CAPÍTULO QUARENTA E DOIS
O Theo e eu estamos nos preparando pra cama.
"A gente vai embora amanhã", o Theo fala enquanto ele se enfia embaixo das cobertas
"Mal posso esperar pra voltar. Sinto falta de todo mundo", eu falo, entrando embaixo das cobertas também.
"Nós não estamos indo pra casa."
"Pra onde nós vamos?"
"É surpresa."
"Uma surpresa"
"Sim"
"Pra onde a gente pode estar indo que seria surpresa pra mim?"
"Você vai ver amanhã", ele fala, sorrindo
"Ok, boa noite", eu falo, beijando ele.
"Boa noite, amor", ele fala assim que a gente sai do beijo.
Na manhã seguinte, o Theo e eu saímos bem cedo. Passamos umas duas horas no ar antes de voltar pra terra. Estamos no carro agora, a caminho de um lugar que só o Theo sabe o que ou onde é.
Eu desvio o olhar da minha janela quando ouço o Motorista falando com alguém. Olho pra frente e percebo que estamos na frente de um portão gigante de ferro fundido. É tão grande quanto o portão do castelo do Rei Vampiro.
"Declare seus negócios aqui", O homem dentro da segurança no posto perto do portão pergunta ao Motorista.
"O rei chegou"
"Oh, me perdoe, meu rei. Eu vou abrir imediatamente", O homem no posto de segurança fala e faz o que disse.
O Motorista entra em um complexo enorme. É ainda maior que o do Rei Vampiro.
"Theo, onde a gente tá?"
"Nós estamos em casa", o Theo fala, sorrindo.
"Em casa", eu pergunto, confusa com como esse lugar estranho é nossa casa
"Sim, em casa, vem. Eu vou te mostrar tudo", o Theo fala, saindo enquanto o carro parou. O Theo caminha pro meu lado e abre a porta pra mim. Na minha frente está o maior castelo que eu já vi na minha vida. O palácio do Rei Vampiro nem se compara ao que está na minha frente.
"Theo", eu falo, olhando pra ele confusa.
"Na verdade, é aqui que a gente devia ficar, em vez do outro lugar. Eu tava reformando aqui. Por isso a gente tava ficando lá", o Theo explica enquanto a gente caminha em direção à entrada do castelo. Os Guardas na entrada se curvam imediatamente assim que veem o Theo.
"Então você tá me dizendo que tinha um castelo esse tempo todo, tipo um rei de verdade."
"Sim"
"Uau, esse lugar é lindo", eu falo enquanto a gente entra no palácio.
"Eu sei", o Theo fala, sorrindo.
O Theo me mostra o castelo; palavras não conseguem descrever o quão lindo o lugar é. A gente tá caminhando em direção aos campos de treinamento. É aqui que o Theo está treinando todos os lobisomens pra guerra que tá chegando. Enquanto a gente caminha em direção aos campos de treinamento, eu vejo uma pessoa que não é lobisomem no meio dos lobisomens. Eu saio do lado do Theo pra dizer oi pra minha querida amiga.
"Oi Ekaterina", eu falo, sorrindo enquanto puxo ela pra um abraço
"Oi Ana, como você tá?"
"Eu tô ótima, e você? O que você tá fazendo aqui?"
"Eu tô ótima também. Eu tô aqui ajudando os lobisomens a treinar pra guerra que tá chegando."
"Você não é vampira. Como você pode ajudar com o treinamento?"
"Ela pode não ser, mas ela é uma bruxa, e as bruxas entraram na guerra com o Rei Vampiro. A gente precisa de uma bruxa enquanto treina os lobisomens pra guerra" o Theo responde minha pergunta antes que a Ekaterina possa falar.
"Ah, muito obrigada, Ekaterina."
"De nada, Ana."
O Theo e eu voltamos pra dentro do castelo assim que ele termina de dizer algumas palavras pros lobisomens treinando.
Na manhã seguinte, eu acordo cedo pra poder treinar com a Ekaterina e os outros lobisomens.
"Onde você vai?" o Theo pergunta enquanto entra no nosso quarto. Ele acabou de voltar de uma corrida em forma humana.
"Eu vou treinar com a Ekaterina."
"Por quê? Você não precisa disso?" Ele fala, tirando a camisa.
"Por que você diria que eu não preciso disso?" Eu pergunto, enquanto tento o meu melhor pra não olhar pro corpo dele enquanto ele continua tirando a roupa. O peito dele tá pingando de suor, e por mais que eu devesse estar com nojo, eu tô super excitada com isso. O jeito que o suor escorre pelos músculos dele tá me fazendo…
"Anastasia!" o Theo fala, balançando as mãos na minha cara. Eu não acredito que me perdi nos meus pensamentos.
"Você tava dizendo", eu pergunto, engolindo a saliva enquanto eu observo o Theo tirar a calça de treino.
"Eu disse que você não precisa treinar, já que você não vai lutar na guerra."
"Por que eu não vou lutar na guerra?"
"Porque eu não quero que você vá."
"Por que você não quer?"
"Porque o reino precisa de você pra governar se eu morrer."
"Você não vai morrer, e eu vou lutar na guerra."
"Não, você não vai, Anastasia."
"Theo, você não pode me impedir de lutar na guerra porque você quer que eu governe caso você morra. Essa guerra é tão importante pra mim quanto você" Se ele soubesse que eu sou a razão pela qual essa guerra tá acontecendo em primeiro lugar. Espero que, se o plano que eu tenho em mente der certo. Essa guerra não aconteça, e o Theo e todo mundo que eu amo fiquem seguros.
"Eu não posso deixar nós dois irmos pra guerra. Quem vai governar se a gente morrer? O reino dos lobisomens vai cair se você não estiver lá pra governar se eu morrer."
"Por favor, para de dizer se você morrer. Você não vai morrer. Por favor, para de dizer isso."
"Você sabe que tem uma grande possibilidade de eu morrer, e você não quer aceitar isso. Por favor, me escuta e concorda em não ir pra guerra", o Theo implora com os olhos.
"Eu vou pensar sobre isso" Eu quero lutar porque essa guerra é toda por minha causa, e ao mesmo tempo, o Theo tá certo. Se nós dois morrermos, o reino dos lobisomens vai cair no caos. A gente não pode deixar isso acontecer se o Rei Vampiro sobreviver à guerra.
"Obrigado", Ele fala, beijando a minha testa antes de ir pro banheiro.
"De nada. Eu ainda quero ir e assistir o treino, se você não se importar."
"Eu não me importo."
"Obrigada", eu falo e saio do nosso quarto.