Capítulo 83
Essa época era mega safada, porque as mulheres entravam no cio e faziam de tudo pra achar seus machos, usando os próprios feromônios. Era o dia favorito da Otávia no mês.
Era só meio-dia, mas os preparativos já estavam a mil, todo mundo se preparando pra comemorar, cada pessoa tinha a chance de encontrar um par.
"Posso dar sorte com uma gata, tá ligado?" Conan sussurra pro irmão, e o Asher tira sarro dele com uma risada.
"Sem ofensa, mas acho que você nasceu pra ser solteiro a vida toda." O comentário dele, mórbido, faz a boca do Conan cair no chão. Ele tinha o pior irmão do mundo.
A Sheilia tava vestindo o Loki com algo chique, era uma roupa real pros soldados mais importantes do reino, e ele tava um gato. Ele tenta desesperadamente alisar o cabelo, mas a Sheilia não parava de bagunçar.
"Eu gosto assim." Ela sorri, sedutora, pra ele, mas ele não curtia a ideia de parecer um lobo velho, com o cabelo voando pra todo lado.
"Me faz parecer desleixado, Sheilia." Ele usa a mão pra ajeitar, e quando ele faz isso, ela bagunça de novo. "Sheilia!!" Ela pega ela no colo, e o quarto enche de risadas.
"Você se veste como eu gosto, entendeu?" Ela sorri e ele não tem escolha a não ser obedecer. Ela beija ele antes de deixar ele descer até os pés. "Eu sei que essa é sua época favorita do mês", ela zoa.
"Desde que te conheci, sempre foi minha época favorita, contanto que eu possa satisfazer seus desejos mais selvagens", ele chupa o lóbulo da orelha dela, ela afasta ele antes dele começar o ritual cedo demais.
"Você é um palhaço!!" Ela ri dele, e ele beija a bochecha dela.
"Hmm, não curto isso em você." Alguém tava escolhendo roupas pro par também.
"Essa?" Ele puxa outra por cima do corpo nu dele, e ela olha com atenção, o rosto dela se contorcendo em várias emoções diferentes.
"Quero algo que mostre muita pele." Ela sorri feito uma idiota, e ele sabia o que ela queria. Ele pega o uniforme dele e ela grita: "Você ainda tem isso??!!" Ela não acreditava que ele guardaria aquela coisa velha.
Ele ri dela e se veste. Era um traje preto que mostrava os braços e a parte do meio, o peito era coberto por uma armadura e tinha luvas pra proteger o antebraço. Ele coloca a máscara, e as calças grudam no corpo dele como cola. Elas estavam um pouco abaixo da cintura dela, e ela podia ver o 'V' que dava água na boca que ele tinha em volta do torso.
Ela ronrona pra ele e chama ele pra perto, mas ele não escuta ela. "Eu te conheço, Otávia, você não pode me tocar até a meia-noite, quando a lua sair." Ele é firme, mas ela não parava de babar, literalmente, as vontades dela estavam transbordando da xícara.
"Querido, é só por cinco minutos, eu não ia muito longe, prometo." O cio dela tinha tomado conta dela, e ela começa a ir pra cima dele. "Prometo que não vou morder." Ela ronrona alto.
"Otávia, para!!!" Ele se afasta e pega a roupa dele, ele joga por cima do corpo pra se cobrir. Ela fica irritada com as atitudes dele, e quer rasgar tudo. "Não vou deixar você quebrar os rituais, me tocar, e eu te atrasaria mais ainda." Ela reclama alto, e é forçada a escutar ele. "Já vai ser noite antes que você perceba." Ele ri dela.
O sol tava se pondo, e a lua já tava subindo, como esperado, era lua cheia, e os lobos começaram a uivar ao ver a lua. Tinha dança, uma forma sensual onde as damas esfregavam os corpos nos parceiros, comida e bebida à vontade pra todo mundo curtir ao máximo.
Logo, os casais começaram a sair do salão de dança pra fazer a última parte dos rituais: acasalar sem restrições. E em qualquer forma que eles escolherem.
A Arcádia tava tomando o sétimo copo de bebida, e já tava fazendo efeito. Os olhos dela procuravam o par dela, ela não tinha visto ele em lugar nenhum, e o cheiro dele tava fraco. Ela tava bêbada demais pra sair do trono, então pensou que ele viria procurar ela.
O Asher vai até ela, mas antes de chegar no trono, ele é parado por um dos homens dele. "Senhor, o senhor é necessário lá fora, atividade estranha foi suspeitada, podem ser lobos demônios." A notícia para ele no lugar, e ele segue o soldado em vez disso.
Ela se levanta e vai pra pista de dança, e quase cai, mas o Mace pega ela.
"Cuidado, minha Rainha." O tom dele é sexy, e ela olha dentro das orbes de avelã dele, as orbes que ela tanto amava.
"Mace, tava te procurando agora. Você tá tão bem." Ela coloca a mão no peito largo dele, sentindo os músculos dele. "Bom pra mim?" É sussurrado, e ele só sorri de canto.
