Capítulo 11
A Aliyana pega a bebida e manda pra dentro.
"Usb? Não sou eu." Ele faz uma carranca, e eu vejo que ele não sabe de nada sobre isso, o que deixa 2 pessoas sobrando.
"Como você sabia que o Salvatore está aqui?"
"Câmeras, ele não foi tão discreto assim."
Ela ignora, "Não era segredo."
"Agora que estamos todos na mesma página, eu tenho um trabalho para vocês dois, chamem de extração."
"Você quer que a gente sequestre o Dylan Creston." Gabriel diz, já sabendo do plano que eu ainda ia contar para os outros.
"Queria, no passado. Eu tenho uma pessoa nova em mente."
"Quem?" Os dois perguntam em uníssono.
"Seu amigo, Romero."
"Eu não vou sequestrar o Mero, esquece." A Aliyana começa a se levantar, mas o Gabriel a impede, segurando o braço dela, e eles trocam mais um olhar de merda.
Como diabos a Aliyana vai se casar um dia, se os homens que ela chama de amigos a tocam como se fossem donos dela? Ou talvez ela seja dona deles.
"Por que você quer que a gente sequestre o Mero? Ele é nosso amigo."
"Um amigo que poderia ter matado meu irmão." Gabriel revira os olhos e solta a Aliyana, que senta de volta na cadeira, me olhando como se eu fosse louco. Mal sabem eles que eu tenho provas.
"O Mero não é o assassino, ele amava o Ren como todos nós amávamos. Deve haver um motivo para o que você acha que faz dele um criminoso."
Eu sirvo outra taça de conhaque e engulo, em um gole só. A queimação não é nada comparada aos olhos fulminantes que a Aliyana insiste em me dar.
"Talvez você devesse dar uma chance para o conhaque fazer efeito, quem sabe te dá um cérebro."
"Aliyana." O nome dela sai como um chicote dos meus lábios.
"Sem Liya."
O Gabriel é esperto o suficiente para perceber que essa reunião está indo para o buraco rápido.
"Muitos homens nunca falariam comigo assim."
"Eu não sou muitos homens. Pedir para a gente espionar um cara é uma coisa, esperar que a gente sequestre nosso melhor amigo não é só outra coisa, isso é sério e não tem fundamento. O Mero não foi quem matou o Ren."
"Você está tentando convencer a si mesma disso ou a mim?" A verdade não tem medo de nada, a não ser do segredo.
"Eu não preciso convencer a mim mesma, nem a você, eu não vou ser cúmplice da morte do meu amigo." A Aliyana se levanta e vai embora, e dessa vez nenhum de nós a impede.
"Se você quer sequestrar o Mero, por que não faz isso sozinho? Por que nos envolver?" Gabriel me faz uma pergunta que eu normalmente não responderia, mas eu respondo agora, porque ele tem que aprender como essa vida funciona se ele for ficar no topo quando receber um trono pequeno.
"Eu estava curioso para ver até onde a Aliyana iria para proteger seus amigos."
"Então, você sabia que ela não ia concordar, mas mesmo assim perguntou." Eu sorrio para o jovem soldado, meu pequeno primo com tanto potencial.
"Sim, lealdade e dever são diferentes no nosso mundo, às vezes um supera o outro. A questão é: qual deles você segue, primo?"
Ele me lança um olhar que eu tenho certeza que um dia fará homens e mulheres tremerem.
"Eu estou aqui, não estou?"