Capítulo 164 Que vergonha!
Durante a conversa dos dois, o velho na cadeira, que tava super concentrado na leitura, ficou meio surpreso, aí pensou um pouco, pareceu que entendeu umas paradas, e continuou focado no livro dele.
"Não dava pra imaginar que esse cara, que parece mó gente boa, ia ser tão forte. Eu só não entendo o parada da Coruja. Acadêmicos, tipo, não tem força, né? E tipo, a faculdade até obriga os alunos a treinar até chegar na fase do condensamento do yuan, mas eles não ficam treinando dia e noite igual os lutadores, os assassinos, ou os caras do departamento de luta, incluindo os sacrifícios. Como eles conseguem fazer isso? Com a profissão de acadêmico, eles vencem os fortes que já entraram na fase lendária, e matam uns caras que só perdem pros mestres anjos e mestres demônios, se acreditar nos boatos."
O Gusrabo não conseguiu disfarçar a surpresa. Pelo que ele sabia, os acadêmicos não podiam se defender sozinhos, tipo, não tinha diferença nenhuma entre eles e as pessoas normais.
A Coruja falou: "Essa dúvida não era só sua, não, era a de todo mundo. Até os caras mais lendários tinham essa dúvida, mas sorte que, quando eu tava vivo, eu ouvi uma fofoca. Sei lá se é verdade, mas pelo menos tem chance de ser."
"Apesar do Percilatu e os alunos dele serem acadêmicos, diferente das outras profissões, que precisam ficar se exercitando direto, eles se preparam e cultivam a mente de um jeito que ninguém entende!"
"Cultivo espiritual!"
"Já ouvi falar de cultivo espiritual, mas tipo, a parada espiritual não é pra ajudar a gente a lutar com os inimigos?"
"Nunca mais fala essa ideia pra ninguém, porque é mó burrice. A força espiritual também é tipo uma força nossa, igual um mar de ar, saca? E pra gente fazer o mar de ar crescer, e a força espiritual crescer, a gente precisa se basear nas habilidades físicas. As habilidades físicas são o que fazem o mar de gás prosperar, a mesma coisa serve pra força espiritual. A galera no continente sempre acha que cultivo espiritual é fácil, sem entender direito. O que o Percilatu e os alunos dele provaram é o poder espiritual, que a galera sempre menosprezou. O cultivo da força espiritual, apesar de ser fraco, a força espiritual deles é forte demais, até os caras que tão acima dos fortes lendários podem não conseguir bater de frente, e dizem até que a força espiritual do Percilatu chegou no nível de Deus! Tipo, o nível de demônio divino!"
"No futuro, uns caras que manjam das paradas dividiram a força espiritual em níveis. O primeiro nível de força espiritual é chamado de força espiritual de nona ordem, a força espiritual de décima ordem é chamada de mestre espiritual, a décima primeira ordem é a ordem sagrada espiritual, e a décima segunda é a ordem divina!"
"Então o Monsieur Percilatu é um espírito de décima segunda ordem?"
"Sim... não... alguém tá bisbilhotando a gente!"
Instintivamente, a Coruja gritou, e o Gusrabo tomou um susto, pareceu que tinha levado um choque. Ele já foi logo pegando a adaga que tava no peito, mas não tinha ninguém por perto, só um velho lendo um livro.
"Será que... ele tá ouvindo a gente?"
O Gusrabo ficou encarando o velho. Mesmo lendo, o velho não tava pensando em nada. Em vez disso, ele fechou o livro devagar e pediu desculpas: "Crianças, eu tava ouvindo a conversa de vocês, espero que não se importem."
Ah, então era isso!
"Você!"
O Gusrabo tava mó puto, mas não sabia o que fazer pra resolver esse problema de raiva, porque esse velho era o professor do Pasilatu, tipo, o velho reitor da faculdade, então, por mais que ele estivesse puto, por mais que ele tirasse tudo o que tinha dentro de si, ele só ia acabar no chão, e não ia conseguir lutar com o velho!
Então a raiva só podia ficar no coração dele.
A voz fria perguntou: "Não sei por que o senhor me chamou aqui."
O velho fechou os olhos e disse, de leve: "Você não comeu ainda. Não custa a gente conversar depois do almoço."
O Li ficou tipo, "ué?". Aí colocou a adaga de volta no peito. Nesse momento, o Percilatu voltou com duas garrafas de um líquido dourado na mão.
"Aqui está seu vinho, filho."
O Gusrabo pegou o vinho com cuidado, não tava pensando em comer nada, mas não tinha o que fazer com o velho reitor e o Persie Ratu por perto. Deixa pra lá, vou comer primeiro, e depois a gente resolve o problema quando eu tiver de bucho cheio!
Quando ele abriu a garrafa, o Gusrabo derramou Lingyunxiang direto. Quando o velho na cadeira viu o Gusrabo bebendo assim, ele começou a respirar fundo e logo falou: "Como você pode beber assim? É Lingyunxiang! É Lingyunxiang! É coisa boa! Aprecie o sabor delicioso dele! Não beba tão impulsivamente!"
