Capítulo 43
Aurélia passa por mim e sai do quarto, o que me faz franzir a testa.
"Ela tá bem?" Minha Mãe pergunta quando entra na sala com minha Mãe.
Eu tô MUITO confusa, sério.
Aurélia e eu estávamos de boas, INCRÍVEIS até.
Isso tudo começou quando ela recebeu uma mensagem de texto aleatória de um número desconhecido no meio do filme.
Não tive chance de ler a mensagem porque ela desligou o celular e enfiou no bolso.
Daquele segundo até agora, ela teve uma expressão facial sem emoção no rosto.
Ela, honestamente, parece que vai socar alguém e/ou alguma coisa.
"Não faço ideia, ela recebeu uma mensagem de texto de uma pessoa aleatória durante o nosso filme e o humor dela mudou na hora", respondo, fazendo os olhos dela se arregalarem um pouco.
Quê?
Eu falei alguma coisa errada?
"Merda", ela murmura baixinho antes de sair correndo de casa pra achar a garota de cabelo preto.
Que porra tá acontecendo?
Tem alguma coisa que eu não sei?
"Ok, o carro tá pronto, bora nessa", diz minha tia Carolina na porta.
Essa é a hora que Bailey e Fé escolhem sair da cozinha.
Bailey olha pra Fé com um olhar sinistro, enquanto Fé evita nervosamente os olhos dela com as bochechas vermelhas.
O que tá rolando com essas duas?
Elas definitivamente tão escondendo algo.
E eu pretendo descobrir.
"Ei, o que vocês tavam fazendo aí dentro?" Pergunto curiosa, erguendo uma sobrancelha.
Isso faz Fé pigarrear enquanto olha pra cima pra encarar o meu olhar curioso.
"Bailey tava com fome de um lanche?" ela responde, mas parece uma pergunta.
Bailey ri, me fazendo sorrir de diversão.
"Tá me perguntando ou tá me contando?" Pergunto pra ela.
Ela não responde, coça a nuca nervosamente e olha pra baixo, pros sapatos.
Uau.
Nunca tinha visto a Fé assim antes.
"Meninas, vamos, antes que a gente se atrase!" Minha Mãe nos apressa, pega as chaves do carro e vai até nós.
Fé tem uma expressão de alívio no rosto enquanto praticamente sai correndo pela porta de casa.
Bailey ri enquanto a segue.
Essas duas são MUITO estranhas.
"Hanna, se apresse", minha Mãe nos apressa enquanto tento cambalear em direção à porta.
"Mãe, mal consigo ficar de pé", digo a ela enquanto continuo a ir devagar em direção à porta.
Ela suspira, revirando os olhos pra mim.
"Presta atenção em como você estica as pernas da próxima vez", ela me repreende enquanto manco pra passar por ela e sair de casa.
Chupo os lábios pra dentro da boca quando minhas bochechas começam a esquentar.
Claro.
-
"Aurélia e Hanna, vocês vão sentar juntas, assim como Bailey e Fé", diz minha Mãe enquanto nos entrega os bilhetes de avião.
Aurélia ainda não tá falando com nenhuma de nós, mas eu tenho um plano.
Já que ela e eu vamos sentar juntas, pretendo encurralá-la e fazer perguntas até conseguir algumas respostas.
Isso pode ser a minha curiosidade falando, mas odeio segredos.
Tipo, se meus pais estivessem em uma organização secreta e eu soubesse que eles estavam escondendo isso de mim, provavelmente ia irritá-los pra tentar tirar respostas deles.
Uau.
Pareço todo vilão de filme antigo.
Eu manco pelo terminal enquanto Aurélia silenciosamente segura minha bagagem de mão.
"Pensa assim, sexo bravo é MUITO melhor que sexo normal", diz Bailey do meu lado.
Franzo as sobrancelhas pra morena enquanto os olhos de Fé se arregalam em choque.
"De qualquer forma", diz a garota de olhos arregalados.
"Ela não pode te ignorar por muito tempo, vocês vão sentar juntas por horas", ela me diz com um sorriso pequeno.
Revirei os olhos pras minhas amigas.
Por que elas vivem trocando de personalidade?
É confuso e sinistro.
"Não vou ter sexo no avião", sussurro pra elas pra que minha namorada não nos ouça.
Ela não está nem a um metro da gente.
"Você falou a mesma coisa sobre a escola e olha o que aconteceu", Fé responde com uma expressão facial de quem sabe.
Meus olhos se arregalam enquanto Bailey ri do outro lado.
"Aquilo foi uma coisa do 'momento'", respondo sem jeito, coçando a nuca.
O que nunca vai acontecer de novo.
"Vamos fazer uma aposta", Bailey sugere.
"Se você conseguir sair do avião sem que os dedos e/ou a boca de Aurélia toquem suas 'regiões' inferiores, Fé e eu te pagaremos cinco dólares cada", a morena termina quando entramos no avião gigantesco.
Ok.
Isso não é muito difícil.
"E se eu perder?" Pergunto quando vamos em direção aos nossos assentos.
Ela pensa por alguns segundos.
"Você nos pagará cinco dólares cada", ela conclui.
Sério?
Reclamo, mas selo o acordo, apertando as mãos delas.
Entro no meu assento ao lado de Aurélia, Bailey e Fé fazendo a mesma coisa do outro lado.
"Boa sorte, Wilder", diz a morena com uma piscadela antes de fechar a porta da cabine.
O que ela quer dizer com isso?
Suspiro antes de fechar a minha porta e me virar pra garota de cabelo preto furiosa.
Manobro cuidadosamente meu corpo pra que eu esteja montada nas coxas dela.
