Capítulo 7
'Eu encontrei eles no guarda-roupa do Magnus, ele sabe que nós estamos tendo um caso.' Ela sorri um pouco e isso deixa ele ainda mais confuso, 'eles estavam comigo até ontem, então ele deve ter achado e a curiosidade dele fez ele fazer isso.' Ela ri um pouco.
'Otávia, você tá falando sério agora? É uma pegadinha?? O Rei sabe de nós e você tá rindo como se nada tivesse errado! Você sabe que ele pode decidir nos matar se ele quiser.' Ele apressadamente arrumou as cartas até ver uma, uma bem familiar, 'ele sabe da Arcádia também?' Seus olhos arregalaram de medo.
A Rainha do reino balança a cabeça como uma criança feliz, ela estava gostando do jeito que a situação tomou um rumo pior.
'Você não pode me dizer que você não tá nem um pouco preocupado, amor?' Seus olhos estão arregalados de medo, ele deve ter se apaixonado por uma mulher louca. Ela se inclina para chegar perto do ouvido dele,
'Na verdade, no momento, estamos sendo observados,' seus olhos espiam para uma árvore e ele vê um dos guardas do palácio espionando eles, 'mas relaxa, querido, ele está sob meu controle agora.' Ela está prestes a beijá-lo, mas ele se afasta um pouco e isso a machuca,
'Como?' Leva um tempo para ele entender, 'foi quando você…' Ele para, ela cantou em forma de risada, claro, ela usou seus poderes no pobre guarda, agora ele acabaria perdendo a memória, 'você é um demônio, Otávia.' Ele suspira aliviado e ela ri mais uma vez.
'Se o Rei quer brincar, ele deveria saber que eu sou a mestra dos jogos.' Ela junta as cartas e amarra com a corda vermelha, 'eu colocaria essas de volta onde estavam para que ele pense que sou ingênua.' Ela coloca elas debaixo do vestido mais uma vez.
'Mas e se ele decidir atacar algum de nós? Eu não posso te perder, Otávia.' Ele a segura firmemente,
'Xerxes, ele está sem poder nessa situação, eu sei de algo que você não sabe….e eu tenho algo que ele precisa….' Ela fala em enigmas mais uma vez,
'O que você está escondendo de mim, Otávia?'
'Você entenderia tudo muito em breve, mas Magnus vai pagar por todas as suas ações erradas.' Ela se levanta, 'me espere no seu quarto à meia-noite, nós conversaríamos direito lá. Mas acho que eu seria a única falando.' Seus dedos deslizam até os lábios dele,
'Você poderia pelo menos ser direta comigo?' Ele afasta a mão dela do rosto, ele não queria ser seduzido, ela revira os olhos,
'Magnus está mentindo para todos nós, ele vai casar nossa filha quando ela fizer 18 anos, eu não vou deixar ela passar pela mesma coisa que eu tive que passar.' Seu punho se fecha incontrolavelmente, ela se vira para seu amante, 'afie sua espada, meu amor, vai ter derramamento de sangue em alguns dias e eu quero a cabeça dele em uma bandeja de ouro.' Ela faz sua exigência e ele concorda.
Se ela queria a cabeça dele, então ele daria a cabeça para ela. Um marido sempre deve cumprir os desejos de sua esposa.
Ela o deixa no jardim e o guarda corre para contar ao Rei, mas, sem que ele saiba, ele perderia a memória no momento em que entrasse no palácio. Otávia não era alguém para ser menosprezada, ela tinha imenso poder e era por isso que Magnus se casou com ela em primeiro lugar.
O dia chega para brincar e Arcádia está de pé e sobre, fazendo seus afazeres normais, que na verdade é não fazer nada e deixar as donzelas alimentá-la até que ela fique gorda.
Uma batida é ouvida na porta dela e a donzela abre para ela, 'vossa majestade.' Ela se curva por cortesia e sai do caminho, revelando Magnus em uma roupa grandiosa,
'Arcádia…' Ele sorri para sua filha e os olhos dela se iluminam,
'Você realmente veio me ver, pai!!!' Ela está mais do que feliz, 'eu achei que você estaria ocupado demais para me ver, você está aqui para me dar meu presente?' Ela grita, quase ensurdecedor todo mundo, quando ela ativou seus poderes acidentalmente,
'Bem, sim.' Ele aperta os ouvidos em proteção, 'na verdade, é um presente muito precioso meu.' Ele se aproxima dela e senta na cama dela, 'não é algo, mas alguém,' seu rosto começa a mudar de confusão,
'Alguém?' Ela não tem certeza sobre o que ele está dizendo,
'Tem alguém que eu gostaria que você conhecesse.' Ele alisa o cabelo dela em afeição,
'Pai, eu realmente não estou interessada nisso,' ela joga a ideia fora, 'eu não quero casar com qualquer um, eu casaria com quem eu quero casar.' Arcádia decide sobre o assunto,
'Mas eu prometo, ele é um bom homem, ele cuidaria de você.' Ele tenta convencê-la, ele se vira para as donzelas, 'privacidade.' Ele ordena e elas saem uma por uma, 'você tem que considerá-lo.'
'Pai, se eu não o conhecer bem o suficiente, então eu me recuso a casar com ele, eu nunca quero ter um estranho como meu amante.' As lágrimas começam a sufocá-la, 'nós devemos namorar antes de qualquer casamento, isso é a única coisa que eu quero pedir a você.'
'Mas Arcádia, você não confia na minha decisão? Ele é o homem perfeito e—'
'Arcádia?' Ambos se viram para ver quem os interrompeu, 'desculpas, vossa majestade,' Xerxes faz uma reverência rápida, 'é hora do treinamento dela, e eu sei que ela já está inventando métodos para não treinar hoje.' Ele a pegou lá e ela geme alto, ela pega seus leques que estavam em cima da gaveta ao lado dela,
'Pai, nós teríamos essa discussão mais tarde, eu viria a você pessoalmente.' Ela o beija antes de sair correndo para os campos de treinamento, Xerxes se prepara para sair,
'Eu também adoraria conversar com você, Xerxes, eu acredito que temos algumas coisas para acertar.' Magnus o observa, mas Xerxes está emocionalmente insensível ao seu olhar,
'Eu também acredito, tio.' Faz muito tempo desde que ele disse essa palavra, e seria a última vez que ele o chamaria assim, ele se despede.