Capítulo VIII Nicholson
No Salão Militar do "P", de pé no lado norte da capital de Esparta, esse lugar foi construído com uma grana. Tem sete andares. O primeiro é pra interrogação, e do segundo ao sétimo ficam os presos, cada um com um crime diferente. Quanto pior o crime, mais alto o andar da prisão. Quando chegam no nível mais alto, são criminosos que mexem com a vida e a morte do país. Quando os olhos do Terceiro Jovem Mestre pousaram no sétimo andar, ele não aguentou e fez uma careta.
A voz suspirou: “Eu pensei que, quando eu viesse aqui, tudo começaria aqui.”
O Terceiro Jovem Mestre balançou a cabeça, mandando os pensamentos pra longe, e falou pro nada, tipo, “E aí, e aí. Tem certeza que quer vir? Você não vai me controlar, e eu não vou sumir, né?”
Mesmo com a pergunta toda cuidadosa, o Terceiro Jovem Mestre tava mega preocupado, porque depois de 30 anos, ele ia ter que controlar o próprio corpo e deixar ele, tipo, dar o controle do corpo pra ele. Como o Terceiro Jovem Mestre ia ser descuidado com esse pedido? Era um problema que podia ferrar com a vida dele!
A voz do cara tava meio brava.
“Eu sei das suas neuras, mas não precisa me chamar de oi. Não precisa me chamar pelo nome. Pode escolher outro nome.”
O Terceiro Jovem Mestre ficou tipo, “Hã?”, e perguntou, tipo, com calma.
“Qual nome?”
Na real, era mó furada ter que chamar o Terceiro Jovem Mestre. Era tipo, ter que chamar o Gusrabo Li na frente do nada, aí perguntar pra lá e pra cá, e no final, concordar? Talvez balançar a cabeça? Não era tipo coisa de maluco?
“Pode me chamar de A Coruja.”
“A Coruja?”
“Não parece um bom nome.” O Terceiro Jovem Mestre fez bico, e A Coruja falou friamente, “Agora não é hora de você discutir se o nome é bom ou não. Quer mudar? Se não mudar, pode ir fazendo as paradas sozinho. Se quiser mudar, tem que ser logo!”
O Terceiro Jovem Mestre pensou um pouco e perguntou com cuidado: “Tem certeza que eu não vou sumir depois que você controlar meu corpo?”
Quando A Coruja ouviu ele tão preocupado, ficou feliz e, ao mesmo tempo, sem saber o que fazer, e só conseguiu explicar, tipo, de boa.
“Todo mundo tem uma consciência. A consciência é a chave pra controlar o corpo. É tipo uma fechadura que só abre com uma chave. Você é a consciência principal desse corpo. É você quem manda no corpo.”
O Terceiro Jovem Mestre achou que fazia sentido, mas ainda não tava entendendo tudo.
“Mesmo que meu corpo só possa ser controlado por mim, como você consegue me controlar?”
A Coruja respondeu de leve:
“Porque eu sou você do futuro, mesmo que eu não seja o dono desse corpo, a frequência da consciência entre a gente é muito parecida, o que significa que eu consigo controlar seu corpo por um tempinho, mas não por muito tempo. Depois de um tempo, seu corpo vai me rejeitar sozinho.”
O Terceiro Jovem Mestre balançou a cabeça.
“Então, muda.”
De repente, o Terceiro Jovem Mestre perdeu o controle do corpo e caiu num mundo de nada, mas o que ele viu foram as paradas lá fora, tipo sentar num carro e ficar olhando a paisagem, enquanto A Coruja, que tava controlando o corpo dele, fechou os olhos e sentiu aquela brisa gostosa, aproveitando a umidade da brisa da manhã.
Eu levantei a mão direita, que tava quase pele e osso, e encostei no meu rosto. Aí, a expressão foi suavizando e eu perguntei pra mim mesmo: “Quanto tempo já se passou? Um ano, dez anos? Ou trinta anos? Ainda sinto a leveza do corpo humano em todos esses anos.”
“Por que você tá... chorando?”
A voz do Terceiro Jovem Mestre soou na minha mente. A Coruja se tremia inteiro, limpando as lágrimas com a mão direita. Com uma cara tranquila, trinta pessoas foram pro prédio do salão militar com o Terceiro Jovem Mestre. Depois de ficar nesse prédio por um tempinho, uma mulher de meia-idade com uma roupa branca veio do andar, segurando um cetro de um metro na mão direita. O cetro era preto como tinta, e ninguém sabia de que material tinha sido feito, mas os olhos de A Coruja ficaram afiados.
A mulher de meia-idade viu o Terceiro Jovem Mestre pela primeira vez, e o corpo dela inteiro brilhou, e os olhos dela, bravos e meio que putos, pareciam que iam engolir o Terceiro Jovem Mestre.
Os três Jovens Mestres dentro do corpo também viram essa mulher de branco, e ficaram nervosos e preocupados, perguntando pra A Coruja.
“Você conhece essa pessoa?”
A Coruja balançou a cabeça.
“A esposa de Tarde, uma sacerdotisa de nível cinco do reino de Nadian.”