Capítulo 165 Você está indo embora?
Depois desse pedido de desculpas, Gusrabo começou a encarar o velho na frente dele, todo tremendo. O velho tava sentado na poltrona, enquanto Percilatu, tipo um servo, foi andando pro lado esquerdo do velho, ficando do lado dele pra ver tudo junto com o Gusrabo.
O velho, com os olhos apertados, perguntou: "Te chamei aqui porque tô com umas dúvidas na cabeça. Mas agora, né, mudei. Tô bem interessado naquele cara que você tem dentro de você, o tal de Coruja. Será que você pode deixá-lo sair?"
Sem nem uma ruguinha na cara do Pasilatu.
"Isso..."
"Relaxa, confio que não vão machucar a gente, pode ficar sussa." A Coruja consolou o Gusrabo, e aí, em vez de controlar o corpo do Li, apareceu no salão, tipo, na forma de alma.
"A forma da essência da alma, quem é o professor dele?"
Perguntou Persilatu, surpreso. Ele ficou chocado porque não achou outro cara dentro da criança. Já tinha rolado umas especulações, mas ainda não tinha a própria opinião, mas descobriram os professores deles, ainda mais na forma de essência da alma, tipo, geralmente, quando uma pessoa morre, a alma vai pra um lugar distante, tipo, o país da morte, e não deveria ficar nesse mundo.
Gusrabo perguntou: "Você consegue ver a Coruja?" O velho e Percilatu balançaram a cabeça, tipo, ao mesmo tempo.
"Porque o poder espiritual deles chegou na décima ordem, tudo que não existe pode ser penetrado por eles. E ainda, o poder espiritual do velho aqui deveria ser um santo da décima primeira ordem, senão ele não teria ouvido nossa conversa agora a pouco, e claro que ele não poderia culpar o velho aqui." A Coruja falou numa boa.
O velho tossiu de leve e falou pra Coruja: "Você sabe que fez uma coisa que não devia ter feito?"
A Coruja abriu um sorriso amargo.
"O velho quer dizer que eu mudei a história. No rio do destino, a existência do Gusrabo foi desviada?"
O velho suspirou.
"Parece que você já sabe."
"E é mais que isso. Mesmo que a história que você mudou seja de uma pessoa, já pensou nas consequências? Um processo histórico normal não permite mudanças. Tudo tem que seguir as leis da natureza. Uma flor pode ser colhida por sua causa, levando à destruição de um continente!"
O velho mandou um broncão.
Gusrabo olhou pra Coruja e falou rápido: "A Coruja só quer..."
"Gusrabo, não precisa dizer nada, não tem nada de errado com o que o velho falou. Eu não entendi quando cheguei, mas aos poucos fui entendendo que ficar nesse tempo e espaço e mudar tanta coisa. Até a força daqueles caras não consegue resistir ao poder do rio do destino, e minha existência não pode durar."
"Que que você tá dizendo! Que não pode durar! Que diabos você tá querendo dizer, Coruja!"
Gusrabo tava pilhado.
Mas a Coruja parecia aliviada e olhou pro velho com alívio: "Velho, eu sei que você quer entender umas coisas. Vou falar tudo o que eu sei depois, mas tenho um pedido. Espero que você aceite ele como aluno por causa da raça humana e porque o Gusrabo é só uma criança! Ajude ele! Ajude ele o máximo que puder! Não quero que ele seja como eu, não quero que ele siga os meus passos, espero que ele possa viver como todo mundo!"
"Coruja! Por que eu deveria ser aluno dele! Podemos ignorar essas coisas, vamos encarar a má sorte sozinhos, não precisamos da ajuda de ninguém! Combinamos no começo, você devia me ajudar! Devíamos ser temidos até pelo diabo! Por que você tá dizendo essas coisas agora! Por quê!"
Gusrabo gritou com raiva. Ele ia gritar porque não sabia como aquilo tinha acontecido. A cabeça dele tava a mil. Ele sabia que ia acontecer algo ruim depois.
A Coruja virou e olhou pro Gusrabo, forçando um sorriso.
"Porque a hora tá quase chegando, consigo sentir que a ameaça de longe tá chegando. Quando eu saí, ela me achou. Não posso ficar nesse tempo e espaço, nem o poder do Mamon pode ser violado. Mamon e eu estamos errados, e até o supremo Satanás não esperava esse resultado."
"Você... você disse que ia embora... que ia embora!"
Gusrabo tava tremendo. Como ele ia deixar a Coruja ir embora? Como esse cara ia embora sem responsabilidade? Quanto tempo demorou, meses ou meio ano? Esse cara tá indo embora?
Ele não me disse pra me ver crescer passo a passo e ficar mais forte passo a passo?
"Todo mundo tá errado. No momento em que seu destino muda, quando sua força consegue influenciar as mudanças futuras no mundo, minha existência não pode existir nesse mundo."
"Força? Minha força é só yuan, como pode afetar as mudanças no mundo no futuro? Coruja, eu te imploro, não faça piada, tá? Volta pro meu corpo, não gosto de te ouvir falar isso!"
"É... é porque eu enfrentei o Lúcifer?"
Gusrabo pensou de repente nessa possibilidade e o coração dele apertou.
A Coruja forçou um sorriso amargo: "Sim, mesmo que sua força seja só condensada yuan, mas sua força influenciou um cara que vai mudar a bagunça no continente no futuro. Você nunca vai morrer com ele no futuro, em vez de ser simplesmente morto por ele, por isso, você é o alvo, e eu preciso ir embora daqui. Você não vai encontrar o Lúcifer naquele tempo e lugar no rio do destino, mas vai encontrar ele antes e até derrotá-lo. Por isso, tudo mudou, e se você mudar, não pode começar de novo. Então alguém vai pagar pela mudança nesse destino, e você deveria sentir isso, velho."
Os olhos da Coruja caíram no velho, que balançou a cabeça.
A Coruja falou com a voz embargada: "Mas minha sorte é muito boa, consigo te ver aqui, de boa, posso ficar tranquilo, pra fazer outra coisa."
"Coruja... Coruja..."
"Essa criança precisa de um tempinho." Falando isso, os olhos da Coruja se concentraram, e uma força espiritual entrou na mente do Gusrabo. Em um instante, Gusrabo perdeu a consciência e caiu no chão, quieto.
"Bem, essa é a última coisa que posso fazer por você. Espero que você possa usar isso bem."
"Velho, antes da gente conversar, queria saber se você aceita ele como aluno e me promete esse pedido?"
Sem esperar o velho responder, Pasilatu sorriu e disse: "Pra falar a verdade, se o professor não quiser aceitar ele como aluno, o que você acha de eu aceitar ele como aluno?"
"Pequena figura, que que você tá falando! Quando que eu disse que não ia aceitar, tá roubando alunos na minha frente! Tá cansada de viver!"
Pasilatu mostrou a língua.
Ouvindo essa frase, a Coruja finalmente pode encarar a próxima conversa.
"Ainda não sei o nome do velho. Vou me apresentar primeiro. Meu nome é Gusrabo Li, que é o eu da criança depois de 30 anos. Eu vim pelo tempo e espaço."
O rosto do velho ficou um pouco sério, e aí ele falou: "Velho, meu nome é relativamente simples, Xuanke."
Xuan Ke?
Mesmo que a Coruja tenha passado por muita coisa na vida passada, nunca ouviu falar desse nome, mas quando fala em Xuanzi, não pode deixar de pensar na família real do Império Xuanzhong e na Família Xuanshi!
"Sr. Xuanke, agora podemos começar a conversa. O tempo tá acabando. Acredito que você também consegue sentir isso. Vou te ajudar a responder qualquer dúvida que você tiver."
Xuan Ke balançou a cabeça.
"Primeira pergunta, quero saber os nomes dos sete demônios Allah e do Satanás que você acabou de falar."
"Segunda pergunta, quero saber quais características os verdadeiros dispositivos malignos que você tem. Isso ainda é um mistério. Mesmo tendo um livro do antigo porta-voz da ganância, não descreve isso claramente."
"A terceira pergunta é sobre essa criança. Você deveria conhecê-lo muito bem. Preciso que você me conte tudo sobre ele, senão não aceitarei ele como aluno, mesmo que seja o Persilatu."
Quando chega na terceira pergunta, Xuanke olha para o Persilatu com maldade.