Capítulo 49
ÓDIO FURIOSO
**Riley** saiu furiosa do hospital, cheia de ódio. Ela estava prestes a entrar num táxi quando **Lionel** a puxou de volta.
Ela indignada o mandou pastar enquanto se virava para ele.
"Por favor, me escute primeiro, **Riley**." ele murmurou.
"Te escutar? O que há para escutar, **Lionel**? Devo ficar aqui e escutar o fato de que sua mãe é **Nichole**? E que ela matou meu **pai** e você tentou protegê-la tirando as evidências que eu tinha? Ou você quer que eu escute o fato de que estive jantando com o diabo o tempo todo?" ela chorou, magoada.
"Não, **Riley**, eu te amo. Só me escute uma vez."
"Amar....? Hum, você mentiu para mim, **Lio**. Você era, na verdade, um espião para sua mãe má."
"**Riley**...." ele gritou, chocado.
"Eu confiei em você, **Lio**, mas você me magoou mais do que tudo."
"Sabe de uma coisa, **Lio**, eu não quero mais escutar nenhuma de suas mentiras." ela acrescentou e entrou no táxi.
**Lionel** olhou impotente.
"Me leve para a rua Fords." ela murmurou para o motorista.
"Ok, senhora." ele respondeu e partiu em disparada.
**Lionel** observou enquanto o carro contornava a esquina para a rua principal e suspirou, olhando para os próprios pés. Ele rapidamente enfiou a mão no bolso e puxou o telefone apressadamente. Ele olhou para a tela e procurou o número de **Kate**.
"Olá, **Kate**..., podemos nos encontrar?" ele proferiu tristemente quando **Kate** atendeu a chamada.
"O que houve, **Lionel**? Você parece meio estressado."
"Eu te conto quando a gente se encontrar."
"Ok....ok, me diga, onde você quer que a gente se encontre."
"Você pode vir ao RESTAURANTE GIGS?"
"Claro, estarei lá em pouco tempo."
"Ok, então, te vejo mais tarde." ele murmurou e desligou, parando um táxi e entrando.
"Para onde?" perguntou o motorista.
"RESTAURANTE GIGS, por favor..." ele respondeu.
"Ok.." respondeu o motorista e partiu em disparada.
NO HOSPITAL
"É isso que eu tentei evitar todos esses anos, **Lian**..." murmurou **Rosita** enquanto estava sentada na cama, preocupada.
"Está tudo bem, **Rosita**. Ela vai se recuperar em breve. Ela só precisa de um tempo, mas eu ainda farei o meu melhor para convencê-la a vir conosco."
"Eu duvido que ela ceda. Ela é teimosa como o **pai** dela. Eu odeio vê-la consumida pelo ódio."
"Eu sei, **Rosita**, nenhuma mãe quer ver a filha em perigo ou dor." proferiu **Lian** enquanto colocava a mão no ombro de **Rosita**.
"Deixe-me falar com ela e ver como vai."
"Ok..." ela concordou com a cabea.
"Bom, descanse um pouco agora. O **doutor** disse que você terá alta amanhã. Vamos esperar que tudo corra bem."
"Ok, muito obrigada, **Lian**. De qualquer forma, a **Kathie** e as crianças já foram?"
"Sim, **Rosie**, eles foram com a **mãe** e o resto hoje. Não queremos que a **Nichole** machuque mais ninguém até que ela seja presa. Nós vamos nos juntar a eles amanhã e é por isso que eu preciso falar com a **Riley**. Podemos encontrar outros meios de expô-la."
"Ok, **Lian**, por favor, tente convencê-la."
"Ok, vou partir agora."
"Claro..." ela sorriu com um aceno de cabeça. **Lian** a ajudou a se deitar e saiu da enfermaria.
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Já eram 15h quando **Riley** chegou em casa. Ela entrou em casa, direto para o quarto.
"Eu te odeio, **Lio**..." ela gritou enquanto derrubava os livros do estudo ao lado da porta no chão, espalhando-os por todos os lados.
Ela cambaleou enquanto se apoiava na porta, sentando-se lentamente no chão com lágrimas escorrendo pelas bochechas.
"O que eu faço, **pai**...? Por que você me deixou para lutar esta batalha sozinha? Vocês nunca me contaram o que estava acontecendo. O que vocês querem que eu faça agora?" ela murmurou em meio às lágrimas.
Nesse momento, ela ouviu o telefone tocar. Ela lentamente o alcançou enquanto enxugava as lágrimas dos olhos.
"Olá, **Riley**..." proferiu uma voz apressadamente no telefone assim que **Riley** atendeu a chamada.
"Olá, **Nancy**.." ela respondeu tristemente.
"Onde você está, **Riley**?"
"Estou em casa." ela murmurou, confusa.
"O que está acontecendo, **Nancy**? Você parece urgente."
"Eu acho que você tem que vir agora, **Riley**. Você realmente precisa ver isso." ela respondeu.
"O que é, **Nancy**?"
"Sem longas conversas, **Riley**, apenas venha aqui primeiro. Você precisa ver por si mesma."
"Ok...ok, eu estarei lá em breve." ela murmurou e desligou. Ela rapidamente se levantou do chão enquanto pegava sua bolsa e saiu furiosamente de casa.