CAPÍTULO 38
PONTO DE VISTA DO ROD AZRAEL
O céu tava azul tipo o oceano. O sol tava tipo muito brilhante. Os arredores tavam verdes pra caramba, como sempre. Os passarinhos tavam voando livre no céu. Uns passarinhos tavam cantando na árvore.
O ar quentinho batia na minha pele. Cada toquezinho do vento fazia minha pele arrepiar. Tipo, tava um pouco frio aqui fora.
Um toque de telefone cortou meus pensamentos. Na hora, eu tentei pegar meu celular no bolso. E quando finalmente consegui, peguei ele e fui ver quem tava me ligando.
Era meu quarto superior.
Minhas mãos tremiam enquanto eu olhava pro celular. Um monte de perguntas pipocavam na minha cabeça agora. As perguntas sempre me perseguiam toda noite e me davam pesadelos.
Mas a pergunta que mais me perturbava era: Será que eles já descobriram?
Meu coração tava batendo que nem louco. Tava batendo cada vez mais rápido, até que eu conseguia ouvir.
Com a mão tremendo, eu atendi o telefone.
"Rod!" Uma voz máscula me chamou do outro lado.
"S-sim?" Eu respondi, totalmente.
Tentei me manter o mais calmo possível. Pra eles não notarem nada de errado, usando minha voz.
Muitas perguntas não paravam de aparecer na minha cabeça agora. Perguntas que me incomodavam toda hora.
"Como tá a sua missão?" Meu superior perguntou.
Respirei fundo e suspirei...
Juntei todas as minhas forças pra parar de ficar nervoso.
"Nossa missão tá indo de boa e, mais cedo ou mais tarde, essa missão vai acabar", eu respondi.
Aí as palavras dele me deixaram sem reação...
"Se for assim, mais cedo ou mais tarde, o Blaike vai sair da organização. Uma coisa que a gente tem medo que aconteça. Precisamos matar a Amelia, pra mesmo que as memórias dele voltem. Ele não ter em quem se apoiar", meu superior disse.
Ele tá louco?
Ele quer que a gente mate uma mulher inocente?
Pelo bem da organização, eles tão dispostos a matar alguém que não tá envolvido em nada de errado?
"V-você quer que eu mate a Amelia?" Eu perguntei, com hesitação na voz.
Minhas mãos tremeram, quase derrubando o celular.
"Sim!" Ele respondeu, curto e grosso.
Essas palavras chocantes quase me fizeram cair no chão. Meu corpo todo começou a tremer, me dando calafrios. Eu fiquei sem reação ouvindo aquilo.
"Quem é a pessoa que você mandou matar a Amelia?" Eu perguntei, com a voz gaguejando.
Minha mão tremia enquanto segurava meu celular.
Eu ainda não consigo acreditar... Que eles ainda são esse tipo de pessoa.
Eles podem machucar uma mulher inocente só pra fazer o Blaike ficar na organização.
Por que eles querem que o Blaike fique nessa organização?
Eles têm medo de alguma coisa?
Por que não querem perder o Blaike?
O que ele tem de tão especial?
Eles tão escondendo algo que só o Blaike sabe?
Muitas perguntas não paravam de aparecer na minha cabeça. Perguntas que não paravam de aumentar. Que eu nem conseguia responder. As perguntas que vão continuar me perturbando, mesmo dormindo.
"A gente só planejou executar ela. Ainda não tem uma decisão final sobre isso. Só me mantenha atualizado. Já que o médico disse que, daqui a 3 meses, ele pode se recuperar da amnésia temporária", ele disse.
"Eu te mantenho atualizado! Se ele lembrar de alguma coisa. Eu te aviso na hora", eu respondi.
"Bom, então!" Ele respondeu e desligou a chamada.
Quando ele desligou, um monte de perguntas ficaram sem resposta pra mim. Perguntas que iam me atormentar em busca de respostas. Que nem eu conseguia responder.
Eu coloquei meu celular na mesa do meu lado, peguei o copo de suco e bebi.
Eu tô perturbado agora...
Perguntas importantes não paravam de rodar na minha mente.
Eu conto pro Blaike o que eles tão planejando fazer com a Amelia?
Eu conto pro Blaike que a organização planejou o acidente dele pra ele ter amnésia?
Eu conto pros meus superiores que o Blaike já recuperou as memórias?
"O que eu faço primeiro?" Eu me perguntei, confuso sobre o que eu devia fazer agora.
