Quarenta e Quatro
Damien
Espero no quarto a Clara para ela por o vestido que eu comprei. Talvez eu devesse leva-la para comprar roupas e lingerie mais tarde. Eu acho que ela não vai morar comigo tão cedo e ela vai precisar das roupas.
Eu espero que a Clara tenha gostado da surpresa que eu trouxe para ela. Talvez seja isso que a está mantendo lá dentro. Ela está admirando ou se perguntando como chegou lá. Eu me pergunto se eu peguei o estilo e o design certos. A maioria dos que eu tirei do corpo dela pareciam ser do mesmo estilo. Eu espero que ela goste.
Ela finalmente sai do armário com um sorriso secreto no rosto. Ela definitivamente gostou da minha surpresa. Eu posso ver que o vestido serve perfeitamente nela. Eu tenho que me dar um joinha por ter conseguido o tamanho certo.
Ela chega perto de mim balançando os quadris de um jeito sedutor. Eu não consigo evitar sorrir. Eu acho que vou ter que me acostumar a fazer esse tipo de compras no futuro se a Clara começar a morar comigo no futuro.
"Você está linda", eu digo para ela.
"Obrigada", ela responde.
"Eu vi que o vestido serve. Eu estava duvidando do tamanho", eu digo para ela.
"Bem, serve como uma luva e sabe o que mais serve?" ela me pergunta com uma sobrancelha levantada. Eu sei do que ela está falando mas eu só quero fingir que não tenho ideia do que ela está falando.
"Me conta", eu pergunto.
Ela chega mais perto e fica na ponta dos pés.
"Serve muito bem. Me diga que foi você quem comprou isso para mim", ela sussurra no meu ouvido. Um sorriso bobo enorme se espalha pelos meus lábios.
"Isso, fui eu", eu respondo e ela sorri para mim.
"Obrigada pela calcinha. Isso foi muito atencioso da sua parte. Eu espero que você não as queira de volta porque eu gosto muito delas", ela sussurra de volta.
"Você pode ficar com elas. Eu comprei para você. Apesar do fato de eu realmente querer ver como elas ficam em você", eu digo para ela e ela me dá um sorriso tímido. Ela fica de pé de novo e então levanta o vestido devagar para revelar o que eu pedi.
"Eu gosto de como ele abraça sua bunda perfeita. Mal posso esperar para tirar ele de você mais tarde", eu digo. Ela solta o vestido e morde o lábio.
"Por que você não faz isso agora?" ela pergunta com olhos escuros e nublados. Oh, Clara. Você não tem ideia.
"Você acabou de ter o trabalho de colocar ele. Eu posso tirar ele agora", eu digo para ela.
"Eu espero que você consiga cumprir sua promessa", ela diz.
"Oh, eu vou", eu respondo com um tom igualmente sombrio.
Quando chegamos lá em baixo, a Clara e eu vamos para a sala de estar. Nós encontramos Athan, Orfeu e Raul na sala de estar. Eles estão sentados no sofá e parecem bem absorvidos em uma conversa.
Quando eles nos veem chegando, todos os seus olhos se viram para nós.
"Nós estamos interrompendo alguma coisa?" Eu pergunto para eles.
"Não, nós só estávamos nos perguntando onde o conselho decidiu colocar todos aqueles Vampiros recém-transformados. São muitos, mais de cinquenta deles. Mitras sugeriu que eles fossem distribuídos entre as famílias do clã Ventrue mas Celeste disse que eles deveriam ser colocados em um lugar comum por enquanto onde eles podem ser treinados juntos e se adaptar aos seus novos eus", Orfeu diz.
"Eu acho que a opinião do Mitras é muito melhor. Quer dizer, se eles viverem com outros Vampiros, eles vão conseguir se adaptar mais rápido do que sozinhos. Apesar do fato de que eles vão treiná-los, eu acho que seria melhor para eles aprenderem com os outros Vampiros", Athan diz.
"O que eles decidiram no final?" Eu pergunto.
"Eles não chegaram a um plano adequado. Não tem como eles levarem todos aqueles Vampiros para a sede do conselho. Eles são muitos e eles tiveram que passar pela cidade. O que as pessoas teriam pensado se as vissem sendo transferidas de onde estavam para a sede do conselho?" Raul responde.
"Então eles ainda estão lá?" Eu pergunto.
"Sim, mas eles estão sendo bem cuidados. No entanto eles não vão ficar lá por muito tempo. Aquela casa está em uma condição muito ruim e eles precisam de muito espaço", Athan responde.
"Cássio sugeriu que eles tivessem uma reunião adequada do conselho na sede para que eles possam decidir o que vão fazer por eles", Orfeu diz.
"Entendo. Você sabe quando vai ser a reunião lá?" Eu pergunto.
"Ainda não, mas eu tenho certeza que eles vão informar você quando eles a programarem", Orfeu responde.