"Hmm, e você tá deliciosa." Ele olha pra roupa cara e real dela, que era transparente da cabeça aos pés, só os mamilos e a virilha dela estavam cobertos com seda. Mas ela era uma bomba sexual. E o Mace tava prestes a comer ela.
"Arcádia!!" Uma mulher bêbada corre até ela e enfia uma bebida goela abaixo. "Tenha uma noite de acasalamento muito feliz." A Mãe beija ela de boa noite antes de correr pra abraçar o marido, ele carrega ela no estilo noiva, e eles vão pro quarto pra fazer amor.
"Que foi isso tudo?!" O Mace achou engraçado como ela chegou e obrigou a filha a tomar bebida. A Arcádia limpa a boca com uma risada baixa.
"Ela não tá bêbada ainda, só meio tonta!!" O efeito do álcool tava chegando no cérebro dela, e o Mace pensou que era melhor levar ela pro quarto, mas quando eles chegam na porta, ela planta os lábios nos dele, e eles se beijam com tudo que tem.
Ele abre a porta e empurra ela pra dentro, tranca atrás dele, ela se esfregava nele pra uma música invisível, e ele responde passando as mãos por todo o corpo dela. O calor se espalhou por todo o corpo dela, e tava ficando insuportável.
"Mace… Eu preciso de você… agora…" Parecia que outra mulher tava pedindo sexo pra ele, mas ele amava esse lado da Arcádia, ele podia manipular ela facilmente.
"Mas minha Rainha, eu não sou seu par." Ele recusa, triste, e as orbes dela se abrem.
"E quem disse isso?! Não fale assim, meu amor." Ela pega o rosto dele e coloca a mão no coração dela. "Eu nunca acreditei no amor até te ver, não me negue, Mace." Ela tava puxando ele mais perto da cama dela.
"Mas minha Rainha, eu não sou tão forte quanto você pensa, eu sou um homem muito fraco, não vou conseguir te satisfazer." Os olhos dele vão pra lua, mas ela tava puxando ele pra mais perto dela, ainda mais.
"Eu vou me submeter, só pra você. Por favor, meu amor, não me deixe queimar nesse calor." Ela abraça ele. "Faça amor comigo." Ela sussurra no corpo dele, e sentimentos invadem ele.
Ele bota ela na cintura dele pra olhar as orbes de diamante dela. "Preciso de poder, é a única forma de fazer dessa uma noite linda pra nós dois." Ele tava cutucando em algum lugar, mas ela tava bêbada de amor demais pra dar uma segunda chance.
Ela enfia a mão no peito e tira uma rosa de vidro brilhante, segura com cuidado e faz flutuar no espelho, pra não quebrar. "Faça o que quiser comigo." Ela dá o sinal verde, e agora que ela tinha se enfraquecido, ele foi em frente pra fazer amor com ela.
Ele tira a roupa dela enquanto tava entre as pernas dela, apalpa ela, acariciando ao mesmo tempo. Ela não resiste, mas geme com tudo, ele tava apagando o calor que se acumulou dentro dela.
Ela esfrega a ereção dura dele, ela queria aquilo rápido, e ele não perde tempo pra se botar dentro dela. Ela tava tão molhada, ele nunca tinha visto alguém ficar tão molhada em tão pouco tempo.
"Tá pronta pra mim?" Ele beija ela enquanto testa a entrada com o pau dele, provocando ela ainda mais, um gemido baixo é a resposta dela, e ele entra devagar, esticando ela de acordo com o tamanho dele. Os olhos dela se arregalam quando ele entra devagar, ela podia sentir cada centímetro dele enquanto ele tomava tempo pra entrar.
Ela segura nos ombros dele enquanto ele começa a pegar ritmo. "Mace!!" Ela nunca tinha sentido algo tão prazeroso na vida dela. As estocadas dele não eram rápidas, mas também não lentas, eram calculadas, e mostrava que ele era experiente. "Oooohhhh." O prazer tava enlouquecendo ela.
"Arcádia." Ele geme nos ouvidos dela, ela tava tão bem. Ela tava tão gostosa pra caralho. Apertada e molhada, ela o revestiu, e os gemidos dela só o deixaram mais bruto, enquanto o lobo dele despertava pros desejos dela.
As pernas dela estavam abertas, enquanto ele tava nu entre elas, ela implorava pra ele, várias vezes, não parar até ela mandar. E logo as pernas dela começaram a tremer, enquanto ele ia mais fundo e mais forte, ele pega as tetas dela e bota na boca, enquanto a cintura dele não parava de balançar.
Ela tava impotente e fraca embaixo dele, mas se submeter a ele era algo que ela não se arrependia, enquanto ele cuidava de todas as necessidades dela. "Sim, meu alfa! Sim!! Não pare!!" Ela abraça ele mais forte, enquanto o amor fica mais intenso, a cama balançando muito, e ela tava chegando no clímax muito rápido, a respiração dela tava falhada. "Mace….ohhh…..meu par…." Ela cantava nos ouvidos dele, e era uma forma de encanto pra ele.