~☆ Epílogo ☆~
POV da Sya:
(7 anos depois)
Eu me olhei no espelho pela centésima vez, mas ainda não tava satisfeita com o meu visual pra noite. Tava usando um vestido longo branco com uma estampa floral por cima. O vestido era bonito, mas grudava na minha barriga inchada como uma segunda pele.
Não tinha terminado quando dois braços me abraçaram pela cintura e acariciaram suavemente minha barriga inchada.
"O que a minha paixão e meu bebê estão fazendo?" Disse uma voz rouca que nunca falhava em me dar arrepios de prazer.
Era, claro, meu marido, Kane. Depois que eu terminei a faculdade e me estabeleci como assistente de Inteligência Artificial numa organização privada e me diverti fazendo robôs amigáveis com meus chefes por um ano, ele me pediu em casamento. E, deixa eu te falar, foi o pedido de casamento mais mágico que qualquer garota poderia ter! Eu disse sim na hora e casamos sem nenhum drama. Mencionei isso porque o Bryson teve que passar por TANTOS perrengues pra impressionar o pai e a avó da Hannah. KKK.
"Eu tô gorda nesse vestido!" Eu exclamei, fazendo bico. Ele deu uma risadinha antes de me virar com delicadeza, pra que eu ficasse de frente pra ele. Ele gentilmente colocou uma mecha de cabelo fora da minha orelha.
"Não! Você tá tão, tão, tão linda que eu quero te pegar aqui, agora mesmo", ele disse rouco, piscando. Meu coração pulou uma batida e um rubor furioso coloriu minhas bochechas. Eu dei um tapa de brincadeira no peito dele.
"Não fala isso. Ah, vamos descer. Eles já vão chegar", eu disse. Ele me deu um beijo nos lábios e depois pegou minha mão pra me levar pras escadas.
A melhor coisa de estar com ele era que ele nunca me deixava sozinha. Ele respeitava meu espaço pessoal, mas também era superprotetor e tão fofo.
Quando chegamos no último degrau, a campainha tocou. Era a Hannah e o Bryson com o filho deles, Andrew. Ele era tão fofo. Tinha cabelo castanho igual ao da Hannah, mas olhos verdes igual ao do Bryson. Mesmo com só 15 dias de vida, ele já parecia um bebê de 2 meses. Isso porque ele era um meio-sangue vampiro, nascido de um vampiro e uma humana.
A Hannah sorriu quando me viu, 'Lá está ela, nossa futura mamãe!"
Eu ri. 'Oi, Hannah. Oi, Bryson. Meu Deus, esse é o nosso Andrew? Ele é tão fofo!"
Eu estendi minhas mãos, pedindo pro Bryson me dar ele, mas o Kane gentilmente empurrou meus braços de volta pros lados e apontou pra minha barriga inchada. Eu fiz bico de frustração.
A Hannah e o Bryson riram. O Kane pegou o Andrew do pai e trouxe ele pra mim. Eu baguncei o cabelo sedoso dele e beijei a bochecha dele enquanto ele ria e sorria. Ele já tinha até um sinal de dente nascendo.
'A tia Sya te ama muito, meu bebê", eu cantei. O Kane virou pra mim, abraçando o Andrew perto.
'De jeito nenhum! O tio Kane ama o Andrew mais, né?" ele começou a falar com o bebê, com voz doce. 'Eu vou te dar uma moto."
A Hannah revirou os olhos. 'Claro. Nós só estamos aqui pra ver o bebê crescer."
Todo mundo riu antes de entrarmos na sala de estar, onde a Cara estava arrumando a mesa pro jantar. Ela era como da família e o Kane tinha pedido pra ela continuar morando com a gente mesmo depois do casamento. O Bryson se mudou depois que casou com a Hannah, alegando 'problemas de privacidade". Eles construíram uma casa perto da nossa. Eles até tinham piscina.
O Kane puxou uma cadeira pra mim pra me ajudar a sentar, enquanto o Bryson teve que puxar uma cadeira pra esposa dele e colocar uma cadeira pro filho dele. Tadinho, tava trabalhando muito.
Depois de comer o frango especial caseiro da Cara e a torta de maçã, fomos pras poltronas. O Bryson e o Kane estavam ocupados brincando com o pequeno Andrew. Eu e a Hannah estávamos discutindo nossa próxima maratona de compras quando senti algo molhado embaixo de mim, antes de uma dor aguda.
"Ah!" Eu gemi, cambaleando.
'Sya! Que foi?" O Kane correu, parecendo super preocupado. Em pânico, se eu pudesse.
Eu tentei contar pra ele, mas senti uma contração. E, deixa eu te dizer. Tava doendo pra caramba.
"Meu Deus!" Eu gritei.
'A bolsa dela estourou, galera!" A Hannah disse, se levantando rápido.
'A bolsa estourou. A bolsa estourou", o Kane repetiu. 'Uh, o que é isso?"
"ME LEVA PRO HOSPITAL, SEU IDIOTA!" Eu gritei entre gemidos.
'Sim! Hospital", ele rapidamente agarrou meu braço esquerdo e a Hannah pegou o direito. O bom do Bryson já tinha trazido o carro pra frente da porta.
Eles me colocaram no carro e entraram do meu lado. O caminho pro hospital foi um caos completo. Eu tava gritando, o Kane em pânico, o Bryson dirigindo como um louco com o Andrew no colo e a Hannah só revirando os olhos.
