Capítulo 4
UM INIMIGO DENTRO
**Clifford** tava indo visitar a **Mãe** dele. Ele dirigia no carro, tentando falar com ela no telefone, mas não conseguia. Ele ligou para a linha principal da casa e um dos **trabalhadores** atendeu.
"Alô...? Sr. **Clifford**". A voz respondeu.
"A **Mãe** tá em casa?" **Clifford** perguntou apressado.
"Sim, senhor". A voz respondeu.
"Tô tentando ligar pra linha dela, mas não consigo falar. Ela tá bem?"
"Sim, ela está, senhor." A voz insinuou. "Acho que é porque ela não está a fim de falar com você."
"Ok", **Clifford** continuou. "Só avisa que tô indo ver ela."
"Ok, senhor." A voz respondeu.
E desligaram. Era uma hora de carro do hospital até a mansão dos **Hollands**. Logo, **Clifford** chegou na casa. Ele foi recebido com sorrisos dos **trabalhadores**.
"Olá, **Tia Anastasia**–" **Clifford** murmurou enquanto abraçava e beijava as bochechas da **Tia Anastasia** dele.
**Tia Anastasia** olhou para ele com ceticismo e um olhar preocupado. "Por que você está aqui a essa hora? Você deveria estar com a **Rosita**."
"Sim, eu sei, **Tia Anastasia**." Ele respondeu. "Eu só vim ver a **Mãe**. Onde eu posso encontrar ela?"
"Ok, querido", **Tia Anastasia** murmurou com um sorriso torto. "Ela está na sala de estar. Mas, por favor, não briguem de novo." Ela avisou.
**Clifford** instintivamente assentiu com um sorriso dançando alegremente em seus lábios. "Ok, **Tia Anastasia**. Não vamos. Eu entendo como a **Mãe** se sente."
"Tudo bem, querido, pode ir e vê-la." Ela respondeu, dando um tapinha no ombro dele.
**Tia Anastasia** era a babá dos meninos desde a infância. Ela trabalhava para a família há mais de 30 anos. Ela amava e se importava tanto com a família que odiava vê-los com dor.
"Claro, **Tia Anastasia**. Amo você." Ele respondeu e ambos foram para seus caminhos.
**Clifford** entrou na sala de estar para ver sua **Mãe**. Ele a encontrou mal-humorada e triste. **Mad. Flora** instintivamente se virou ao ver o filho. **Clifford** sorriu e foi em direção a sua **Mãe**. Ele sentou ao lado dela no sofá e a abraçou.
"**Mãe**– me desculpe pelo que eu fiz ontem." Ele disse. "Eu entendo como você se sente e sei que você quer ver seus filhos felizes e bem-sucedidos. Mas a **Rosita** é a minha felicidade, **Mãe**." Ele comentou, fazendo com que sua mãe se virasse para encará-lo.
"Eu sei, filho", ela respondeu. "Mas eu quero te ver com seus filhos. Eu quero envelhecer com todos os meus netos por perto." Ela continuou, seu rosto expressando sua preocupação.
"Eu sei, **Mãe**." **Clifford** respondeu.
Eles continuaram conversando por um tempo, com **Clifford** convencendo e tentando animar sua mãe.
Enquanto isso, a **Nicole** também estava em um dos quartos da mansão dos **Hollands**. Ela se sentiu desconfortável por um tempo e decidiu descer para tomar um pouco de ar fresco. Quando chegou à sala de estar, ouviu **Clifford** e sua **Mãe** conversando, então decidiu bisbilhotar. Ela se escondeu atrás da porta e ouviu a conversa deles.
"De qualquer forma, **Mãe**", ela ouviu **Clifford** dizer, "Eu vim aqui te dar boas notícias."
"Sério?" A voz de **Mad. Flora** ecoou com entusiasmo. "Vamos ouvir."
"**Mãe**–" **Clifford** continuou. "Eu vou ser pai. A **Rosita** tá grávida." Ele disse com uma risada.
"O quê! É verdade isso?" **Mad. Flora** quase exclamou de alegria e abraçou o filho. "Então, onde ela está agora?" Ela perguntou.
"No hospital." **Clifford** respondeu.
"O qu–O que aconteceu com ela?" Ela perguntou, um pouco chocada com o pânico.
**Clifford** relatou o incidente da noite passada para sua mãe e ela ficou chocada e se sentiu muito mal.
"Vamos para o hospital vê-la. Eu quero pedir desculpas pelas minhas ações de ontem."
"Não, **Mãe**", **Clifford** respondeu apressadamente. "Já é tarde e você precisa descansar. Vamos fazer o seguinte, vá descansar um pouco. Eu venho te buscar amanhã para vê-la. É um trato?"
"Ok, filho." **Mad. Flora** respondeu com um sorriso.
**Clifford** levou sua mãe para o quarto para que ela descansasse. **Nicole** ficou chocada e acordada com o que acabara de ouvir. A notícia não caiu bem para ela. Ela ficou parada ali em silêncio por um tempo e sorriu maldosamente. "Que este jogo comece", ela murmurou para si mesma.