CAPÍTULO 26
PONTO DE VISTA DE BLAIKE IVERSON
O sol brilha tipo a lua, o céu tava brilhante como a água e os pássaros tavam voando soltos no céu. O vento passa pela minha pele nua. Nos quatro cantos do meu jardim, eu só conseguia ouvir o chilrear dos pássaros, o que era muito relaxante para os meus ouvidos.
O céu tava azul como o oceano, como sempre. As árvores e flores dentro do meu jardim davam beleza para ele, a natureza tava colorida como sempre.
"Blaike", uma voz familiar me chamou.
Eu olhei em volta pra ver quem era.
Era o Rod...
"O que você quer!?" Eu perguntei para ele, friamente.
Ele tava me dando nos nervos, tava ficando estranho por causa daquela Ayeisha.
Eu queria tirar ela da minha mansão. Já fazia um mês que ela tava morando lá. Mas o Rod não quer perder ela, não quer que ela saia.
Se o Rod não falar comigo sobre a Ayeisha ficar, eu vou botar ela pra fora agora.
Eu ajudei a Ayeisha o máximo que eu pude, mas ficar aqui já é demais. Porque eu sei que lá fora a Ayeisha tem uma família que cuida bem dela.
"Você pode fingir que gosta dela?" O Rod me perguntou.
Eu olhei pra ele.
Eu fuzilei ele com os olhos e sentei no banco do lado. Peguei um copo de vinho e tomei um gole.
"Blaike! Não me ignora!" Ele reclamou.
"O que você quer que eu faça, Rod?" Eu perguntei pra ele. "Ela gosta de mim, enquanto você gosta dela, Rod. Eu não quero estragar nossa amizade por causa dela. E eu nem pensei que eu gosto daquela garota. Só se declare pra ela, Rod, não seja covarde", eu continuei.
Eu tomei um gole do meu vinho.
Antes de dar um tapinha no ombro dele.
"Você consegue!" Eu sussurrei no ouvido dele.
Antes de sair andando de perto dele.
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Eu dirigi meu carro Porsha vermelho nessa entrada longa. Eu tava dirigindo nessa rodovia sem destino.
Eu respirei fundo e suspirei.
Eu olhei em volta e estacionei meu carro.
PONTO DE VISTA DE RENZO SMITH
Eu olhei para o céu, ele tava azul como a água, o sol brilhava como a lua, o céu tava brilhante como a água e os pássaros tavam voando livremente no céu. O vento passa pela minha pele nua. Nos quatro cantos do meu jardim, eu só conseguia ouvir o chilrear dos pássaros, o que era muito relaxante para os meus ouvidos.
Eu saí da loja de cosméticos porque a Amelia ainda tava lá dentro. Até agora, ela ainda tava lá dentro, indecisa sobre a maquiagem que ia comprar. Garotas sempre serão garotas, elas sempre demoram horas escolhendo as coisas que querem comprar.
Eu só fiquei andando pra parar com o tédio. Enquanto meus olhos olhavam em volta, em cada canto.
Eu vi um rosto familiar.
Mas eu achei que ele tava nos Estados Unidos...
"Blaike!" Eu sussurrei o nome dele, incrédulo.
Eu fui andando em direção a ele, mas aí ele entrou no carro Porsha vermelho dele. Eu tentei correr pra alcançar o carro dele e gritar o nome dele, mas falhei, não consegui alcançar ele.
"Blaike! Blaike! Blaike! Blaike!" Eu gritei enquanto tentava chamar o nome dele, tentando correr atrás do carro.
Eu parei de correr porque não consegui alcançar o carro dele. Afinal, ele dirigiu muito rápido. Eu tentei recuperar o fôlego e sentei na beira da estrada pra conseguir respirar direito.
É o Blaike?
Mas como?
Quer dizer---
Eu achei que ele tava nos Estados Unidos, foi o que o pai dele disse por último. A Amelia já tinha retirado o processo contra ele, então ele não tinha mandado de prisão agora.
Mas o Blaike já voltou?
PONTO DE VISTA DE BLAIKE IVERSON
Eu vou para o meu quarto porque tava me sentindo exausto, mesmo sem fazer nada. Eu só senti meu corpo fraco e cansado.
Eu queria re-lembrar minhas malditas memórias, mas não consigo, não sei como.
Essa memória é uma merda!
Eu não consigo me concentrar na minha missão por causa daquela garota, Amelia. Eu ainda não entendo por que aquelas palavras saíram da boca do meu pai. Eu não estou satisfeito sabendo que ela era minha irmã que morreu nos Estados Unidos. Eu senti que algo não tava certo, não tava bom.
Eu tenho essa sensação me dizendo pra investigar essa garota. Mas não posso, porque preciso da permissão dos meus superiores primeiro. Porque se eu for contra eles, eles não vão ajudar meu pai a sair da cadeia. Meu pai é minha única família e eu quero que ele saia da cadeia. Eu não quero que nada estrague a oportunidade dele sair da cadeia. Eu faria qualquer coisa pelo meu pai, já que ele sempre esteve lá quando eu precisei dele. Eu não tenho mãe e ele foi a única figura parental que eu pude ter.
