Capítulo 20
— Onde você me quer? — ela sussurra enquanto beija meu corpo lentamente.
Eu engasgo e cravo minhas unhas nas costas dela quando seus lábios agarram minha clavícula e começam a sugar.
Ela alterna habilidosamente entre atacar a área e mordiscar suavemente, o que me deixa completamente louca.
— Mais — eu sussurro fracamente.
— Desculpa, o que foi? — ela provoca com um sorriso enquanto beija mais abaixo do meu peito, parando nos meus botões rosados excitados.
— Mais — eu digo um pouco mais alto.
A boca dela agarra meu mamilo, ela não perde tempo em sugar e girar a língua ao redor, fazendo-os endurecer enquanto minhas coxas se apertam em seus quadris.
Ela ri baixo enquanto leva as mãos para baixo para agarrar meus joelhos. Eu engasgo de choque quando ela os empurra contra meu estômago, fazendo minha bunda levantar da cama.
— Vou me divertir arruinando você, princesa — ela diz com uma rouquidão intensa na voz, fazendo minhas coxas tremerem.
Santo Deus-
Ela-
Eu-
— Faça o seu pior — eu desafio sem fôlego, fazendo-a me dar um sorriso sexy antes de desaparecer entre minhas coxas.
Eu engasgo quando pulo da minha cama suando.
Isso não acabou de acontecer!
Eu não acabei de ter um sonho molhado sobre a **Aurélia** comendo a **Kingsbury**!
Meu Deus!
— Ei, você está bem? Você parece que acabou de ver um fantasma — alguém diz na porta do meu quarto.
Meu coração acelera quando viro rapidamente a cabeça para a porta aberta do meu quarto.
Espera.
Quando eu cheguei aqui?
Como eu cheguei aqui?!
— **Hanna**, se acalma — ela diz quando minha respiração começa a acelerar.
— Eu estou calma — eu retruco rapidamente enquanto me levanto.
— Hum, eu não faria isso se fosse você — ela sugere, fazendo-me olhar para ela com raiva.
— Acho que eu saberia se eu conseguisse andar ou... ai — eu digo enquanto me levanto só para meus joelhos cederem completamente, fazendo-me cair de cara no chão.
— Você não pode dizer que eu não avisei — ela brinca, fazendo-me gemer.
Bastarda arrogante.
— Pare de rir e me ajude a levantar! — eu digo.
Ela caminha até mim e me pega para que um de seus braços fique sob meus joelhos, enquanto o outro apoia minhas costas. Enrolo um dos meus braços em volta do pescoço dela para não cair, embora eu duvide que ela me deixaria, enquanto o outro descansa em seu ombro.
Eu tento não ficar excitada com o quão musculosa e forte ela é.
Ela nem parece sem fôlego, embora esteja segurando uma garota de cinquenta e dois quilos sem ajuda.
— Por que suas coxas estão tremendo? — ela me pergunta curiosamente quando sai do meu quarto e caminha em direção à escada.
Olho para minhas coxas e percebo que estou usando um par de shorts folgados da 'Nike', em vez de minhas calcinhas rasgadas e leggings que eu estava usando antes.
Eu cora quando penso na expressão dela quando ela rasgou as duas peças de roupa.
— Oh, uh, eu provavelmente tenho deficiência de ferro — eu evito rapidamente, já que não quero que ela saiba sobre os efeitos colaterais do trabalho dela em mim.
— Estranho, você nunca teve isso antes — ela murmura mais para si mesma do que para mim.
Quando ela chega ao último degrau, ela sai para o chão de ladrilho e entra na cozinha, onde gentilmente me coloca no balcão.
Ela flexiona os músculos para tentar alongá-los, fazendo-me pigarrear sem jeito.
— O que você quer comer? — ela pergunta enquanto está entre minhas pernas.
Você.
Uau, se acalma.
Você mal consegue ficar em pé com suas próprias pernas sem ajuda.
Eu encolho os ombros, fazendo-a fazer beicinho.
Own.
Ela é tão fofa.
Espera, o quê?
— Vamos, você não come há mais de cinco horas — ela incentiva.
— Tudo bem — eu suspiro.
— Eu quero algo doce — eu insinuo, fazendo-a franzir a testa.
— Você quer? — ela questiona, não entendendo.
— Uhum, é doce e fofo — eu começo, fazendo-a sorrir.
— Ah, é mesmo? — ela questiona, colocando as mãos em meus quadris.
Eu ignoro a leve dor que se espalha pelo meu corpo com essa ação.
— Sim — eu respondo jogando meus braços em volta do pescoço dela.
— Conte-me mais — ela exige roucamente.
Eu sorrio notando a leve mudança em seus olhos cinzentos.
— É de dar água na boca e delicioso — eu acrescento.
Essa afirmação faz seus olhos se arregalarem de choque com minha confiança na minha resposta.
— S-Sério? — ela gagueja, fazendo-me rir.
— Uhum, eu não mentiria — eu digo alegremente enquanto uso uma das minhas mãos para jogar o cabelo preto dela para o lado, expondo seu pescoço.
