Capítulo 19
“E aí, Avó,” eu cumprimento, escorregando pro banco de trás.
Bailey vem logo atrás de mim, e Aurélia depois dela.
“Oi, meninas! Como foi a festa do pijama?” Ela responde animada.
“Foi… agitada, com certeza,” Bailey responde, dando uma espiadinha entre Aurélia e eu, me fazendo corar.
“Que demais!” minha avó responde de volta.
Daí em diante, a conversa morreu e ficamos todas num silêncio confortável, Kingsbury e eu olhando pelas janelas laterais, enquanto Bailey olhava pela janela da frente.
Eu tô no meio de admirar a paisagem linda quando Bailey fala de repente.
“Com licença, Srta. Bailey, você se importaria de me contar como os pais da Hanna se conheceram?” Ela pergunta com um tom de voz estranhamente simpático.
Eu me viro pra ela com uma expressão confusa, assim que noto o olhar malicioso nos olhos dela.
“Uau, hum…,” minha avó gagueja, tentando se lembrar da memória.
“A mãe da Hanna nunca esteve muito presente na vida dela. Um dia, ela deixou Charlotte na casa da Aspen no meio da noite,” ela explica.
“Daí em diante, eu diria que elas sempre tiveram uma ligação forte, já que confiavam uma na outra,” ela termina, virando na minha rua.
“Você sabe quando elas se apaixonaram pela primeira vez?” Bailey questiona curiosa, me fazendo tossir de forma estranha.
“Por que você quer saber tanta informação sobre o histórico de relacionamento dos meus pais?” Eu pergunto pra Bailey em voz baixa, pra que minha avó não nos ouça.
“Eu estava me perguntando se algumas coisas eram de família,” Bailey responde, dando de ombros, me fazendo revirar os olhos pra minha melhor amiga idiota.
“Você esqueceu que eu sou adotada, o que significa que temos DNA diferente?” Eu digo.
“Primeiro, você podia ter dito só DNA, e segundo, como você explica o gene lésbico aparente na sua família?” Ela lista.
“Não existe ‘gene lésbico’ na minha família,” eu afirmo, revirando os olhos.
“Só espera a Isabella e a Haley crescerem,” ela diz com uma expressão confiante.
É, tá bom.
Seja o que ela quiser acreditar.
“Hanna, sua mãe mandou te dizer que deixou uma lista de tarefas pra você e pra Aurélia fazerem enquanto elas estiverem fora,” minha avó me informa, parando na minha garagem.
“Desculpa, o quê?” Eu pergunto com uma expressão de pasma.
“Eu esqueci de te contar, sua mãe me ligou e disse que eu tenho que dormir na sua casa hoje à noite,” ela explica.
“O quê? Por quê?!” Eu exclamo.
“Elas têm uma missão… quero dizer, elas queriam passar um tempo juntas e colocar o papo em dia,” ela responde com um sorriso.
Eu olho pra ela com raiva antes de sair rapidamente do carro e ir em direção à porta da frente, Aurélia logo atrás de mim. Eu tô no meio de destrancar a porta quando sinto uma presença atrás de mim.
Assim que a porta é destrancada, eu a abro só pra ser imediatamente atacada pelas minhas irmãs mais novas.
Que porra é essa?!
Por que elas estavam aqui sozinhas?!
Elas podiam ter se machucado.
Ou pior, botar fogo na casa!
“E aí, faz tempo que vocês estão aqui?” Eu pergunto pra elas em pânico, enquanto me abaixo pra ficar na altura dos olhos delas.
“Não faz muito tempo, por quê?” Isabella pergunta com uma expressão confusa.
“Sem motivo, vão assistir televisão na sala e eu vou fazer o almoço pras duas,” eu digo pra elas, enquanto me levanto.
Isabella balança a cabeça antes de pegar a Haley e arrastá-la pra sala.
Eu suspiro com frustração enquanto uso uma das mãos pra pentear meu cabelo loiro pra trás.
“Aqui, eu levo suas malas,” Aurélia oferece com um pequeno sorriso, enquanto fecha a porta atrás de nós.
“Valeu, é a primeira porta à esquerda,” eu respondo, enquanto ela pega minha mochila e vai embora.
Acho que eu deveria começar a fazer o almoço da Isabella e da Haley agora.
