Capítulo 35
~Uns anos depois~
Segurando o pingente de coração que tá na minha pele, eu olho pra minha imagem com um sorriso suave, uma garota usando um vestido rodado rosa clarinho com pérolas fazendo ondinhas na barra, com o cabelo castanho escuro caindo nos ombros.
Eu viro pra direita quando escuto a porta range e vejo ele entrando, com o smoking preto, camisa branca e gravata rosa.
"Não sabe que homens não podem entrar no vestiário feminino?" Eu zombo, levantando da banqueta de almofada, andando na direção dele e parando na frente dele.
"Mas eu posso, quando você está aqui," ele diz baixinho, me puxando pro peito dele. Eu olho pra cima, pra ele, com um sorriso, encostando o queixo no peito dele.
"Você tá deslumbrante," ele sussurra, abaixando a cabeça e chegando perto do meu rosto.
"Sr. Han, Jackie," Ele levanta as sobrancelhas, perguntando, me olhando fixamente. "É sempre meloso," Eu rio quando o sorriso dele aumenta.
"Ops, desculpa por atrapalhar."
Nós nos afastamos na hora e olhamos pra entrada da porta pra ver a Amy e o Jon entrando, a Amy e eu estávamos com o mesmo vestido e os irmãos também.
"Tia," Thomas, meu sobrinho, corre na minha direção e segura minha mão com as mãozinhas dele.
Eu olho pra ele com um sorriso enorme e pego ele no colo, levantando ele do chão. "Você parece uma fada," ele ri, me abraçando.
"E o seu tio?" Jackie pergunta, colocando a palma da mão no meu ombro esquerdo, ele se aproxima, a pele dele encostando no meu lóbulo da orelha, o que me dá arrepio.
"Não é tão bonito quanto eu," Thomas ri, colocando um beijo na minha bochecha, ele faz que está chorando quando Jackie pega ele de mim e faz cócegas nele, fazendo a risada dele encher a sala.
"Vou ver a noiva," indo correndo pra outra sala, eu paro na hora que vejo a Beca saindo, com o vestido de noiva branco, o cabelo preso num coque de rosa e a maquiagem impecável.
"Ana," ela sorri quando eu abraço ela e ela me abraça de volta enquanto rimos de felicidade.
Nós saímos, porque chegou a hora do casamento, eu sento na cadeira da primeira fila, do lado do Jackie, olhando pro palco, onde o Bray tá esperando a esposa dele. Um sorriso aparece nos meus lábios quando o Thomas corre pra mim e senta no meu colo.
Ele é muito fofo.
Nossos olhos colados na cena na nossa frente, o rosto de todo mundo tá estampado com um sorriso por causa da felicidade, nós aplaudimos quando o noivo e a noiva se beijam.
Meus olhos se arregalam quando a luz do holofote acende em mim depois do discurso do casal recém-casado, o Thomas acorda e corre pra mãe dele enquanto eu fico olhando pra ele quando ele levanta e estica a mão, pedindo pra eu segurar, segurando a mão dele, eu levanto, todos os olhos direcionados pra gente, eu olho em volta curiosa, vendo todo mundo sorrindo pra gente, minhas ações param quando eu encontro os olhos da pessoa na minha frente.
"Ana," ele chama baixinho quando se ajoelha.
Tirando algo do bolso, ele estica o braço na minha frente, colocando a caixinha de anel na minha visão, me pegando de surpresa. Eu coloco a palma da mão na boca quando um suspiro sai dos meus lábios suavemente, sem eu perceber, olhando pro anel de diamante brilhando na caixinha preta.
"Casa comigo?" ele pergunta em voz alta, pra garantir que todos ouvissem, o som dos aplausos e gritos fez minhas bochechas esquentarem de timidez.
Eu mordo o lábio inferior, olhando pra ele, tentando manter a mente estável, nós passamos por tanta coisa, nossos caminhos se separaram por cinco anos e o destino nos juntou de novo. Meus olhos começam a ficar marejados quando a memória da nossa lembrança vem na minha mente, me fazendo sorrir e chorar também.
O destino com certeza teve um papel lindo na minha vida.
"Você quer?" ele pergunta alto, o sorriso nunca saindo do rosto dele e os olhos que guardam tanta emoção.
"Sim," eu respondo, mas saiu como um sussurro, porque minha garganta secou. "Sim... sim," eu balanço a cabeça e respondo em voz alta, com um sorriso enorme no meu rosto.
Esticando o braço, eu deixo ele segurar minha mão, ele pega minha mão suavemente com a dele, grande e áspera, e coloca o anel no meu dedo, de pé, nós olhamos nos olhos um do outro profundamente.
"Você é sempre minha," ele sussurra, colocando a mão direita atrás do meu pescoço, ele beija minha testa.
"Sempre seu," eu murmuro suavemente, enquanto ele me puxa pra um abraço que é meu lar.
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Você me dá sentimentos que eu não consigo colocar em palavras.
Só você pode me dar essa sensação.
Eu sou e sempre serei sua.
Eu te vi no seu pior e eu nem sequer pensei em te deixar.
Eu quero passar o resto da minha vida te irritando.
Você é e sempre será meu.
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