Capítulo 34 Tempestade Alienígena
Uma nave espacial viu alguém fazendo um sinal pra parar e encostou devagarinho na frente do Porto Espacial. As portas abriram sozinhas e os dois entraram e perguntaram pro motorista: 'Pra onde vocês dois tão indo?'
**Edward** e o motorista se olharam e falaram: 'A gente não sabe.'
O motorista sacou e falou: 'Viajar, né? Eu embalo esse carro por duzentos créditos por dia, e levo vocês pra dar um rolê por Blair e pelos quatro distritos da cidade em um único tour.
Claro, se vocês não quiserem ficar na cidade, de boa, tem folhetos no banco de trás com todos os pontos turísticos mais legais do nosso planeta, Toronto. Talvez seja meio demais, afinal, a gente cobre tudo em Toronto.'
'O que você costuma comer no café da manhã? Alguma recomendação?' **Edward** perguntou, tirando o folheto do lado dele. Era grosso, tipo um guia de viagem, deixou ele de cara e os dois abriram, juntando as cabeças pra ver.
'Falando em café da manhã, então eu preciso levar vocês num lugar que eu como todo dia.' O motorista falou, quase começando a andar.
'Espera aí.' Depois de uma conversa sussurrada entre os dois, trocando umas ideias, **Edward** disse: 'Vamos te embalar por três dias primeiro, bora lá, a gente decide a rota no caminho.'
'Beleza!' O motorista tava de bom humor e ligou o carro.
No caminho, a super habilidade de coordenação da **Elina** ficou evidente. Logo, ela planejou uma rota maneira e, seguindo a sugestão do motorista, mudou um pouquinho e finalizou a rota do tour de três dias em Toronto.
Pouco tempo depois, a nave alugada parou em frente a uma árvore gigante. Olhando pra essa árvore gigante, **Edward** não conseguiu evitar a admiração. O diâmetro devia ter uns cem metros ou mais, pra crescer leva quantos anos, hein!
O motorista trancou o carro, fazendo sinal pros dois seguirem ele. Olhando pra as raízes da árvore, a parte que conectava com o chão tinha uma porta atrás da outra. Na porta, tinha um monte de placas.
Eles chegaram em frente a uma loja com uma placa estranha rapidinho. A escrita nessa placa era particularmente estranha, uma letra preta subindo e virando pela placa, formando um quadrado.
'Não acredito que é escrita antiga!' **Elina** falou, impressionada.
'Menina, você reconhece essas letras?' O motorista também ficou surpreso e perguntou.
'Tipo, lembro vermelho, o que copia, o que... ' **Elina** se esforçou pra reconhecer a escrita em forma de quadrado.
'Uau! Não acredito que você reconheceu isso!' O motorista terminou e foi na frente, puxando a cortina e entrando.
Uma mulher tava limpando as mesas na loja, e quando viu o motorista entrar, começou a gritar: 'Por que você não dirige seu carro direito e volta?'
O motorista respondeu: 'Ah, mãe, não fala comigo, é que hoje, no Porto Espacial, encontrei dois clientes, aluguei o carro por três dias.'
**Edward** e **Elina** ficaram parados na porta, olhando pra mãe e pro filho discutindo, cheios de perguntas.
'Ah, essa é minha mãe, a gente é dono desse restaurante, não se preocupa com o sabor, é top de linha, se liga, em toda Toronto.' O motorista disse e virou a cabeça pra mãe e gritou: 'Mãe, não olha pra cá, corre pra fazer dois bolinhos de óleo apimentados!'
A mãe jogou o pano de chão fora e foi pra cozinha, murmurando: 'Uma semana sem nenhum turista, três dias? Não acredito.'
**Edward** não conseguiu evitar a vontade de gritar, e deu uma olhada pra **Elina**, que balançou a cabeça pra indicar que ela simplesmente não conseguia entender o que a outra tava falando.
Pouco tempo depois, duas tigelas de bolinhos flutuando em óleo apimentado foram levadas pra eles. Essa massa branca botou os chifres pra fora no óleo vermelho, com uma camada de cebolinha picada por cima e uns pontinhos brancos no meio da sopa vermelha.
**Edward** engoliu em seco e pensou: seja o que Deus quiser, vamos comer. Ele pegou cuidadosamente um pedaço de massa com a colher, botou na boca e mordeu, um sabor carnudo misturado com a sopa apimentada passou pela boca dele.
'Hmm! Delícia, delícia, delícia, só um pouquinho apimentado.' **Edward** disse, fazendo sinal pra **Elina** experimentar também.
**Elina** provou um pouquinho, com má vontade, e não conseguiu evitar um apetite enorme, e logo os dois começaram a comer sem se importar com a aparência, e os rostos deles ficaram cobertos de suor.
Vendo os dois terminarem de comer, o motorista falou: 'Se vocês acharem que tá bom, a gente também pode cuidar da comida e da hospedagem de vocês. A comida é a comida tradicional da minha mãe, passada dos nossos ancestrais, e a hospedagem é uma casa na árvore, exclusiva de Toronto.'
'Pode ser.' **Edward** finalizou, tomando uns goles de água gelada.
'Isso vai ter que ser pago adiantado, eu vou fazer as contas pra vocês, por três dias, meu trabalho vai ser seiscentos e a hospedagem vai ser cem por dia, pra vocês vai dar trezentos.'
O motorista disse, pegando o comunicador: 'O custo dos ingredientes precisa ser acertado uma refeição por vez, e não vai dar pra atender a necessidade de vocês de pedir, mas não se preocupem, eu tenho certeza que vou deixar vocês comerem bem.