Com fazer, eu quero dizer, pedir uma pizza.
–
“Pedido para Hanna Wilder, eu tenho uma pizza grande meio pepperoni, meio queijo,” a Entregadora diz, seus olhos azuis encontrando os meus castanhos.
“Sou eu,” eu respondo com um sorriso radiante, já que eu tô morrendo de fome.
A Entregadora me entrega a caixa de pizza antes de piscar e sair da minha porta.
Isso foi aleatório.
“Comida chegou!” Eu grito, enquanto fecho a porta e vou pra cozinha.
“Graças a Deus, eu tô morrendo de fome,” Aurélia resmunga, entrando na cozinha.
“Primeiro, para de falar palavrão na frente das minhas irmãs mais novas,” eu repreendo, com um olhar fixo, e bato na mão dela, afastando-a da caixa de pizza.
“Segundo, as mais novas comem primeiro,” eu invento na hora, enquanto Isabella e Haley entram na cozinha com uma expressão apavorada.
Ai meu Deus.
O que a Aurélia fez agora?!
“E aí, por que vocês duas estão parecendo que viram um fantasma?” Eu pergunto pras duas criaturinhas, enquanto entrego pra elas um prato com algumas fatias de pizza.
“Animal Planet,” foi tudo o que elas disseram antes de entrarem na sala zumbificadas.
Eu franzo a testa por alguns segundos.
O que elas querem dizer com Animal Pla… ah?!
“Você fez elas assistirem Animal Planet?!” Eu grito pra uma Aurélia sorrindo, que tá terminando uma fatia de pizza.
Droga.
Isso foi rápido.
Eu me pergunto o que mais a boca dela consegue fazer?
Espera, o quê?!
Não, não quero!
“Elas queriam assistir,” ela responde, dando de ombros, me fazendo resmungar de irritação e puxar meu cabelo.
“Você devia ter dito não!” Eu grito de volta.
“Nossa, você é tão irresponsável,” eu divago frustrada.
Ela me dá uma expressão confusa enquanto coloca sua fatia de pizza no prato.
“Só porque você se irrita com tudo o que eu faço não me torna irresponsável,” Aurélia retruca calmamente.
“Eu não me irrito com tudo o que você faz,” eu digo, cruzando os braços.
“Você quase me matou quando eu disse que ia dormir aqui essa noite,” Aurélia simplesmente diz.
“É, porque você me distrai,” eu retruco com raiva.
A minha afirmação a faz sorrir, enquanto ela começa a ir na minha direção lentamente.
“Eu te distraio?” Ela provoca, me fazendo mexer inquieta contra o balcão.
“Para de brincar comigo, Kingsbury,” eu olho pra ela, pegando uma fatia de pizza e começando a me afastar dela.
“Eu nem comecei a brincar com você, posso se você quiser?” Ela provoca roucamente, me fazendo corar.
“Cala a boca,” eu murmuro, entrando no quarto e me jogando no extremo do sofá.
“E aí, sem apelido?” Aurélia provoca, me fazendo revirar os olhos pra ela.
Se eu não falar, talvez ela também não fale.
Ela não pode ser tão chata assim, pode?
–
“Hanna?” Aurélia chora pela quinta vez, fazendo meu cérebro latejar contra meu crânio.
“Amor, eu tô grávida,” ela diz com um tom sério, me fazendo sentar de repente e olhar pra ela com os olhos arregalados.
“O quê?!” Eu exclamo, com o choque evidente no meu rosto.
Ela sorri pra mim, me fazendo corar, enquanto eu resmungo frustrada.
“Isso não tem graça, Kingsbury,” eu digo, enquanto vou até a geladeira minúscula e me abaixo pra pegar uma garrafa d'água.
Enquanto faço isso, sinto um par de olhos queimando nas minhas costas, me fazendo levantar e me virar só pra notar que Aurélia está olhando descaradamente pras minhas costas.
“Pervertida,” eu murmuro, enquanto volto pro extremo oposto do sofá.
“Vamos jogar um jogo,” ela diz de repente, enquanto eu me jogo no extremo oposto do sofá.
“Que jogo?” Eu pergunto, já que não tenho nada melhor pra fazer.
Eu pego um cobertor de trás do sofá e o enrolo frouxamente em volta de mim.
