando. A chuva caindo era forte e barulhenta. O vento frio e sinistro acompanhava cada balançar dos galhos. O céu tava escuro, não dava pra ver estrela nenhuma, só a lua cheia, vermelha escura, brilhando no céu.
Saio do meu carro Porsha vermelho, com a chuva continuando a pingar no meu corpo. O vento frio passa pela minha pele nua. Não tô nem aí se agora tô encharcado.
Que merda!
Tentei apelar sobre a missão que me deram, mas eles não responderam nenhuma das minhas cartas ou e-mails.
Não posso matar minha mulher!
Não posso fazer esse tipo de merda!
"Para!" Um homem másculo gritou pra mim, enquanto dois caras tentavam me parar.
Pego a arma das minhas costas e atiro nas pernas deles, as pernas sangrando enquanto a bala voava em direção aos corpos deles, e sangue pingava no chão, escorrendo na chuva torrencial.
Abro a porta de madeira envernizada de vez, me deixando entrar. Caminhei pelo longo corredor em direção ao salão de reuniões onde nossos superiores se reuniam. Meu corpo encharcado por causa da chuva forte tava deixando o chão molhado. Coloquei minha arma nas minhas costas de novo.
Entrei no longo corredor, enquanto o chão ficava molhado, por causa de cada gota d'água que saía das minhas roupas molhadas. Só conseguia ouvir cada passo que eu dava porque os quatro cantos da sala estavam silenciosos, só ali dentro.
Empurrei a porta que fez um estrondo na parede. Todo mundo olhou e engasgou quando me viu.
"Parem com isso!" Gritei alto.
Eles pararam de falar e se olharam. Toda a atenção deles tava em mim agora.
Respirei fundo e suspirei.
"O que você precisa, Renzo?" O quarto superior perguntou.
Olhei pra ele com olhos furiosos.
Meu corpo todo tava fervendo de raiva. Tudo que eu conseguia pensar agora era no ódio que eu tava sentindo. Fechei o punho tentando me impedir de machucá-los.
"Não quero fazer a missão!" Respondi.
"Você não tem escolha!"
"Tenho sim!" Insisti.
Eles me olharam e balançaram a cabeça, pareciam não querer ouvir aquelas palavras de mim.
Então lembrei de uma regra que tava rolando nessa organização há anos.
Essa regra era...
Eles matariam meu alvo, depois eu, se eu não fizesse a missão que me deram.
Mas...
Não posso fazer isso...
Não posso fazer essa missão...
Pensar na ideia de matar minha mulher por causa dessa missão, deixou meus joelhos mais fracos. Eu não conseguiria matar a pessoa que eu amo há cinco anos, porra.
Isso é insano!
"Precisamos te lembrar da regra?" O terceiro superior me interrompeu.
Olhei pra ela com meus olhos fracos.
Eu não conseguia ouvir isso deles, porque ouvir essas palavras me deixava nervoso, e meu coração pulava uma batida.
Olhei pra eles por um segundo antes de falar, mas eles falaram primeiro.
"Quarta regra, se um dos homens da organização não quiser fazer a missão que foi dada a ele. Um dos superiores deve matar a pessoa que deveria ser morta por um de seus homens e, depois de matar e terminar a missão que não queriam que seus homens fizessem. Os homens da organização que se recusaram a fazer a missão também devem ser mortos", explicou o terceiro superior.
"Você ainda se recusa a fazer a missão?" Eles perguntaram.
Fechei o punho enquanto tentava não ceder à minha raiva. Tentei controlar a exasperação que eu tava sentindo. Preciso me controlar, controlando minhas frustrações.
Senti meu corpo ficar mais fraco ao ouvir aquelas palavras. Era como se agulhas envenenadas estivessem perfurando meu coração. E ele se estilhaçou em um milhão de pedaços, porque eu tinha que matar o amor da minha vida.
"Não sei!" Hesitei em responder.
Meus joelhos começaram a tremer, mas tentei não mostrar aos meus superiores que eu tava ficando fraco, por causa dessa conversa.
Isso é irreal...
Isso não é verdade...
Eu não tenho que fazer isso...
Tentei não acreditar que isso tava acontecendo. Que tudo isso era um sonho, um erro, que nunca deveria estar acontecendo.
"Vamos te deixar aqui por enquanto, Kenzo! Se precisar de nós, estamos na outra sala. Vamos continuar nossa reunião lá", afirmou o primeiro superior.
Apenas balancei a cabeça pra eles.
Nenhuma palavra saía da minha boca, mesmo querendo falar, parecia que algo tava me impedindo.
Só fiquei olhando enquanto eles saíam um por um e passavam por mim, onde eu tava agora. Eles fecharam a porta e me deixaram sozinho na sala de reuniões.
Caminhei lentamente em direção à mesa, consigo sentir que meus joelhos estavam ficando fracos.
Eu tava fora desse mundo.
Não tô em mim agora!
A raiva some por causa disso, e o nervosismo surgiu no meu corpo, pensando no que eu precisava fazer agora.
Preciso pensar em um plano.
Sentei em uma das minhas cadeiras, que era pra um dos meus superiores. Ficou molhada porque minhas roupas estavam encharcadas de água, que foi causada pela chuva torrencial lá fora.
"Não! Não! Isso não deveria ter acontecido com a Amelia!" Gritei, enquanto ecoava pelos quatro cantos da sala.
Meus olhos estavam ficando furiosos agora. Consigo sentir raiva e estar puto agora. Consigo sentir meu coração batendo mais rápido. Fechei o punho e levantei.
Joguei os papéis que estavam na minha frente, em cima da mesa. Então peguei um dos cálices e joguei no chão, ele se estilhaçou em um milhão de pedaços. Peguei um cálice de novo e quebrei no meu punho, sangue tava pingando da minha mão por causa do ferimento.
Por causa disso, meus olhos mostraram cheios de determinação.
Um bom plano tava se formando na minha cabeça.
"Não vou deixar eles te matarem, Amelia! Vou fazer essa missão e nunca mais apelar sobre isso. Vou fazer o meu melhor para encontrar o verdadeiro mentor!"