Vendo a expressão nervosa do velho, o Gusrabo virou a cabeça e continuou bebendo. O velho falou que tava tudo bem, mas o Gusrabo bebeu com mais vontade ainda. Não, em um minuto, uma garrafa de Lingyunxiang foi pro saco.
Colocando a garrafa no chão, o Gusrabo soltou um "Ahhh!"
"Que delícia!"
Ignorando o velho e o Percilatu que estavam ali, ele começou a comer pão e carne. Comeu rápido, tipo, sem respirar, mas tava ligado na comida.
Depois de um tempo, ele
Jogou o resto da garrafa de Lingyunxiang na boca, sentindo o doce do Lingyunxiang e molhando o corpo, ele sentiu que a mente dele tava ficando melhor e melhor, e o corpo dele tava ficando mais forte e mais forte.
Depois de limpar a boca, o Gusrabo falou: "Tô cheio!"
A voz foi tão alta que quase encheu o andar inteiro. O Pesilatu, que tava lendo em silêncio, também se assustou. "O que aconteceu com a criança?" Ele era tão educado agora, por que tá sendo tão mal-educado agora? De repente, ele franziu a testa e quis avisá-lo, mas não esperava que o Gusrabo se levantasse, batesse no peito, apontasse pro velho lendo um livro e xingasse: "Velho, você tava ouvindo tudo, né? Agora quer falar na lata, o máximo que pode acontecer é eu morrer!"
O Gusrabo olhou com raiva pro velho lendo um livro, tipo, ele realmente tava pensando em morrer, mas secretamente ele ficava pensando que, se o velho ousasse começar a briga, mesmo que ele pagasse o preço, ele ia fazer um acordo com o Mamon e sair dali, acreditando que o Mamon não ia conseguir parar o velho, com a força que ele tinha.
O Bersilatu ficou paralisado, atrás do Gusrabo. Ele achou que tinha ouvido errado. Ele também queria avisar o adolescente, mas não esperava que o adolescente fosse xingar e reclamar do professor dele!
Os olhos do Percilatu foram rápido pro professor, mas na cadeira, o velho não se mexeu, levantou o dedinho, coçou o nariz umas duas ou três vezes, e aí coçou o ouvido com o dedinho que tava no nariz.
"Crianças, como vocês podem xingar os mais velhos? Vocês têm que respeitar os mais velhos. Seus pais não ensinaram a vocês a tratar os mais velhos como seus avós?"
O Pasilatu xingou o Gusrabo, e ao mesmo tempo, ele arregalou os olhos e disse: "Professor, quantas vezes eu já falei! Como reitor, você é uma pessoa importante. Não coce o nariz e as orelhas quando não tiver nada pra fazer. Você precisa manter uma boa imagem para seus alunos! E você realmente ouviu a conversa dessa criança. Você é imoral e invade a privacidade. Você precisa se desculpar. Não se desculpe logo!"
Essa cena é meio estranha. Era o Gusrabo e o velho que deviam estar putos. Mas quem ficou puto foi o Pasilatu, e foram duas pessoas que se juntaram pra dar uma lição de moral!
O velho e o Gusrabo e a Coruja que tava com o Gusrabo ficaram de boca aberta.
O velho sentado na cadeira se levantou rápido, o rosto dele se contorceu umas vezes, e disse, com um pedido de desculpas: "Crianças, foi minha culpa ter ouvido a conversa de vocês agora, e por favor, me perdoem!"
O Gusrabo ficou paralisado de novo.
Ah, beleza. Os seus alunos tão mandando os professores pedirem desculpas pros outros! Ah, não! Que parada é essa? O Gusrabo sentiu vontade de vomitar sangue e morrer, e pareceu que ele veio parar num lugar onde a visão de mundo dele foi distorcida.
A Coruja disse, de forma digna: "Você também precisa se desculpar! Rápido! É preciso saber como respeitar os mais velhos! Igualzinho tratar os avós!"
O Gusrabo ficou sem palavras e gritou: "Nossos avós já morreram faz tempo, ué? No máximo, tem avós que nunca se conheceram!"
"Para de enrolar!"
O Gusrabo ficou em pé e se curvou pro velho pra pedir desculpas.
"Senhor, por favor, me perdoe por ter sido imprudente agora. Eu tenho a boca solta e não deveria xingar o senhor, que é um velho."
Nesse momento, vendo os dois pedindo desculpas em voz alta, o rosto do Persilatu se acalmou e ele assentiu, satisfeito.
"É isso aí. Educação é a primeira coisa pra ser gente. Como você pode ser gente sem educação? Você não acha?"
O rosto do Gusrabo e do velho se contorceu o tempo todo, se sentindo humilhados demais! É isso aí! Muito humilhante!