— Então — eu arrasto, enquanto traço levemente minha unha na lateral do pescoço dela.
Interessante.
Ela tem muito mais autocontrole agora do que tinha antes.
Não que eu esteja reclamando.
Minhas coxas ainda estão tremendo.
— Você quer me dar o que eu estou desejando? — eu questiono enquanto olho inocentemente em seus olhos tempestuosos.
— E-Eu não posso — ela força, apertando meus quadris.
— Você está dolorida e suas irmãs estão dormindo — ela rosna, usando todo o seu autocontrole.
Eu removo meus braços do pescoço dela e pego seu rosto em minhas mãos, forçando-a a olhar para mim.
— Do que você está falando? Eu estava falando de um donut — eu questiono, fingindo que não tenho a menor ideia do que ela está se referindo.
— Mas você disse... — ela para, fazendo-me sorrir vitoriosa.
— Donuts são fofinhos, doces e derretem na boca — eu respondo, fazendo-a franzir a testa com minha lógica.
— Sério, **Hanna**? — ela geme com frustração sexual, fazendo-me rir.
— Você pensou que eu estava falando sobre... — eu pergunto, referindo-me à sua região íntima.
— Sim! — ela responde, virando sua parte para o outro lado.
— Tire essa ideia da cabeça, **Kingsbury**, esta é uma casa santa — eu provoco com um sorriso.
Ela levanta uma sobrancelha com esta afirmação, uma tonalidade rosada adornando as pontas de suas orelhas e a ponte do nariz.
— Você não estava dizendo isso antes, quando minha cabeça estava praticamente entre suas coxas! — ela exclama.
— Cala a boca, minhas irmãs estão dormindo — eu repreendo em voz baixa com um olhar furioso.
— **Hanna**? — uma voz baixa diz por trás de mim, fazendo-me pular de susto.
Eu me viro apenas para soltar um suspiro de alívio quando percebo que é só a **Haley**.
— Ei, **Hales**, o que foi? — eu pergunto usando seu apelido.
— Eu não consigo voltar a dormir — ela chora.
Eu vou pular do balcão, fazendo a **Aurélia** agarrar meus quadris e me encostar no balcão assim que eu estiver em pé. Minhas coxas tremem violentamente por alguns segundos antes de cederem e eu desabar no chão.
Eu olho para a culpada e olho para ela com raiva.
— De novo, você não estava reclamando antes — ela sussurra para que a **Haley** não nos ouça.
— Alguém ou algo te acordou? — eu pergunto, voltando minha atenção para minha irmã mais nova.
Eu abro meus braços quando estou sentada no estilo indiano. **Haley** rapidamente vai até mim e senta no meu colo, envolvendo seus braços em volta do meu estômago no processo.
— Eu vi o homem de pau de novo, ele estava no meu armário desta vez — ela responde enquanto eu envolvo meus braços em volta de sua pequena estrutura.
'O homem de pau' é exatamente o que parece.
Um homem feito completamente de paus.
Eu não tenho a menor ideia de como ela conjurou a ideia de que existe um homem de pau em seu quarto, mas ela geralmente só tem esse problema sempre que seu armário está aberto ou suas cortinas estão abertas.
Eu não sei se isso é uma metáfora para alguma coisa, mas eu sei que ela gosta de passar aquela noite na casa da nossa **Carolina** porque o quarto dela lá não tem armário.
— Eu pensei que eu tinha fechado seu armário antes de sair ontem — eu digo.
— Você fechou, mas a mamãe esqueceu de fechar de volta — ela responde.
Ah.
— Se eu fechar, você acha que vai conseguir dormir? — eu pergunto, fazendo-a se afastar e olhar para mim.
Ela balança a cabeça, fazendo-me suspirar internamente.
Ela não vai voltar a dormir por um tempo, a julgar por como ela está assustada.
— Oi, filhinha, eu sou a **Aurélia** — **Aurélia** se apresenta enquanto se agacha ao meu lado.
Os olhos azuis escuros de **Haley** brilham para ela com uma expressão confusa e um pouco cautelosa.
— Tudo bem, você pode confiar nela — eu convenço a **Haley**.
Então você confia.
Cala a boca, cérebro.
— Eu sou a **Haley** — ela se apresenta nervosamente.
— Você é uma amiga da **Hanna**? — ela pergunta curiosamente, fazendo meus olhos se arregalarem e minhas bochechas esquentarem.
— Não — eu respondo ao mesmo tempo que ela responde.
— Sim — eu olho para ela com raiva só para ela piscar para mim provocando.
— Nós somos amigas, ela só não quer admitir — **Aurélia** garante.
**Haley** acena com a cabeça.
— Você quer assistir um filme? — **Aurélia** questiona, fazendo **Haley** sorrir e dar outra acenada com a cabeça.
— Qual é o seu filme favorito? — **Aurélia** questiona com um tom de voz infantil, fazendo-me coaxar silenciosamente.
— A princesa e o sapo — **Haley** responde ansiosamente.
— Eu não vejo porque você assistiria um filme sobre uma princesa quando você já é uma princesa — ela elogia, fazendo as bochechas minúsculas de **Haley** corarem.
— Own — eu coo com um beicinho enquanto a seguro mais perto de mim.
— Vamos, vamos fazer um pouco de pipoca e assistir aquele filme — **Aurélia** diz, pegando **Haley** dos meus braços e colocando a menina de cinco anos em seu quadril.
Fica em silêncio por alguns segundos antes que **Haley** fale.
— **Hanna**, por que suas pernas estão tremendo? — ela pergunta, fazendo-me corar enquanto **Aurélia** ri do momento embaraçoso.
**Aurélia** **Kingsbury**.
—
POV da **Charlotte** (Mãe da **Hanna**)
— A **Amanda** perguntou se você poderia ligar para a **Aurélia** e informá-la — minha esposa me informa.
— Claro, ela disse o porquê? — eu pergunto curiosamente.
— Ela está muito ocupada cuidando de alguns guardas preguiçosos que permitiram que a outra gangue entrasse no nosso território — **Aspen** diz, acenando com a mão.
Eu rio disso, fazendo-a sorrir. Ela se inclina e coloca um beijo apaixonado em meus lábios antes de se afastar hesitante.
— Eu tenho que ir ajudar a **Carolina** e o **Kayden** com seus filhos — ela diz, não querendo me deixar.
— Vá, eu estarei aqui quando você voltar — eu prometo com um sorriso enquanto a levo para fora do quarto de hóspedes.
Engraçado, nosso antigo quarto agora é ocupado pela **Aurélia**.
Que coincidência estranha.
Eu alcanço meu bolso de trás para pegar meu telefone antes de clicar no número que a **Amanda** me deu para sua filha.
O telefone toca algumas vezes antes de me conectar com ela.
— Alô? — ela responde, seus pés batendo no chão constantemente como se estivesse andando por aí.
— Ei, como está tudo no pijama? — eu pergunto enquanto caminho em direção à cama da **Aspen** e eu.
— É alguma coisa, com certeza ��� ela ri nervosamente.
— Acho que isso é melhor do que nada — eu respondo enquanto a **Aspen** entra no quarto.
— A **Hanna** ainda está te dando trabalho? — eu pergunto, lembrando-me de uma de nossas conversas anteriores.
— Ela foi mais... — ela pausa tentando encontrar a palavra correta.
— Domada ontem à noite em comparação com esta manhã — ela decide.
— Apenas dê a ela um tempo, se ela gostar de você, ela vai se aquecer eventualmente — eu incentivo, envolvendo meus braços em volta de minha esposa cansada.
— Eu espero que você esteja certo, eu sinto que ela pode arrancar minha cabeça em breve — ela brinca.
— Eu duvido muito disso — eu respondo.
— De qualquer forma, eu estava ligando para te dizer que uma gangue desconhecida quebrou nossa barreira — eu digo a ela.
— Quem? Como? — ela questiona instantaneamente entrando em modo de batalha.
— Nós ainda não sabemos qual gangue é, no entanto, sabemos que há um espião, muito provavelmente um dos guardas — eu respondo suas perguntas.
— Há algo que eu possa fazer para ajudar? Eu não posso ir para lá agora e... — ela divaga apenas para eu interrompê-la.
— Isso é útil, mas temos tudo sob controle — eu garanto a ela.
— **Aspen** e eu precisamos que você cuide da **Hanna** enquanto estamos fora — eu digo a ela.
— Ela não vai gostar muito dessa ideia — ela me informa.
— Ela não fará nada com você se a **Isabella** e a **Haley** estiverem por perto — eu garanto a ela.
— Ok, eu deveria contar a ela sobre essa conversa? — ela pergunta nervosamente.
— Ainda não, achamos melhor se ela não se envolver com essa parte de nossas vidas, queremos que ela tenha uma vida razoavelmente normal — eu explico.
— Eu entendo — ela concorda.
— Eu tenho que ir, devemos voltar amanhã de manhã.
— Tchau, Sra., **Wilder** — Ela diz antes de encerrar a chamada.
— Quando devemos contar a ela sobre essa parte de nossas vidas, quero dizer, eu não quero deixá-la no escuro por muito tempo — **Aspen** diz enquanto distraidamente afaga meu quadril.
— Eu não sei, quando for a hora certa? — eu sugiro, acariciando suavemente suas costas.
— Se esperarmos muito tempo, ela vai nos odiar — ela diz com uma expressão assustada.
— Você não me odiou — eu informo-a, fazendo-a olhar em meus olhos verdes brilhantes.
— Sim, porque eu já estava apaixonada por você — ela responde com um pequeno sorriso.
— Eu te amo, **Aspen** **Marie** **Wilder** — eu declaro, fazendo-a rir.
— Eu te amo, **Charlotte** **Anne** **Wilder** — ela responde, inclinando-se para um beijo.