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Assim que ela chegou perto, eu falei na hora.
– Que que eu fiz?
Então, foi tipo uma discussão, uma parada de opinião, ou uma conversa de verdade.
Mesmo eu nunca conseguindo amar ele do jeito que eu queria. Dava uma bad braba pensar em como ela era boa, e como eu não chegava nem perto dela. Minha esperança era que eu pudesse ter um coração melhor.
Isso tudo rolou, eu sempre falava um monte, um monte de vezes com a minha Boneca, mesmo eu nunca tendo amado ela, mesmo minha Madrinha falando como eu deveria ter amado, e como eu sentia que eu deveria amar ela, se eu fosse uma menina melhor.
Ela era uma das mediadoras e juízas do submundo que foi designada e recomendada por um contato no mundo humano pra trabalhar e morar naquela cidade.
Isso, eu acho, me deixou mais tímida e fechada do que eu já era, e eu me joguei na Nenê, como a única amiga com quem eu me sentia à vontade.
Mesmo quando eu ainda era criança, um bebê que mal tinha saído das roubadas que eu não sabia no mundo, onde tudo que acontecia tinha muito a ver com isso, ela era uma ótima professora.
Eu nunca tinha ouvido falar da minha Mãe, mesmo que pouco, nunca tinha ouvido falar desses mundos distantes, antes de eu virar gente grande, mesmo que eu soubesse tão pouco sobre o meu Pai, que era um antigo mediador, mas meu maior interesse era o respeito da minha Mãe.
Mesmo que eu lembrasse, tudo isso era sobre eu nunca ter usado um vestido preto, mesmo que eu nunca mostrasse isso, além da vez que eu fui em direção ao túmulo velho e ao enterro do meu Pai, quando me mostraram o túmulo dela, quando minha Mãe se despediu, quando ela viajaria para outros mundos, ela nunca teria voltado, não antes da minha possível morte.
Eu poderia viajar para os mundos sobrenaturais, pra visitar ela, mas ela estaria muito longe pra voltar para o mundo dos vivos, antes da comemoração, mesmo que o mundo das trevas e dos mortos fosse um lugar sobrenatural e diferente, bem distante da energia da cidade e dos vivos.
Nessa situação, nunca me disseram onde ela estava, e, além disso, eu nunca tinha sido ensinada a rezar por nenhum parente, exceto pela minha Madrinha, e foi entre os acordos que se chegou a uma audiência entre você das trevas, entre enviar e indicar a mulher que se tornaria a Sra. Natasha, a governanta, essa vez quando eu expressei meus pensamentos sobre ela,
Mesmo que ela fosse nossa única funcionária, que morava na mansão, ela apagava a luz quando eu estava na cama (outra mulher muito boa, embora rigorosa comigo) e ela apenas disse:
Na qual a cidade está sempre de noite.
Boa noite, Ester. – Ela sempre saía de lá, me deixando sozinha.
Mesmo que ainda houvesse apenas sete garotas na escola vizinha, onde eu era semi-interna, e mesmo que me chamassem de Astrid, Solveig, e nós as conhecíamos em casa, mesmo que todas fossem mais velhas do que eu (eu era a mais nova lá), mas parecia haver outra separação, todas eram mágicas, bruxas, damas do caos, que foram levadas para aquela escola para aprender a ser mediadoras e se envolverem na arte da magia.
Foi assim que aconteceu que ficou entre nós além disso, bem como elas sendo muito mais inteligentes do que eu e sabendo muito mais do que eu sabia.
Mesmo que cada uma delas, no que poderiam ter sido as primeiras semanas em que eu fui para a escola (eu me lembro disso muito bem), me convidou para ir à casa delas para participar de uma festinha, que foi realizada entre os membros dos clubes, nos quais todos estavam muito interessados, naquela época, quando era sempre sexta-feira à noite, o que era sempre uma grande alegria.
Ainda assim, até minha Madrinha escreveu uma carta bem seca em meu nome, mesmo que estivesse recusando o convite, e eu nunca pisei lá, para que eu pudesse sair e nunca mais voltar.
Durante os dias nublados em que eu frequentava aquela escola, alguns dias por semana, havia dias de dança e festas noturnas na escola em outros aniversários, mesmo que sempre encontrassem tempo para festas, especialmente em aniversários.
Tive muita alegria em cada casa em outros aniversários, como eu sabia por ouvir as garotas contarem umas às outras.
Mesmo que no meu dia quando houve, aquela segurança, minha vida, que era o dia do meu aniversário, foi o dia mais melancólico da casa durante todo o ano.