PONTO DE VISTA DA TERCEIRA PESSOA
A sala tava fria e meio escura, porque não tinha janelas. Só o lustre no meio da mesa de reunião era a única luz que iluminava a sala toda. A sala tava cheia de expressões sérias.
Sete homens másculos e três mulheres gostosas e sexys estavam tendo uma reunião privada. Todos na faixa dos 40 anos. Eles estavam tendo uma conversa séria, sobre um assunto sério.
A sala tava fria, vindo do ar condicionado. Porque não tinha janela na sala. A sala tava cheia de escuridão, que podia dar calafrios em alguém. Mas as dez pessoas na sala não ligaram pra sala fria. O ar frio só passava na pele delas.
"Precisamos matar ela?" O quarto superior perguntou.
O tom de voz dele tava um pouco preocupado.
Porque todo mundo sabe que a pessoa que eles queriam matar não era um alvo fácil.
"Amelia?" O oitavo superior perguntou.
"Sim!" Um deles respondeu.
"Todos sabemos que não podemos fazer isso. Além de ela não estar envolvida em nenhum crime. Ela é uma pessoa muito importante na nossa organização. E nossos líderes superiores não vão concordar com isso", uma das superiores discordou.
Porque ela sabe que a Amelia não era alguém que eles podiam tocar. Se eles matassem ela, sangue ia ser espalhado. Eles iam ser banhados no sangue dela. Eles podiam ser retirados das suas posições e banidos de fazer parte da sociedade underground. Muitas mudanças podiam acontecer. A vida deles ia estar em perigo. A vida das suas famílias também ia estar em perigo. E a linhagem deles podia ser cortada.
"Todos nós sabemos que ninguém pode tocar nela. Muito sangue ia ser espalhado, corpos iam estar no chão, e nossa posição ia estar em perigo", o primeiro superior afirmou.
"Então, o que precisamos fazer agora? Precisamos do Blaike na nossa organização. E devemos fazer de tudo pra ele ficar", o segundo superior discordou.
Eles se olharam antes de falar.
Silêncio foi a única resposta que eles conseguiram dar um pro outro. Só olhares podiam ser vistos na sala fria e escura. O ar frio passava na pele deles. A tensão no ambiente tava ficando cada vez mais tensa.
"Precisamos pensar nisso com cuidado e não tocar nela. Se o Blaike quiser sair, deixa ele ir. Ele já fez o suficiente por essa organização, ele tem a vida dele pra viver. Não devemos sacrificar mil vidas por uma ambição. Podemos treinar outra pessoa e ser melhor que ele", o primeiro superior disse, cortando o silêncio. "Essa reunião acabou", ele continuou, com um tom sério.
Ele saiu da sala de reunião, enquanto os outros ficaram em silêncio enquanto ele saía da sala.
O segundo superior juntou suas forças e falou. "Devemos seguir o que ele disse",
Ele cortou o silêncio que tava surgindo nos quatro cantos da sala.
Todos respiraram fundo e suspiraram. Alguns deles tavam pensando profundamente, sobre qual era o próximo passo que eles iam dar. Matar a Amelia era algo sério que podia afetar muito a vida e a posição deles. As coisas que eles lutaram tanto pra conseguir iam sumir em um piscar de olhos.
A Amelia não é a pessoa com quem eles queriam mexer. Ela era algo mais do que todos esperavam. A família dela tinha uma história mais do que eles esperavam saber. Pensar em matar ela podia fazer sua espinha tremer, só com essa ideia.
"Eu concordo!"
"Eu também concordo!"
"Precisamos pensar com cuidado antes de tomar uma decisão tão desumana",
"Você tem razão em não matar ela",
Essas são só algumas das respostas dos superiores. Alguns só concordaram com o que o segundo superior tinha dito. Eles se olharam e concordaram, como se estivessem concordando com essa ideia.
"Então essa reunião acabou!" O segundo superior anunciou.
Ele saiu, seguido pelos outros superiores. Mas a oitava superior ficou no salão de reunião. Ela não ligou pra atmosfera fria que tomava conta da sala toda. Mesmo o ar frio passando na pele dela. Não fez seu corpo tremer.
Ela deixou seus colegas superiores saírem primeiro, antes de ligar pra alguém no telefone.
"O que acabou de acontecer? Eu não te disse pra se livrar dela?" Ela perguntou, brava.
"Mas não podemos simplesmente matar ela. Sua vida e sua posição estariam em risco", o homem no telefone respondeu.
A mulher só ficou com mais raiva. Ela fechou o braço pra expressar sua raiva.
"Nós dois somos superiores nessa organização, mas não podemos tirar vantagem de nada",