Capítulo 10
ÁS
As palavras deixaram ele chocado, sem fala, e ele não sabia de onde tinha vindo a pergunta da Gina.
"Eu não sou mais virgem, Ás." Ela disse.
"Eu não esperava que você fosse virgem", ele disse honestamente.
Ele levantou da cadeira dele e pegou a jaqueta dele imediatamente antes de ir para a porta de saída. Gina seguiu ele e falou continuamente.
"Nós podemos dormir juntos", Gina disse sem hesitar.
"O que você quer dizer, Gina?"
"Eu quero dizer, nós podemos consumar nosso casamento."
"Eu não quero falar sobre essas coisas", ele gaguejou.
"É por isso que você não quer que a gente divida um quarto quando a gente casar, porque você acha que eu ainda sou inocente dessas coisas? Ou talvez você ache que eu vou me entregar pro meu 'verdadeiro' marido no futuro?"
Ele ainda estava impassível com o que a Gina estava falando pra ele e ao invés disso ele continuou andando. Gina, por outro lado, continuou na cola dele.
"Eu não ligo pra isso."
"Então por que a gente não pode dormir junto? Nós podemos ser adultos sobre isso." Gina ainda estava seguindo ele.
Ele parou de andar e encarou a Gina.
"Tipo, nem fudendo que a gente vai dormir junto, Gina, eu posso não conseguir me controlar e eu também não quero que ninguém medie entre nós dois porque vai ser difícil pra gente anular."
"Eu não acho que a gente pode viver junto e não fazer amor, Ás."
"Eu posso." Ele respondeu firmemente.
"Você é um cara melhor do que eu, Gunga Din."
"Que merda é essa que você tá querendo dizer, Gina?"
"Você não sabe? Essa é uma frase famosa do Rudyard Kipling."
"Eu sei quem falou isso. Eu só não sei o que você quer dizer com isso." Ele respondeu pra menina.
Ele estava prestes a sair da casa da Gina quando a menina de repente bloqueou ele na porta. "O que aconteceu com você, Gina?"
"Não aconteceu nada, mas você é tão chato."
"O quê?" Ele chegou mais perto da Gina. "Vem cá."
Ele segurou a cintura da menina perto dele e abraçou ela forte, pra Gina não poder se mexer. Mas, ele sente que ela se sentiu bem nos braços dele. Bom demais. Ele estava perdendo o controle agora, ele apoiou a bochecha dele no cabelo dela, sentiu os dedos dela afundarem nas costas dele e ele não podia negar pra si mesmo que ele gostou do toque simples da Gina.
"Querida", ele disse suavemente. "Está tudo bem. Nós podemos fazer isso."
GINA
"Eu não sou tão difícil de estar junto, Ás", ela disse finalmente, relaxando contra ele. Então ela abraçou o cara ainda mais forte. Depois, ela esfregou as bochechas dela no ombro dele. "É que há vinte e quatro horas, a minha vida é simples. Eu dominei a minha rotina diária e num instante, tudo virou de cabeça pra baixo e não é tão fácil se ajustar."
"Deixe tudo comigo, Gina, fique despreocupada, ok?"
"Eu não posso deixar de me preocupar com a minha segurança, Ás."
"Eu sei, Gina. É por isso que eu coloquei um sistema de segurança na sua casa, pra sua segurança. Eu tenho que ir pra casa primeiro porque eu tenho um monte de outras coisas pra fazer."
Ela empurrou o Ás pra longe dela. "Eu não entendo as suas intenções, Ás. Mas o que você pode realmente conseguir ajudando eu?"
"Só pense que eu sou um bom samaritano, Gina." Ás respondeu e ele saiu direto da casa dela.
"Ah, eu esqueci de te falar que alguém te mandou um presente no restaurante." Ele virou.
"Brando mandou pra mim de novo?"
"Brando?" Ás perguntou pra ela em descrença.
"Sim, é o Brando."
Ás não respondeu ela e ao invés disso virou as costas pra ela, deixando ela com ainda mais perguntas. Às vezes ela realmente se pergunta sobre aquele cara.
Ela correu atrás do Ás porque ela ainda tinha algo pra perguntar. E quando ela alcançou ele, ela perguntou imediatamente. "Por que você me chamou de querida antes? Eu sei que você não gosta de apelidos."
"E agora se eu te chamei de querida? Ah, não leva isso a sério. Eu também chamei meu cachorro favorito assim."
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ÁS
De fora da porta do restaurante ele podia ouvir a voz da Gina cantando enquanto ela arrumava as mesas.
Ele só andou quieto até o balcão. Gina ligou pra ele mais dez vezes naquele dia, mas ele não atendeu as ligações dela. Ele nem retornou as ligações dela. Pelo menos ele viu ela usando o colar e as preocupações dele se foram.
Já que ele e a Gina chegaram cedo, ele pensou em chegar nela primeiro. "Oi", ele começou, mas a menina ainda não disse uma palavra pra ele e ao invés disso só deu pra ele um sorriso econômico. Ele ficou enojado com o que a Gina estava mostrando pra ele agora. "Como está o seu dia hoje, Gina?" Ele perguntou com os braços cruzados.