Estou fazendo isso por dois motivos.
Um, pra que eu consiga ver melhor o rosto dela.
E dois, pra que ela seja forçada a me olhar.
"Quem te mandou mensagem de texto na sala do cinema?" Pergunto pra garota.
Ela me ignora e continua olhando pela janela do avião pras pessoas jogando nossa bagagem na armadilha gigante voadora da morte.
Cruzo os braços.
"Estou falando com você, Aurélia", digo, fazendo-a revirar os olhos.
Ela acabou de- Sério?
Ok.
Respira fundo, Hanna.
"Alô?" Pergunto com um pouco de aborrecimento.
"Para com isso, Hanna", ela suspira com uma leve rouquidão enquanto se mexe embaixo de mim.
Ela se inclina um pouco no assento, fazendo-me acabar sentada nas coxas dela.
Meu olho pisca quando cerro os molares um contra o outro com uma expressão facial irritada.
"Eu entendo que você tá brava com qualquer mensagem de texto que você recebeu, mas o que isso tem a ver com todo mundo ao seu redor?" Pergunto, minha compostura finalmente rachando.
Cruzo os braços enquanto tento ignorar os pedestres barulhentos embarcando no avião.
"Deixa pra lá, Hanna", ela suspira.
A garota de olhos cinzentos pega o celular e começa a digitar alguma coisa.
Ela tá falando sério agora?
Nós estamos literalmente tendo uma conversa agora!
Não penso duas vezes enquanto pego o celular dela da mão dela e jogo no meu assento vazio, minha raiva tomando conta do meu corpo.
"Estou tendo uma conversa com você agora", digo a ela.
Ela levanta uma sobrancelha pra mim enquanto se senta no assento.
Não presto atenção nas íris dela que escurecem enquanto a encaro.
"Ok, você quer conversar?" Ela pergunta.
Ela tira as mãos dos apoios de braço e estala os dedos, aquecendo as mãos.
Que porra ela tá fazendo?
"Sim, eu quero", digo firmemente, sem recuar.
"Ok então, vamos conversar", ela diz.
Antes que eu possa dizer uma palavra, a mão dela está deslizando por baixo dos meus shorts e esfregando meu clitóris.
O quê-?!.
"Merda- Que porra, Kingsbury?!" Exclamo baixinho com os olhos arregalados.
Movo um dos meus braços pra baixo pra pegar o pulso dela, mas não tento necessariamente afastar a mão dela de mim.
Na verdade, minha mão apenas descansa ali por estabilidade.
"Você disse que queria conversar, então converse", ela incentiva com um sorriso malicioso.
Eu sei o que ela tá fazendo.
Ela acha que só porque está causando prazer no meu corpo, vou esquecer completamente do que eu estava falando.
Bem, ela está errada!
Não vou ceder!
"Por que você está ignorando- Puta merda" engasgo baixinho quando ela enfiou dois dedos em mim sem muita dificuldade
Caramba.
Eu nem sabia que eu tava tão molhada.
"Não estou te ignorando, estou conversando com você agora, não estou?" Ela pergunta com uma expressão facial divertida enquanto luto pra ficar quieta.
Começo a soltar respirações fortes pela boca enquanto ela estica e enrola os dedos com a adição de acelerar, fazendo minhas coxas tremerem.
Ok.
Eu desisto.
Tento levantar do colo dela, só que a outra mão dela agarra meu quadril e empurra os dedos dela mais fundo em mim.
"F-foda-se, n-não é esse o p-ponto", gaguejo.
Jogo a cabeça pra trás quando uma torrente de umidade se solta nos dedos dela, fazendo minha buceta fazer barulhos molhados e altos.
Um calafrio quente sobe lentamente pelo meu corpo.
"O que você quer dizer com isso?" Ela pergunta com uma expressão inocente.
Ela tem que estar de brincadeira agora!
"V-você n-não h-havia- foda-se", gemo enquanto meus olhos rolam pra trás em pura felicidade.
Ela olha pra baixo para os dedos e morde gentilmente o lábio inferior, movendo o polegar para baixo pra circular meu pequeno monte de nervos.
"Falou a-alguma vez com a g-gente- merda", tento, apenas pra parar de novo quando os dedos dela raspam em alguma coisa dentro de mim, fazendo meus quadris se contorcerem.
Porra.
Estou quase gozando.
Mal se passaram dois minutos.
Felizmente, ela entende o que estou tentando dizer.
"Desde o filme?" Ela pergunta calmamente.
Balanço a cabeça em resposta.
Solto um guincho quando ela começa a mover os dedos ainda mais rápido dentro de mim.
"Sim, sinto muito por isso, eu estava apenas pensando," ela ignora tudo.
Ignoro tudo ao nosso redor enquanto sinto meu clímax construir rapidamente em torno dos dedos dela.
Assim que estou prestes a gozar, ela remove completamente os dedos de dentro de mim e tira a mão dos meus shorts.
Hã?
Abro os olhos pra ver ela sorrindo pra mim enquanto lambe os dedos limpos.
O quê-?
Minha mandíbula cai em choque, fazendo-a rir.
"Você não achou que eu ia te deixar gozar, achou?" Ela pergunta retoricamente.
Rosno de frustração enquanto enterro a cabeça no ombro dela.
"Eu te odeio, Kingsbury", digo a ela, minha voz cheia de óbvia frustração sexual.
Ela ri da minha declaração, envolvendo os braços com segurança na minha cintura.
"Eu te amo também, princesa", ela me diz.
Ugh.
Agora tenho que passar por uma viagem de avião inteira com tesão pra caramba.
Me desejem sorte.