Mencionei o fato de que minha compreensão se torna mais rápida quando meu afeto também se torna mais rápido, a menos que minha vaidade me engane (como eu sei que pode me enganar, pois posso ser bastante vaidosa sem suspeitar, embora, na verdade, eu não suspeite).
Quanto ao meu temperamento, ele é muito afetivo e talvez eu ainda sentisse aquela ferida se tal ferida pudesse ser recebida mais de uma vez, com a vivacidade daquele aniversário.
O jantar acabou e minha Madrinha e eu estávamos sentadas à mesa, em frente à lareira, foi aí que o relógio estava correndo, o fogo estava crepitando; nenhum outro som foi ouvido na sala ou na casa por quanto tempo.
Eu não sei, mas aconteceu, devido a acordos, pagamentos de dívidas, sua Mãe deveria ter partido, foi um acordo de qualquer maneira.
Mesmo que eu olhasse timidamente, de onde eu estava costurando, para a minha Madrinha e em seu rosto, eu vi que ela estava olhando para mim com tristeza:
– Acho que teria sido melhor, Astrid, se você não tivesse tido seu aniversário, se você nunca tivesse nascido!
– Dessa forma, disse ela, eu acharia que seria diferente, tanto o discurso emocional quanto as dívidas que seriam pagas.
Eu não sabia na época, mas meu Pai, que me registrou, não era meu Pai.
Ainda, como oh! querida Madrinha, diga-me, eu te imploro, diga-me se minha Mãe morreu quando eu nasci.
– Agora não, eu não vou dizer mais nada.
Pra gente ficar de boa, não me pergunte mais nada, menina.
Minha Madrinha, mesmo que ela implorasse, ainda não diria mais nada sobre minha Mãe.
Mesmo durante minha insistência
– Então, diga agora, afinal, querida Madrinha, por favor.
O que eu fiz com ela?
Eu não sei por que ela foi embora, quando disseram que havia um acordo entre os representantes dos homens e os demônios.
– Então por que eu sou tão diferente das outras crianças.
– Então, me diga por que isso, mesmo que tenha sido culpa minha, Madrinha?
Magos, selos e dívidas, bem como criaturas antigas, como lobisomens e demônios, respeitam suas regras e dívidas.
– Ainda assim, não vá embora. Oh, me diga alguma coisa!
Além da dor, eu estava com medo.
A revelação poderia ser horrível e até assustadora.
Então, eu estava considerando todas as opções.
Era sobre agarrar o vestido dela, mesmo que eu estivesse implorando, ajoelhada a seus pés.
Enquanto isso, enquanto eu implorava, ela disse.
– Me solta! – Quando eu soltei ela, ela estava congelada em silêncio contemplativo.
Seu rosto sombreado tinha tanto poder sobre mim que fez com que toda a minha veemência cessasse.
Quando eu levantei minha mão trêmula para agarrar a dela ou implorar, ou pedir perdão pela minha existência.
Foi assim que eu senti toda a queimação, com todo o ardor que eu era capaz, mas eu segurei, quando ela olhou para mim, e deixei cair no meu coração batendo.
Naquela época, quando ela me levantou, sentada comigo na frente dela, em sua cadeira e, colocando-me em sua frente, ela disse lentamente, com uma voz fria e séria.
– Você é o espelho, tão semelhante a ela, que você parece uma cópia.
– Tanto sua Mãe quanto você, Ester, são a desgraça dela e você é a desgraça dela, mesmo que o tempo chegue, com uma mudança, que será entregue pela tempestade.
– Você reflete ela, o que não vai demorar, tudo isso em que você vai entender melhor, em que também vai deixar uma marca, tanto quanto isso você sentirá seu fardo e sua marca como ninguém pode sentir, mas uma mulher, como ela. – Disse sua Madrinha.
– Já que é assim, devo perdoar, tanto quanto seu rosto não suavizou) o mal que ela me fez e eu não falarei mais sobre isso, embora tenha sido maior do que você jamais saberá, sinta a dor em seu futuro. – Ela disse.
Ainda assim, alguém que nunca saberá, exceto eu que sofro com isso. Quanto a você, menina infeliz, você se tornou órfã e desgraçada desde o primeiro daqueles aniversários malignos.
Então, peça aos deuses, que diariamente, você não possa carregar seu legado, tudo isso para que os pecados não ocorram, para que seus males não caiam sobre sua cabeça.
Agora viva de acordo com o que está escrito.
Por aquele momento, esqueça sua Mãe, agora deixe todos os outros fazerem sua filha infeliz a grande gentileza de esquecê-la.
– Saia da minha vista. – Ela disse.
– Então, me faça um favor e pare de perguntar.
Mesmo que naquele momento em que eu estava saindo, aquele lugar estava tão frio quanto estava ali. – Na qual ela acrescentou o seguinte: