Capítulo 5
A MALDADE
Clifford ajudou a mãe dele para a cama e se despediu com um beijo na testa.
"Até amanhã, mãe." Ele disse enquanto desligava a lâmpada ao lado da cama.
"Tudo bem, filho." Ela respondeu com um sorriso.
Clifford sorriu de volta e saiu do quarto, fechando a porta gentilmente atrás dele. Chegando ao corredor, ele encontrou Nicole. Ela instintivamente se exibiu, se aproximando dele de forma sedutora.
"Oi, bonitão–" Ela disse, mordiscando levemente o lábio.
"Nicole," Clifford interrompeu, sentindo-se desconfortável com as ações dela. "Qual é o significado do que você está fazendo?" Ele perguntou, mas Nicole não estava pronta para desistir.
Ela avançou mais fortemente em direção a Clifford, acariciando seu rosto e tentando beijá-lo.
"Ei..." Clifford a segurou pelos ombros com o rosto contorcido de fúria. "O que você está fazendo?" Ele perguntou, mas Nicole não se importou.
Ela tentou forçar a barra com ele, mas ele instantaneamente a segurou pela mão e a empurrou com força. Qualquer um teria franzido a testa com tal tratamento, mas Nicole era forte demais para ser afastada por algo tão insignificante. Clifford lançou um olhar severo para ela. "Que diabos você está tentando fazer?"
Nicole sorriu para a pergunta dele enquanto se aproximava um pouco mais. "Tentando pegar de volta o que é meu." Ela sussurrou em seus ouvidos.
Nicole era colega de Clifford no ensino médio e sempre foi apaixonada por ele, mas Clifford não a amava. Ela fez de tudo para chamar a atenção de Clifford, mas ele nunca a notou. Ela tinha esperança de que ele a notasse algum dia, mas Rosita entrou em cena, sabotando todas as suas chances.
Clifford, sem entender o que ela quis dizer, olhou para ela confuso.
"O que você está dizendo?" Ele perguntou, já fervendo de raiva.
Ele estava tão furioso que não queria mais ouvir nada dela. Ele olhou para ela, empurrando-a levemente para o lado e foi embora. Nicole observou enquanto as costas de Clifford desapareciam para o estacionamento e sorriu.
"Isso é só o começo, Cliff." Ela disse para si mesma enquanto se virava para o quarto e saía.
NO HOSPITAL
Rosita deitou-se na cama, se revirando enquanto se perguntava o que poderia estar acontecendo entre Clifford e sua mãe quando sentiu uma mão tocar nela. Ela instintivamente se virou para ver Clifford ao lado de sua cama.
"Querida." Ela disse, encolhendo os ombros para se sentar e abraçá-lo. "Então, como foi?" Ela perguntou, afastando-se do abraço.
"Correu bem, querida." Ele disse enquanto se acomodava ao lado dela. "A mãe ficou muito feliz em ouvir a notícia e também se sentiu mal pelo que fez. Ela até queria me seguir aqui." Ele insinuou.
Rosita estava nas nuvens ao ouvir sua notícia, o que fez Clifford sorrir com a alegria em seu rosto, mas seu sorriso de repente desapareceu. Rosita, percebendo isso, ficou preocupada.
"Querido, o que está errado com você?" Ela perguntou.
"Nada, querida." Ele respondeu, mas sua entonação foi suficiente para traí-lo.
"Você sabe que pode compartilhar seus problemas comigo, querido." Rosita disse, tentando fazê-lo se abrir.
"Sim, mas garanto que não é nada." Ele respondeu, não querendo deixá-la mais preocupada. Rosita sorriu com um aceno de cabeça, não insistindo mais.
Clifford olhou para ela e a puxou para seu seio, abraçando-a. Ele sentou-se em silêncio com as palavras de Nicole ecoando em sua cabeça. Os dois lentamente adormeceram.
A MANSÃO DOS HOLLANDS
Era uma manhã ensolarada e brilhante. O relógio que pendia no quarto de Nicole indicava que eram 6h30. Ela ficou olhando pela janela e apreciando a atmosfera quente e serena quando ouviu uma batida na porta.
"Sim– já vou." Ela disse enquanto se arrastava para a porta para verificar quem era. Ela abriu a porta, revelando uma jovem de cabelos loiros na casa dos vinte anos na entrada.
"Senhora, por favor, Mad. Flora quer que você se junte a ela para o café da manhã." Ela disse.
"Tudo bem, eu estarei lá em breve." Nicole respondeu.
"Tudo bem, senhora."
A empregada respondeu e saiu. Em cerca de 20 minutos, Nicole terminou de se arrumar. Ela saiu do quarto, foi para o corredor e logo se juntou a Mad. Flora na mesa.