Mais o trabalho da minha mãe pra cozinhar, bom, mil e cento e cinquenta créditos.'
**Edward** perguntou confuso: 'Por que o custo dos ingredientes precisa ser acertado uma refeição por vez?'
O motorista suspirou e disse: 'Os preços sobem todo dia, principalmente de comida e energia, e às vezes o dinheiro que você dá depois dessa refeição, gasta quando você vai comprar as matérias-primas, então você não consegue ganhar nada. Tem uma coisa também, hein? Eu te conto, quando chegar a hora da nave mais a energia, quando vocês pagarem, hein?'
'E o Governador? Por que ele não controla os preços?' **Elina** perguntou.
'O Governador? O que ele pode fazer? As estrelas de mineração na galáxia tão trabalhando horas extras todo dia, e as minas tão sendo tomadas pelo Império pra produzir naves espaciais. A notícia da perda da Starbridge se espalhou por todo o Império, e a gente não tá longe da Starbridge, então todo mundo que veio visitar, fugiu de uma vez.
Com o Governador sem renda, é simplesmente impossível esperar que esse planeta, que só produz água e frutas, controle os preços sozinho.'
'Vocês tão com uma situação de inflação séria agora?' **Elina** perguntou.
O motorista fez beicinho e falou: 'Vamos ver, os mil e poucos créditos que vocês pagaram pra mim adiantado, minha mãe vai ter que ir ficar na fila mais tarde pra trocar tudo por comida, energia e outras coisas do dia a dia.
Só isso não é suficiente pra gastar, já que é limitado.'
'Meu Deus, é assim com todo mundo?'
**Elina** perguntou, sem entender que estar a uma dúzia de horas-luz do campo de batalha pode ser tão afetado pela guerra.
O motorista disse: 'Todo mundo... todo mundo nem chegou perto.
Vocês não perceberam que eu era o único quando chamaram o táxi? Meu pai tem um pequeno albergue, e ele consegue mais algumas cotas forjando informações de registro de turistas. Mas não ousem conseguir demais, afinal, tudo é tributável quando chegar a hora.'
**Edward**, que não tinha falado nada, suspirou e disse: 'Tá desmoronando, não é mais inflação.'
O motorista suspirou também e disse: 'Vocês deram sorte de me conhecerem, nessa época do ano, a única coisa que pode manter vocês alimentados dentro desse Porto Espacial em Toronto é a nossa família.'
Nessa hora, a mãe do motorista também chegou e falou: 'Agora são os ricos que não podem gastar, não tem nada pra eles consumirem, quem não tem dinheiro não pode comprar, e os preços das mercadorias estão virando e revirando. A vida é boa, por que a guerra, sem falar na morte de tanta gente, nós que estamos vivos também vivemos uma vida difícil.'
O motorista falou: 'Ei, mãe, você de novo, não luta, não aguenta, sério.'
**Edward** pagou o dinheiro e disse: 'Ainda não perguntei pro motorista qual é o nome do irmão dele.'
O motorista checou o comunicador no pulso e quando os números sempre mudando pararam, ele assentiu satisfeito e disse: 'Meu nome é **Joe**, **Joe Winstell**.'
'Então, **Joe**, a gente tá de boa com as viagens?' **Elina** perguntou, com a cabeça focada na viagem de lua de mel.
'Sem problema, eu vou deixar tudo pronto pra vocês e a gente já pode ir.' **Joe** falou, levantando.
'É mesmo, sem problema?' **Edward** falou um pouco preocupado.
'Sem problema, primeiro a gente tem que ir encher a nave de energia, bora, bora, bora, eu vou mostrar pra vocês os belos pontos turísticos de Toronto.'
Enquanto ele apressava a dupla em direção à porta, ele se virou pra mãe e falou: 'Mãe, entra na fila, hein, e faz o pai ligar pra um amigo pra almoçar com a gente.'
Ao mesmo tempo, nas profundezas da Via Láctea, no coração do Império Estelar do Rio, a capital do império com a reputação da capital do Mar Estelar - Estrela Leviatã, **Alphonse** e **Jan** estão esperando o próprio imperador receber.
O oficial de etiqueta da corte estava ensinando aos dois aquela etiqueta de corte complicada de novo e de novo, os dois eram como robôs, sendo manipulados por uma tarde, até as sete horas da noite, só então esperaram a voz alta e clara do arauto.
'Convocar, Tenente-Coronel **Alphonse** Erik e Major **Jan** Brando para jantar com nosso Imperador!'
A dupla mais uma vez endireitou mecanicamente seus uniformes já bem endireitados e seguiu o arauto em direção ao palácio sublime.
Depois de andar por um longo tempo, os dois finalmente chegaram ao salão onde o Imperador jantava com o arauto, que entrou na porta e depois saiu, parado imóvel no canto.
Ao mesmo tempo, um atendente levou os dois para seus assentos, e mais dois atendentes foram em frente para mover as cadeiras para fora do caminho antes que os dois finalmente tomassem seus assentos.
O Imperador, que já havia começado a comer, fez um gesto, sinalizando que os dois podiam comer, e os dois permaneceram em silêncio, cortando um pequeno pedaço do bife de carne na frente deles, colocando-o na boca e mastigando cuidadosamente antes de colocar os talheres em ambos os lados do prato.
O Imperador interrompeu o movimento de suas mãos, bagunçou uma mecha de cabelo castanho-avermelhado na frente da testa, e perguntou: '**Alphonse**, ouvi falar outro dia que a Tia Reis não estava se sentindo bem, ela melhorou recentemente?