Corremos pro pronto-socorro, onde o doutor, outro amigo vampiro do Kane, disse que era hora de fazer o parto do bebê.
'O quê?! Agora?" O Kane perguntou, descrente e em pânico.
'Não. Vamos esperar até o bebê fazer um ano", o Bryson zombou. 'Claro que agora, parceiro. Você vai ser pai!"
Eu ri através das lágrimas nos meus olhos, mas gritei quando outra contração me atingiu. Depois disso, foram 6 horas de suor, sangue e um trabalho de parto terrivelmente doloroso antes que eu finalmente ouvisse os choros do meu filhinho.
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Eu abri meus olhos ainda me sentindo cansada. Depois do parto, eu tinha apagado de exaustão e agora tava no meu quarto em vez da sala de cirurgia. Eu senti a mão de alguém segurando a minha com força e, pelos choques, eu sabia de quem era.
Eu olhei pro meu marido dormindo, que tava sentado na cadeira ao lado da cama. O cabelo dele tava desarrumado e ele dormia como um bebê. Provavelmente passou as mãos no cabelo até começar a ficar em pé. Ele fazia isso sempre que tava ansioso ou muito, muito animado. Era um dos hábitos dele que eu conhecia muito bem.
Mesmo com a boca um pouco aberta, o cabelo bagunçado e as roupas todas amassadas, ele ainda parecia um modelo da Abercrombie.
Eu apertei a mão dele, tomada pela felicidade, e ele abriu os olhos. Seus lindos olhos cinza-azulados olharam nos meus, cheios de amor e ternura quando ele beijou o topo da minha cabeça.
"Você acordou, amor? Como você tá se sentindo? Devo chamar o doutor?" Eu balancei a cabeça e só dei a ele um sorriso tranquilizador.
"Eu tô bem. Não se preocupe. Onde tá nosso bebê? O bebê é menina ou menino?" Eu perguntei animada.
Ele deu uma risadinha e acariciou o topo da minha cabeça. "É uma menina. O doutor vai trazer ela aqui a qualquer momento."
Eu sorri e olhei pro meu marido. 'Nós somos pais agora. Acredita?"
Ele balançou a cabeça. 'Eu não consigo. É tão irreal. É como ontem você tava chorando porque bateu o dedão."
Eu franzi a testa. 'Isso foi ontem."
Ele riu sem jeito antes de beijar minha testa. 'Eu te amo, querida."
A porta abriu naquele momento e o doutor entrou, carregando nosso pequeno pacote de alegria nos braços dele.
Ele trouxe ela perto e eu dei uma olhada nela. Ela era muito bonita. O doutor a entregou com cuidado pra mim enquanto eu olhava pra ela, impressionada.
Outro par de olhos cinza-azulados olhou pros meus pretos e ela me deu um sorriso lindo. Meu coração inchou de ternura e felicidade e lágrimas encheram meus olhos. Ela já era tão saudável. Como uma bolinha.
Eu nunca tinha pensado que a vida me daria um presente tão lindo. Minha filha.
Eu senti um braço em volta dos meus ombros e olhei pra cima pra ver o Kane sentado ao meu lado na cama. Ele tinha a mesma expressão de surpresa no rosto que eu tinha. Ele me deu um sorriso lindo e radiante e encostou a testa na lateral da minha cabeça.
"Obrigado", ele murmurou, com a voz carregada de gratidão, e eu sorri.
"Por quê?"
"Por entrar na minha vida. Por me perdoar. Por ficar comigo. Por me amar. E por me dar uma filha linda", ele sussurrou, beijando a lateral da minha cabeça. Aquilo aqueceu meu coração. Eu observei minha filha lentamente cair no sono e a levantei, beijando suavemente sua testa.
"Que nome você decidiu?" Ele me perguntou. O Kane já tinha dito que, como eu tava dando à luz, eu deveria ser a escolher o nome dela.
Eu olhei pra minha princesa dormindo e um sorriso se espalhou pelos meus lábios.
"Malévola. Malévola Alexia Wilson." Eu disse, olhando de volta pro Kane pra avaliar a reação dele. Ele tava com um sorrisão no rosto enquanto olhava pra mim com amor e adoração.
"Linda! Igual a ela!"
Eu suspirei feliz e olhei de volta pra minha filha linda, a Malévola.
Eu nem conseguia colocar em palavras o quanto eu tava feliz com a minha vida. E dessa vez, eu sabia que eu tava completa. O Kane me completou. Eu tinha tudo com que sempre sonhei e a felicidade que eu nunca esperei também era minha. Há mais de 13 anos, eu nunca imaginei que conseguiria sair daquele buraco, muito menos encontrar o amor.
Eu passei a maior parte da minha vida sendo oprimida e torturada pela minha tia e pelo filho dela. Fui sequestrada e quase fui estuprada por um vampiro, passei pela dor da rejeição, enfrentei meus medos e fiz os criminosos serem presos. Depois de tudo isso, fui finalmente apresentada a algo chamado felicidade.
E eu vou dar tudo isso pra minha filha. Vou cobri-la de tanto amor que a minha criança interior vai chorar lágrimas de felicidade. E eu também sabia que o Kane ia fazer o mesmo. Ele vai amar a filha dele mais que a vida dele.
Com minha filha nos meus braços e meu marido ao meu lado, eu finalmente pude dizer que eu tava contente.
Que eu finalmente tinha tudo. Eu tava completa.
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*** F I M ***
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