"Bom dia, mãe–" Ela disse, dando uma olhada em Mad.Flora nas bochechas antes de se sentar na cadeira ao lado dela.
"Bom dia, querida." Mad Flora respondeu com sorrisos dançando alegremente em seus lábios. "Como você está, querida?" Ela questionou.
"Estou bem, mãe." Nicole respondeu.
"Sua mãe me ligou esta manhã. Ela quer que você fique aqui por um tempo." Mad Flora continuou.
"Isso é tão ótimo." Nicole resmungou mentalmente para si mesma. "Exatamente o que eu queria." Ela sorriu, escondendo-o de Mad Flora. Olhando para trás, ela sorriu. "Tudo bem, mãe." Ela respondeu, mas essa não foi a única notícia que Mad. Flora queria contar a Nicole. Ela sentou-se em silêncio por um tempo, pensando em como dar a notícia a Nicole.
"Nicole," Ela finalmente falou. "Eu tenho algo para te dizer. Eu não sei como fazer isso, mas ainda preciso fazer isso."
Imediatamente, Nicole sabia do que se tratava, mas fingiu não ter ideia.
"Claro, mãe, pode falar." ela respondeu.
Mad. Flora contou a Nicole sobre a situação de Rosita, ignorante de sua consciência, e tentou fazê-la entender que as coisas não iriam funcionar entre Clifford e ela.
"Querida, sinto muito por tudo, mas espero que você entenda." Ela disse.
Nicole, sabendo que ainda não tinha terminado, sorriu instintivamente para si mesma. "Eu entendo perfeitamente." Ela murmurou para si mesma antes de sorrir para Mad Flora. "Tudo bem, mãe." Ela disse com um sorriso tranquilizador falso.
Elas ainda estavam em sua conversa quando uma voz interrompeu por trás.
"Bom dia, mãe." A voz ecoou, chamando sua atenção. Elas se viraram e era Clifford.
"Filho," Mad Flora disse quando seus lábios se curvaram em um sorriso. "Venha se juntar a nós." Ela acenou para ele.
Clifford assentiu, caminhando em direção a elas. Ele puxou uma cadeira quando se aproximou da mesa e se juntou a elas. Ele olhou severamente para Nicole e depois se virou para sua mãe.
"Mãe, eu vim te buscar como prometido." Ele disse.
Mad Flora estava prestes a responder quando Nicole interrompeu. "Mãe, você vai para algum lugar?" Ela perguntou.
"Sim, querida," Mad. Flora olhou para ela. "Eu vou visitar Rosita no hospital." Ela continuou. "Ouvi de Clifford que ela terá alta hoje."
"Ah, é mesmo?" Nicole murmurou, parecendo um pouco cética. "Posso ir junto?" Ela perguntou, lançando um olhar de conspiração para Clifford.
"Claro, querida, você pode." Mad. Flora respondeu.
Naquele momento, Mad Flora se desculpou para se trocar para que elas pudessem sair. Nicole se moveu de sua cadeira para onde Clifford estava sentado. Ela acariciou seus ombros e sussurrou em seus ouvidos,
"Se eu não posso te ter, então ninguém terá."
Clifford olhou para ela, atordoado. Naquele momento, Mad. Flora se juntou a elas.
"Podemos ir agora?" ela perguntou.
"Claro." Clifford murmurou enquanto limpava a garganta. Com tudo feito e dito, elas saíram da casa cambaleando para o quintal onde Clifford tinha seu carro estacionado. Elas se acomodaram e partiram para o hospital.
NO HOSPITAL
Eles chegaram ao hospital para encontrar o resto da família. Todos ficaram felizes que a mãe deles pudesse vir junto e Rosita não foi exceção.
"Mãe, você veio?" Ela disse.
"Sim, querida, eu vim." Ela respondeu curvando o rosto. "Sinto muito pelo que fiz com você. Por favor, me perdoe, querida." Ela se desculpou.
"Não, mãe," Rosita murmurou apressadamente. "Está tudo bem. Eu entendo como você se sentiu." Ela respondeu.
Mad. Flora a abraçou naquele instante e a parabenizou. Clifford se desculpou e foi para o escritório dos médicos para assinar os papéis de alta. Logo, elas estavam prontas para sair.
APARTAMENTO DE CLIFFORD
Poucas horas depois, o carro parou em frente ao apartamento de Clifford. Todos desceram, Lian e Clifford embalaram as coisas para dentro da casa. Todos ficaram felizes em ter Rosita de volta para casa. Todos conversaram e riram de coração. Foi naquele momento que Rosita sentiu sede, então saiu para a cozinha para pegar um pouco de água. Nicole viu sair e foi atrás dela sem que ninguém percebesse.