Capítulo 27
UMA PESSOA SUSPEITA
Nichole estava sentada no quarto dela com o laptop, vendo Clifford e Rosita andando de um lado para o outro, inquietos, tentando de tudo para falar com a filha deles.
“Oops... coitados de vocês...” ela murmurou, sorrindo de satisfação.
“Vou fazer vocês se arrependerem de me tratar como lixo há alguns anos,” disse Nichole com um olhar de desprezo.
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Riley saiu correndo com medo ao ver como o estranho estava se aproximando rápido e se escondeu em um canto para escapar dele. Ela pegou o celular para pedir ajuda e percebeu que ele tinha desligado.
“Ah...merda...” ela xingou baixinho.
Aquela hora, ela ouviu passos se aproximando do esconderijo dela e de repente pararam. Ela se assustou e prendeu a respiração.
“A perdemos...” ela ouviu a voz dizer para alguém ao telefone.
“Ok, senhora...” disse a voz, virou-se e foi embora.
Ela espiou de seu esconderijo para ter certeza de que ele tinha ido embora e suspirou aliviada.
“Ah...meu...Deus, isso foi por pouco. Que diabos foi isso tudo?” ela disse para si mesma, tentando se recompor.
Quando ela estava prestes a sair do esconderijo, alguém cruzou o caminho dela.
“Lionel...., você me assustou...” ela exclamou, assustada.
“Desculpe.., você está bem?”
“Sim, estou, mas o que você está fazendo aqui?” ela perguntou com um olhar confuso.
“Eu estava dando uma volta quando vi você saindo do ônibus. Eu ia te ligar quando vi uma pessoa suspeita te seguindo, então segui. Você tem certeza de que está bem?”
“Sim..., obrigada, mas você mora por perto?”
“Sim..., só a alguns minutos daqui de carro.”
“Ah...ok” ela respondeu, falando devagar.
“Mas o que te manteve na cidade para você voltar para casa tão tarde? É muito perigoso aqui fora.”
“Eu fui fazer algumas coisas...”
“Ok..., deixa eu te levar para casa.”
“Não..., eu estou bem. Não quero incomodar.”
“Você não está incomodando, Riley..., eu insisto, deixa eu te levar para casa.”
“Ok...ok.., vamos. Meus pais podem estar preocupados, porque meu celular desligou.” ela disse, balançando o celular.
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APARTAMENTO DE CLIFFORD
Rosita e Clifford correram para o carro e estavam prestes a entrar quando viram a filha se aproximando com um rapaz.
“Riley.......?” eles disseram em uníssono e correram até ela.
“Por que você está voltando tão tarde, querida?” questionou Rosita.
“Desculpe..mãe.., tive que terminar minha tarefa. Além disso, fui à mercearia comprar algumas coisas.”
“Estávamos preocupados, querida.., por que você não nos ligou?” perguntou Clifford.
“Eu não sabia que ia demorar tanto. Meu celular também desligou.”
“Ok, querida, graças a Deus você voltou em segurança. E quem é esse rapaz aqui?” perguntou Rosita.
“Ah..., este é Lionel, um amigo da escola. Lionel...., estes são meus pais, Sra. Rosita e Sr. Clifford Hollands.”
“Prazer em conhecê-los, Sr. e Sra. Hollands.” ele respondeu, estendendo a mão para cumprimentá-los.
“Prazer em conhecê-lo também, Lionel...” eles responderam em uníssono.
“Obrigada por trazer nossa filha de volta em segurança,” disse Rosita com um sorriso.
“É um prazer, mãe. Já vou indo,” disse Lionel.
“Ok, querido..., chegue em casa em segurança,” disse Rosita.
“Obrigado,” ele respondeu.
“Ok..mãe.., eu vou acompanhá-lo e volto.”
“Ok, querida...Lionel.., tchau...” disse Rosita quando saiu com o marido de volta para a casa.
Riley e Lionel caminharam alguns passos para longe da casa e pararam.
“Acho que você deveria voltar, Riley, eu posso ir sozinho.”
“Ok...te vejo amanhã.”
“Ok....” ele respondeu, acenou para Riley e se virou para sair. Naquele momento, ele parou e chamou Riley, que estava prestes a entrar no terreno da casa dela.
“Riley.....”
“Sim...” ela respondeu, virando-se para ele.
“Você se importa se eu vier te buscar para a aula amanhã?”
Riley ficou parada por um tempo e acenou com um sorriso.
“Sim....!” ele murmurou para si mesmo, sorrindo timidamente.
“Ok..., então te vejo amanhã.”
“Ok...” ela respondeu e entrou em casa.
Riley foi para a cozinha, deixou as coisas que comprou e foi direto para o quarto dela.
Ela largou o laptop na mesa de estudos e jogou a bolsa na cadeira. Ela foi para a cama e se jogou nela com um suspiro, sentindo-se exausta. Ela ficou deitada na cama, tendo flashbacks da perseguição do estranho suspeito.
“Isso foi tão...assustador.” ela estremeceu e se arrastou preguiçosamente para o banheiro para se refrescar. Em poucos minutos, ela estava pronta. Ela se vestiu e deitou na cama lendo um romance quando ouviu uma batida na porta.
“Querida..., você está dormindo?” perguntou Rosita da porta.
“Não, mãe..., por favor, entre”
Rosita abriu a porta e entrou com Clifford logo atrás. Riley sentou-se quando eles se aproximaram da cama dela. Eles sentaram ao lado dela, parecendo preocupados. Riley, vendo o quão preocupados eles estavam, pegou a mão deles nas suas.
“Mãe.., pai.., vocês não precisam se preocupar comigo. Eu estou bem mesmo. Além disso, eu sei me cuidar.” ela garantiu.
“Ok querida...” respondeu Clifford.
“Ok, querida, mas não demore tanto de novo. Eu estava tão assustada. Achei que algo tinha acontecido com você.” disse Rosita.
“Nada vai acontecer comigo, mãe...” ela respondeu com um sorriso e abraçou os pais.
“Agora.., vocês dois deveriam ir para a cama. Já é tarde.”
“Ok querida..” eles responderam em uníssono, beijaram a filha e foram embora.
Riley observou quando eles saíram e balançou a cabeça sorrindo. Naquele momento, ela ouviu o telefone tocar. Ela verificou quem estava ligando e era Lionel.
“Olá...Riley..”
“Olá.., já chegou em casa?”
“Sim.., cheguei em casa faz um tempo e estou ligando para te avisar.”
“Ah.., que bom.”
“Então, o que você está fazendo agora? ele perguntou
“Eu estava deitada na cama lendo um romance quando sua ligação chegou.”
“Sinto muito se eu te perturbei.”
“Sem problemas, Lionel..., eu estou bem.”
Riley e Lionel ficaram no telefone por longas horas, conversando e rindo. Esqueçendo todo o incidente que aconteceu antes. A ligação foi até a noite e Riley, inconscientemente, pegou no sono.
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Eram 6 da manhã, Riley ainda estava dormindo. Ela foi acordada por uma forte batida na porta.
“Riley....? Você está acordada.”
“Sim...mãe” ela respondeu ainda atordoada e foi para o banheiro.
“Se apresse e desça, querida, senão você vai se atrasar de novo para a escola, já que tem que passar pelo hospital,” disse Rosita, indo para o corredor.
“Ok mãe...” ela respondeu do banheiro.
Depois de alguns minutos esperando, Rosita viu a filha descendo as escadas.
“Onde está o pai..?” ela perguntou
“Ele já foi para o trabalho.”
“Ok...” ela respondeu, sentando-se ao redor da mesa de jantar.
“Eu preparei algumas frutas e lanches para sua avó, então se apresse com sua refeição e leve para ela. Eu não quero que você se atrase para a escola hoje também.”
“Ok..mãe...” ela respondeu e começou a comer. Ela estava prestes a limpar a mesa quando ouviu a buzina de um carro lá fora. Ela foi até a janela e espiou.
“Lionel...” ela murmurou com um sorriso.
Ela correu para a cozinha e pegou o pacote preparado para a avó dela.
“Estou indo, mãe...” disse Riley e deu um beijo nas bochechas da mãe.
“Ok querida....” ela respondeu, mas antes que pudesse dizer mais, Riley já tinha saído pela porta.
Lionel sorriu ao ver Riley se aproximando.
“Oi....” disse Riley ao chegar no carro.
“Oi..., podemos ir agora?
“Sim...mas por favor, passe pelo hospital primeiro. Preciso deixar este pacote para a Vovó antes de ir para a escola,” disse Riley quando se sentou ao lado de Lionel.
“Claro..., como quiser,” ela respondeu com um sorriso e partiu.