"Ocupado. Tá cansativo. Eu estou fazendo um monte de coisas agora. Eu fui na coordenadora de casamento antes que a Janice indicou pra mim e depois eu também fiz uma pesquisa nas lojas de casamento onde eu posso costurar o meu vestido de noiva."
"Me inclua nos seus planos."
Os olhos dela arregalaram com o que ele disse. "Sério? Eu não percebi isso."
"Eu também vou casar, Gina."
"Eu acho --"
"Shhh." Ele colocou um dedo nos lábios dela, então se abaixou mais perto dela. "Nós vamos falar sobre isso mais tarde na sua casa."
"Quando nós vamos contar isso pros nossos colegas?"
"Agora, o Brando tem uma reserva hoje à noite e não se preocupe porque ele já sabe. Então, agora nós vamos contar pros nossos colegas porque o Brando pode perguntar pra eles mais sobre isso."
"Como o Brando ficou sabendo disso?"
"Eu falei pra ele quando eu devolvi o presente que ele te deu."
"Qual foi a reação dele?"
Ele só riu. Ele não pode contar pra Gina que ele não acredita no casamento rápido deles. E mais ainda, ele não pode contar pra Gina que ele sempre vê o Brando por causa da transação comercial deles. 'Ele só desejou o melhor pra nós", ele disse.
"Eu não acredito no que ele tá falando, Ás."
"Por que você nem atendeu a minha ligação, Gina?" Ele mudou o tópico.
GINA
Ela ficou consciente quando o Ás olha pra ela gentilmente, porque os joelhos dela amoleceram toda vez que eles se olham. "Eu estava ocupada antes e o meu celular ainda estava no modo silencioso."
É só agora que ela parece estar olhando direto pro Ás de perto, então ela admira a beleza dele ainda mais.
"Da próxima vez, por favor, retorne a minha ligação, pra eu não me preocupar tanto com você."
"Tudo bem", ela murmurou. "Mas se você realmente quer participar do meu plano, nós devíamos falar sobre a nossa lista de convidados primeiro, pra podermos pedir os convites de casamento."
"É melhor a gente só falar sobre isso de novo hoje à noite quando a gente sair, porque eu também tenho algo pra discutir com você."
"Ok... Hum, Ás, você está livre amanhã? Eu gostaria que você me ajudasse a pintar o meu segundo quarto."
"Claro, se você está planejando que eu seja aquele que vai ocupar aquele quarto depois do nosso casamento, garanta que nós não vamos pintar de rosa lá."
"Tudo bem, mas você tem certeza que está tudo bem pra gente ficar na minha casa?"
"Sim, Gina, eu já decidi isso. Porque eu só tenho um quarto no meu apartamento."
Isso é bom, a Gina disse pra si mesma.
"Juiz Soler tem uma reserva hoje à noite, a gente pode só pedir pra ele oficiar no nosso casamento?" Ás perguntou pra ela como se ele estivesse também pedindo a aprovação dela.
"Ele vai aceitar?" Ela perguntou de volta.
"Nós vamos perguntar pra ele mais tarde."
"Ok, eu acho que é uma boa ideia também, já que a gente conhece ele como um dos nossos clientes leais bonitos."
"Bonito? Ele é tão velho."
Ela sorriu com o que o Ás disse, porque ela sabia que ele ia reagir mesmo.
"Ele parece jovem quando você olha pra ele, se não fosse pelo cabelo branco dele, ele ainda ia ser confundido como quarentão. E mais uma coisa, ia ser uma grande honra pra mim permitir que ele seja o nosso oficial de casamento. Eu ouvi que ele é um dos juízes mais respeitados no nosso país."
Ela notou que tinha sujeira nas roupas do Ás, então ela limpou com a mão dela. Mas ela de repente ficou surpresa com o que o Ás fez, porque ele beijou a mão que ela usou pra limpar.
Ela segurou a respiração dela por um minuto porque o beijo do Ás na mão dela teve um efeito nela. "Quem entre os nossos colegas a gente pode fazer de testemunha?"
"Jigs e Ruby." Ás respondeu rapidamente. Eles são os colegas próximos deles no restaurante.
Ela ficou chocada quando o Ás beijou a mão dela de novo. Ele também olhou pra ela sem piscar, que pareceu deixar ela ainda mais confusa. Ruby chegou na hora e até viu o Ás beijando a mão dela.
"Ei, qual é essa de beijar a mão?" Ruby provocou eles.
Ela só sorriu pra Ruby como se ela estivesse perplexa quando a companheira dela chegou. Ela pensou que o Ás podia ter visto a Ruby chegando, então ele tentou beijar a mão dela de novo pra que a Ruby pudesse ver exatamente. Talvez o Ás quis dizer isso pra que eles não tivessem que se esforçar pra explicar pra eles.
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