"E o Lázaro?" Eu pergunto.
"Ele foi trancado na cadeia na sede. Ele está sob forte segurança", Raul responde.
"Ok, isso é bom", eu digo e aperto a mão da Clara para tranquilizá-la. Ela me dá um sorriso.
"Onde estão os outros?" Eu pergunto a pergunta mais óbvia.
"Eles estão descansando", Raul responde em um tom pragmático que me faz rir.
"Por que você não está descansando como os outros?" Eu pergunto para eles.
"Nós descansamos o suficiente de manhã e agora estamos bem. Muito descanso causa ferrugem", Ruil responde fazendo a Clara rir.
"Oh, como você está se sentindo, Cla?" Raul pergunta para ela. Cla? O quê? Desde quando ela é Cla?
"Eu estou bem. Obrigada", ela responde com um sorriso brilhante no rosto.
"Ela esteve aqui o tempo todo então não aja como se você tivesse acabado de perceber ela. E o nome dela é Clara", eu digo por irritação. Cla! Hã? A Clara bate no meu braço.
"Calma, mano. Eu só estava sendo legal com a moça", Raul se defende.
"Tudo bem, Raul. Você pode me chamar do que quiser, desde que não seja ofensivo", Clara diz. Espera! O quê? Ela acabou de dar permissão para ele chamá-la de apelidos?
"Obrigado. Eu gostei de você desde o começo. Eu sabia que nós nos daríamos muito bem", Raul diz para ela, gerando um sorriso enorme dela. Ok, eu não me importo com a bagunça desde que a Clara continue sorrindo assim.
A Clara deve estar com fome agora. Eu lembrei de trazer um pouco de fast food para ela quando eu fui para a cidade. Eu acho que estou fazendo um ótimo trabalho sendo um bom parceiro para ela, você não acha?
"Clara, eu acho que você deveria vir comigo e comer alguma coisa", eu digo para ela. Ela parece surpresa a princípio mas então mascara sua surpresa com um sorriso.
"Ok", ela responde.
Nós nos desculpamos da sala de estar e vamos para a cozinha.
"Você se lembrou", ela diz quando entramos na cozinha.
"Lembrou do quê?" Eu pergunto.
"Que eu tenho que comer", ela responde.
"Claro, eu sempre lembro", eu digo para ela.
"Então o que nós vamos preparar dessa vez?" ela pergunta enquanto olha ao redor.
"Não precisa disso hoje. Eu comprei comida pronta na cidade", eu respondo para ela e os olhos dela se arregalam.
"Eu sei que eu sou um parceiro muito atencioso", eu digo para ela e ela pula no meu peito me dando um abraço de urso.
"Obrigada", ela diz.
"Por quê? Não é nada", eu digo, me sentindo muito lisonjeado.
"Obrigada, por tudo. Você não tem ideia do quanto isso significa para mim. Você me faz sentir a garota mais sortuda da terra por ter você como meu parceiro", ela diz e meu coração frio e congelado derrete e salta com suas palavras.
"Você também me faz o Vampiro mais sortudo da terra por dizer que eu te faço a garota mais sortuda da terra", eu digo para ela e ela ri. Eu dou um beijo casto nos lábios dela e ela enrola as mãos no meu pescoço para que eu não me afaste. Ela fecha os olhos e oferece seus lábios para mim pedindo mais. Bem, como eu posso negar esse pedido lindo.
Eu coloco meus lábios nos dela de novo e beijo ela direito dessa vez. Quando eu me afasto, a Clara está sorrindo como uma adolescente boba. Ela parece incrivelmente linda e despreocupada.
"Eu queria que todos os momentos pudessem ser assim. Você e eu, juntos sorrindo e nos beijando. Eu só queria que o mundo não fosse tão injusto para que ele pudesse nos deixar ficar juntos como nós deveríamos estar. Eu quero ficar com você, Damien. Para sempre", ela diz e então seu sorriso desaparece lentamente. Oh, por favor não vá por aí Clara. Nem pense nisso.
Eu bato meus lábios nos dela, puxando ela de volta para mim. Eu quero garantir para ela que tudo vai ficar bem e os desejos dela vão se realizar, embora não em breve, mas algum dia. Por enquanto nós temos que aproveitar e tirar o máximo de cada momento que temos juntos. Eu não quero aquela nuvem escura pairando sobre nós sempre que estamos juntos. Eu quero que ela seja feliz como ela merece ser.
"Comida", eu digo quando nós dois nos afastamos do beijo. Ela acena com a cabeça e me larga para que eu possa pegar a comida. Eu coloco a comida em um prato e sirvo com o suco que eu também comprei. Talvez eu também devesse aprender a fazer suco.
Eu coloco na mesa e puxo uma cadeira para ela sentar. Eu sento em frente a ela e observo ela enquanto ela sorri para a comida dela. Bem, pelo menos eu consegui trazer o sorriso dela de volta.