Eu podia muito bem entretê-la.
“Adivinhe a música,” ela responde, me fazendo franzir a testa pra ela.
“Explica,” eu digo.
“Uma pessoa canta algumas letras de música, enquanto a outra tenta adivinhar o nome da música e o artista que a canta,” ela explica.
“Ok, mas eu vou ganhar,” eu digo, enquanto começo a prender meu cabelo loiro ondulado num rabo de cavalo alto.
“Você é fofa,” ela provoca, me fazendo revirar os olhos.
“Eu sou boa em adivinhar músicas,” eu dou de ombros, fazendo ela sorrir maliciosamente.
“Então, que tal tornar isso um pouco mais interessante?” Ela questiona, se aproximando um pouco de mim.
“Pode falar,” eu incentivo, com um sorriso parecido.
“A perdedora tem que dar uma dança sensual pra vencedora,” ela exige, sabendo.
O que ela sabe?
“Fechado, pode ter estudado suas técnicas porque você vai estar toda em cima de mim em uma hora,” eu digo confiantemente.
“Mesmo que não estivéssemos jogando, eu estaria toda em cima de você,” Aurélia responde, revirando os olhos, me fazendo corar.
“Você começa,” eu gaguejo, já que tô sentindo um formigamento no momento.
Eu nem imaginava o quão intenso esse jogo ia ser.
–
“Like a moth drawn to a flame, you lured me in I couldn’t sense the pain–,” Aurélia canta, só pra eu cortá-la.
“Stitches, Shawn Mendes!” Eu grito, fazendo ela rir da minha atitude super animada.\ Já faz uma hora e até agora nós jogamos cinco rodadas de três, e eu tô na frente.
Eu tenho quatorze pontos, enquanto Aurélia tem treze pontos.
“Você é fofa quando tá animada,” ela comenta, me fazendo franzir a testa.
“Eu não conheço essa música… Ah,” eu começo a dizer, só pra meu cérebro entrar em ação e me ajudar.
“Para de tentar me bajular só porque você tá perdendo,” eu faço bico.
“Vai, escolhe uma música,” ela incentiva, rindo, ignorando minha exigência.
Eu a ignoro, tentando pensar numa música que ela provavelmente não vai conhecer.
“Fading in, fading out, on the edge of paradise,” eu começo a cantar sedutoramente, na esperança de distraí-la.
Alerta de spoiler, funciona.
“Every inch of your skin is a holy grail I’ve gotta find, only you can set my heart on fire, on fire,” eu continuo a cantar, enquanto tiro lentamente minha camisa xadrez azul, que me deixa só com meu top esportivo cinza.
“É, eu vou deixar você marcar o ritmo,” eu sussurro, enquanto chego mais perto dela, nossos joelhos agora se tocando.
Enquanto ela tá distraída, olhando pro meu rosto e pro meu corpo, eu coloco lentamente minha mão no joelho direito dela, fazendo-a morder o lábio inferior.
“‘Cause I’m not thinking straight,” eu sussurro suavemente.
“My head spinning around, I can't see clear no more,” eu continuo, enquanto ela faz contato visual comigo.
Eu imediatamente noto a batalha interna que ela tá tendo consigo mesma, enquanto eu olho fixamente nos olhos cinzas escuros dela.
As íris dela parecem nuvens de tempestade, em vez da cor cinza claro normal.
Eu não posso mentir, isso faz um bando de pássaros voarem no meu estômago, afetando minhas partes baixas.
“O que você tá esperando?” Eu canto, com uma sobrancelha levantada, como se eu normalmente estivesse fazendo a pergunta pra ela.
Assim que eu acho que ela vai falhar, ela balança a cabeça, como se estivesse se repreendendo internamente.
“Love me like you do, Ellie Goulding,” ela responde sem hesitar.
“Oh meu Deus,” eu resmungo, enquanto tiro minha mão da coxa dela e me jogo no sofá.
Ótimo.
Agora estamos ambas empatadas com quatorze pontos.
“Última música?” Aurélia questiona, já sabendo a resposta.
“Última música,” eu confirmo.
Eu continuo deitada de costas, enquanto meus músculos começam a relaxar. O que eu não esperava, no entanto, era a Aurélia subir em cima de mim e cavalgar suavemente meus quadris, tomando cuidado pra não colocar todo o peso no meu corpo.
“It’s Fahrenheit in here, and I can see a million ways,” ela começa a cantar.
“For me to surfboard between your waves, girl,” ela canta, como se estivesse falando sério, fazendo minha boca cair de choque.
“Baby going up down, all around, drip drop, don't stop,” ela continua, enquanto seu rosto aparece de repente sobre o meu, adornando um sorriso.
“No umbrella, playing in your brain, shut it off,” ela prende minhas mãos acima da minha cabeça, mostrando nenhuma misericórdia.
O-oh, ok.
“Splashing in your deep end, hydrate me,” Ela muda de posição, pra que um dos seus joelhos esteja pressionando meu centro aquecido.
A única coisa separando meu calor e o joelho dela são minhas leggings finas e minhas roupas íntimas.
“Oh baby, come sit down right on my face,” ela canta, mordendo o lábio quando vê meus olhos se arregalarem de choque.
Eu sei que essas são as letras, mas ela tá cantando como se estivesse me dizendo pra fazer isso.
Eu não só estou chocada com essas letras, como estou chocada com o fato de que estou ficando cada vez mais molhada quanto mais tempo ela canta com aquele olhar nos olhos.
Um olhar que dizia que ela não estava planejando ser gentil comigo.
Bem, nesse caso, tenho certeza que é meu corpo.
“Nobody's compares to you what it's worth,” ela canta docemente.
“And your pool is like heaven on earth, babe,” ela pressiona o joelho mais no meu centro superaquecido.
Eu inclino minha cabeça pra trás, expondo meu pescoço pra ela, enquanto eu solto involuntariamente um leve suspiro, só pra morder o lábio inferior depois.
Parcialmente por constrangimento e parcialmente porque eu quero que ela me pegue aqui, agora.
“You screaming while I'm touching your spot,” ela me provoca, enquanto se inclina na minha direção, perto o suficiente pra eu sentir sua respiração leve nos meus lábios ansiosos, mas longe demais pra eu realmente poder me inclinar e beijá-la.
“Oh girl, I got your water so hot,” ela continua, enquanto uma das suas mãos começa lentamente a subir até o elástico do meu top esportivo.
Não puxando ele pra cima e revelando o que tá embaixo por respeito por mim e pelo meu corpo.
“Keep it right there baby, don't lose it,” ela pula adiante.
“Drown in it, Chris Brown,” eu respondo, com minha expressão facial excitada nunca mudando.
“Ah não, eu perdi,” ela brinca com um tom de voz sarcástico.
“Cala a boca e me beija, Kingsbury,” eu digo, sabendo que ela tá se sentindo tão excitada quanto eu agora.
“E se eu não quiser, princesa?” Ela questiona de volta com um olhar desafiador.
Eu resmungo frustração sexual, começando a se instalar.
Por algum milagre, eu consigo tirar minhas mãos da sua mão e virá-la à força, pra que eu esteja sentada em seus quadris.
Eu não respondo à provocação, enquanto me inclino, permitindo oficialmente que nossos lábios se toquem.
Nós não fomos gentis, especialmente Aurélia.
A sua mão nos meus quadris apertando, enquanto eu começo a esfregar desesperadamente contra sua barriga inferior.
Nossos lábios escorregando desesperadamente um contra o outro, sem nenhum destino em mente.
As mãos dela começando ansiosamente a descer pra minha parte de trás, como se fosse a primeira vez que ela estivesse tocando nela.
“Foda-se,” ela rosna, enquanto pega um punhado nas mãos dela e dá um tapa firme numa das minhas bochechas inferiores, fazendo uma onda de umidade se acumular nas suas calcinhas.
Minhas roupas íntimas estão cem por cento arruinadas.
“Faz de novo,” eu exijo entre os beijos.
Ela não recusa, trazendo sua mão de volta, só pra colocar um tapa um pouco mais forte na bochecha adjacente.
Eu não perco o jeito que seus dedos se esfregam sorrateiramente contra minha fenda coberta através das minhas leggings, me fazendo estremece no contato súbito.
“Merda, você tá tão molhada,” eu sussurro, com o choque evidente no rosto, me fazendo corar inocentemente.
Eu não sei o que dizer.
Eu nunca estive tão molhada antes.
Molhada a ponto de eu não só encharcar minhas roupas íntimas, mas também minhas leggings!
Eu não tenho a chance de pensar mais nisso, pois estou sendo virada de costas.
Ela usa as mãos pra empurrar minhas pernas pra cima e pra baixo, dando a ela a visão perfeita de tudo.
Bem, se eu estivesse nua.
Enquanto ela acaricia minhas coxas perto dos meus joelhos, eu fico ainda mais frustrada.
“Faz alguma coisa,” eu choro, fazendo ela sorrir maldosamente.
“Eu tô fazendo alguma coisa,” ela retruca, me fazendo resmungar.
“Me toca!” Eu choro mais alto, quando ela continua a massagear minhas coxas inferiores.
“Eu tô,” ela retruca de novo, me fazendo rosnar.
“Não ali, aqui,” eu digo, enquanto agarro sua mão e coloco a dela sobre o meu centro coberto e superaquecido, só pra meus olhos se fecharem e minha cabeça se inclinar pra trás quando seu dedo médio acidentalmente roça meu clitóris coberto.
“Interessante,” Aurélia murmura pra si mesma.
“Posso?” Ela pergunta, enquanto puxa o material das minhas leggings.
“Sim,” eu digo, com minha voz soando impaciente quanto mais tempo ela espera.
“Eu compro um par novo pra você,” ela murmura rapidamente.
Eu tô prestes a perguntar o que ela quer dizer quando ela rasga de repente minhas leggings onde está a virilha.
Eu sei que vou ficar brava com ela depois por isso, mas por enquanto eu estava excitada além da conta.
“Droga,” a menina de cabelo preto sussurra pra si mesma, enquanto olha avidamente pras minhas coxas internas bagunçadas.
Eu a observo com uma expressão facial um pouco cautelosa, já que nunca tinha visto os olhos dela tão escuros antes.
Ela usa o dedo indicador pra limpar um pouco da umidade na minha coxa.
O que ela fez em seguida me deixou de queixo caído.
Ela pegou o tal dedo e colocou na boca, me provando completamente.
“Você tem gosto de romãs,” ela diz, fazendo eu franzir a testa.
Isso é aleatório.
“Ah, valeu,” eu respondo, sem saber como responder àquela afirmação.
“Eu gosto de romãs, na verdade, são minha fruta favorita,” ela me informa, enquanto se inclina contra mim e começa a chupar sedutoramente seus dedos, me fazendo perder meu fio de pensamento por um breve segundo.
“Irônico,” eu murmuro, fazendo ela tirar os dedos, agora muito molhados, da boca.
“Você não vê, nós fomos feitas uma pra outra, princesa,” ela começa a provocar, enquanto as pontas dos dedos dela percorrem levemente minha fenda coberta.
Torturantemente, mas efetivamente, me mantendo no limite.
“Juro por Deus, Kingsbury, se seus dedos não estiverem em mim nos próximos três segundos, eu vou subir e cuidar das minhas necessidades sozinha,” eu ameaço, com um olhar fixo.
“Tudo o que você tinha que fazer era pedir,” ela responde maldosamente, me fazendo arregalar os olhos.
Ah não.
Antes que eu tenha a chance de interrogá-la, ela rasga minhas calcinhas arruinadas em dois pedaços e enfiando dois dedos em mim.
“Porra,” eu xingo, enquanto me apoio nos cotovelos pra olhar pra baixo, vendo seus dedos longos lutando um pouco pra entrar em mim antes de sair e repetir.
“Porra, você é tão apertada que eu mal consigo me mexer quando você se aperta em mim,” ela geme, enquanto coloca a outra mão na parte superior da minha buceta, antes que seus dedos dentro de mim acelerem.
“Ai meu Deus, continua,” eu gemo, enquanto volto no sofá.
Eu não faço ideia se estou me referindo à sensação incrível que está percorrendo meu corpo ou ao problema dela por eu ser ‘muito apertada’.
Pessoalmente, eu acho que eu sou a–
“Sim!” Eu gemo, enquanto ela começa a ir ainda mais rápido.
“Shh, nós não queríamos que ninguém entrasse, queríamos?” Ela questiona, com um sorriso, mas eu a ignoro, enquanto a mão dela que antes estava pressionando minha parte superior da buceta desce pra esfregar violentamente meu clitóris sensível.
“Foda-se, foda-se, foda-se,” eu chia, enquanto tento agarrar a parte de trás da almofada do sofá.
Meu clímax está subindo, mas eu preciso estar fundamentada por um segundo.
“Você tá perto?” Ela provoca, já sabendo a resposta.
Eu sou incapaz de formar palavras, apenas arfando rapidamente, enquanto eu apenas balanço a cabeça pro bastardo convencido.
“Eu tenho uma surpresa pra você,” ela diz, enquanto seus dedos nunca deixam de lado sua batida intensa.
“Q-qual, foda-se, q-qual é, f-f, Meu Deus do céu,” eu gaguejo, só pra esquecer completamente a pergunta quando ela acelera ainda mais, fazendo meus olhos revirarem de prazer intenso.
Eu nem sabia que ela podia ir mais rápido.
“Eu tô… eu tô–,” eu tento dizer, só pra minha visão ficar completamente embaçada quando ela enrola o dedo contra um ponto mágico dentro de mim.
Eu sinto que estou fora por alguns segundos antes de começar a piscar os olhos e olhar pro teto.
Assim que volto, olho pra baixo só pra notar que Aurélia tem uma expressão preocupada no rosto, enquanto diminui constantemente a pressão no meu clitóris inchado e hipersensível.
“O que aconteceu?” Eu pergunto com uma voz rouca, enquanto levo fracamente minha mão pra cima pra segurar minha cabeça tonta.
“Eu encontrei seu ponto, mas acho que posso ter pressionado muito forte,” ela diz, sem parecer arrependida.
Agora que ela mencionou isso, eu sinto minhas partes baixas vibrando e minhas coxas tremendo.
Isso é normal?
“Quanto tempo eu fiquei fora?” Eu pergunto.
“Não muito, um minuto e meio no máximo,” ela responde.
Eu balanço a cabeça, me sentindo esgotada demais pra terminar nossa conversa.
“E aí, Hanna, você deixou seu… nossa,” Fé diz, entrando no quarto, só pra congelar quando ela percebe que interrompeu alguma coisa.
“Ai meu Deus, me desculpa, eu não sabia que vocês estavam finalmente transando, eu tentei ligar, mas–,” ela fala na porta, enquanto se vira pra encarar a parede.
Eu pego um cobertor novo do nosso compartimento escondido, já que nós fodemos no outro, e o enrolo na minha cintura, pra que ela não veja nenhuma das minhas partes íntimas.
“Fé, tá tudo bem, o que você precisava me dar?” Eu pergunto a ela.
Ela se vira de forma estranha e solta um suspiro de alívio ao me ver coberta e sentada ao lado de Aurélia.
“Você deixou seu celular na minha casa, a Isabella atendeu a porta e me disse que você estava aqui,” ela explica rapidamente, enquanto me entrega meu aparelho celular.
Como diabos eu esqueci meu celular?
“Obrigada, agradeço,” eu digo a ela com um sorriso grato, mas cansado.
Eu deveria estar constrangida, mas não estou.
Pode ser porque eu ainda estou me recuperando de ter apagado.
Pode ser porque do ângulo da porta, o corpo da Aurélia estava bloqueando todas as minhas partes expostas.
Pode ser porque ver a Fé se contorcendo é extremamente divertido.
Ou pode ser tudo isso.
“Tchau,” ela acena sem jeito antes de sair rapidamente do quarto.
“Vejo você na escola segunda-feira,” eu provoco minha amiga, fazendo-a resmungar uma praga.
Aurélia e eu rimos disso.
Eu vou compensar a Fé amanhã, quando ela e a Bailey vierem.
“Você parece relaxada,” Aurélia comenta com uma piscadela.
Bastardo convencido.
“Você tenta ser pega no dedo e apaga,” eu murmuro, fazendo-a rir da minha resposta.
Eu encosto minha cabeça no ombro dela, caindo mais no sono conforme os segundos passam.
“Você tá cansada?” Aurélia pergunta com uma voz fofa, me fazendo sorrir enquanto eu balanço a cabeça.
“Vai dormir, eu vou estar aqui quando você acordar,” ela diz.
“Promessa,” eu sussurro, já caindo no sono.
“Promessa.”