Eu olhei para a lateral da mesa na minha cama. Tinha uma foto minha e do meu Pai na mesa. Peguei e toquei nela.
Eu só senti líquidos quentes escorrendo dos meus olhos, descendo pelas minhas bochechas. Cada gota das minhas lágrimas tava escorrendo pela minha pele. Eu senti cada gota.
Eu toquei de verdade na foto que eu tava segurando e abracei ela.
"Eu prometo te tirar da prisão", eu disse entre minhas lágrimas.
Eu respirei fundo e suspirei.
Eu coloquei a foto na mesa, do lado da minha cama.
Meu pai vem primeiro, antes dessa garota. Porque eu não sei quem ela é de verdade e qual é o papel dela no meu passado.
Mas com o tempo eu quero saber quem ela é, eu tô ficando cada vez mais frustrado pra saber dela.
Eu sinto que tem um buraco dentro do meu coração, tá coçando, porque eu sei dentro de mim. Ela era importante pra mim, eu sinto isso.
"Amelia", eu sussurrei o nome dela no ar.
Amelia? Amelia? Amelia?
Quem é ela?
Quem é essa garota?
Ela tá meio que me incomodando.
Eu quero me lembrar dela. Porque dentro de mim tá me dizendo que eu tenho que me lembrar dessa garota.
Mas eu não consigo...
Eu tentei lembrar dela nas minhas memórias, mas não consigo!
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Eu saí do meu carro e fui andando em direção à porta de entrada, onde ficava o esconderijo da sociedade secreta. Duas pessoas tavam guardando a porta, pra que ninguém pudesse entrar.
"Por que você tá aqui, Blaike?" Um homem másculo perguntou.
Ignorei ele e continuei andando pra dentro.
Eu empurrei a porta grande que tava na minha frente, ela tava bem aberta.
Quando eu tava prestes a dar um passo pra dentro, um braço másculo me agarrou e me puxou pra fora.
"Os superiores sabem que você tá aqui?" Ele me perguntou.
"Eles deveriam saber?" Eu respondi friamente.
Eu olhei direto nos olhos dele, mas ele desviou o olhar. Os olhos dele mostraram um pouco de medo e o colega dele sussurrou algo pra ele que eu consegui ouvir.
"Ele é o homem mais perigoso e cruel que nosso superior tem. Ninguém ousa tocar ou ir contra ele. Ele é adorado pelos nossos superiores", ele sussurrou.
Eu consegui ouvir cada palavra que ele disse.
Qual é a graça de sussurrar se ele conta alto demais?
"Agora, você sabe!" Eu gritei pra ele, então eu agarrei o braço que ele tava segurando.
Eu entro na mansão. Eu andei dentro do ambiente, me sufocava toda vez que eu tava lá. Eu senti que tava sendo capturado por eles. Eu não entendi por que eu tava sentindo esse tipo de sentimento, quando eu cresci nesse tipo de ambiente.
Será que talvez tem muita coisa que eu perdi na minha infância?
Eu olhei para o ambiente, no meio do teto tinha um lustre cristalino grande, que iluminava toda a área que tava quase coberta pela escuridão. O sofá vermelho e aconchegante, que fica no chão, e também as tochas nas paredes que eram usadas como luz dentro, já que essa mansão não tinha janelas, dando elegância e beleza por dentro.
Eu entrei no corredor longo e apertei algo na parede. A parede se moveu e se revelou, a luz quase me deixou cego.
"Bom dia! Bluedragon", um homem me cumprimentou.
Eu só balancei a cabeça e respondi pra ele.
Muitas outras pessoas me cumprimentaram enquanto eu andava no corredor. A luz era reta, enquanto o corredor levava pra sala de conferências.
Eu não tinha certeza se meus superiores tinham reunião hoje ou não. Eu só quero saber algumas respostas deles.
Porque eu juro que eles sabem de algo sobre mim. Algumas das minhas memórias continuam voltando, eu me lembrei de algumas das minhas memórias. Eu tava vendo algumas armas e crianças tavam levando uma vara quando não queriam mirar nos alvos.
Eu olhei pra porta grande na minha frente. Eu já cheguei ao beco sem saída e essa era a sala de conferências, onde nossos superiores faziam suas reuniões.
Eu segurei a maçaneta fria e abri.
Eu só vi um superior meu lá dentro, eu entrei sem bater e me deixei entrar.
Eu fui andando em direção a ele...
Enquanto eu ia andando em direção a ele, meu coração tava batendo mais rápido.
"Hum, senhor!" Eu chamei ele. "Eu posso perguntar uma coisa?"
"Se for algo sobre seu passado, eu não sei de nada!" Ele respondeu.
Como ele sabia que era isso que eu ia perguntar?
"Como você----?" Ele me cortou antes que eu pudesse terminar minha frase.
"Eu respondi sua pergunta. Você pode ir!" Ele disse com uma voz fria.