CAPÍTULO CINQUENTA E OITO
Na manhã seguinte, eu e o Theo acordamos cedo e nos preparamos pra visitar a Ekaterina no hospital. A Ekaterina ainda tá no hospital; ela não tá melhorando nem piorando. A saúde dela tá parada. Ela precisa ficar no hospital pra poderem monitorar ela. Eu espero que ela se recupere logo.
Eu e o Theo chegamos no hospital depois de andar uns minutinhos. O hospital não é muito longe do palácio. A gente bate na porta da Ekaterina antes de entrar.
"Oi," eu falo, entrando.
"Meus dois pombinhos favoritos," a Ekaterina fala assim que nos vê. Ela não tá com uma cara muito boa hoje. Parece fraca e uns quilos mais magra. Eu fico pensando por que ela não melhora. Os médicos também não sabem.
"Como você tá hoje?" o Theo pergunta, preocupado. Tenho certeza que ele tá mega preocupado com a saúde da Ekaterina.
"Melhor, o bebê deixou eu tomar água hoje," a Ekaterina fala, sorrindo fraquinho.
"Que bom. Onde tá o seu mate?" eu pergunto, sentando do lado dela na cama. Ela se mexeu um pouquinho, pra eu poder me juntar a ela na cama.
"Ele saiu pra pegar uma coisa. Já já ele volta."
"Ah, tá. A gente veio te perguntar uma coisa."
"Tô ouvindo," ela fala, sentando um pouco pra ouvir o que a gente veio falar.
"Você acha que tem como eu reviver o irmão do Rei Vampiro sem morrer no processo?"
"Hmmmm, não tenho certeza, mas deve ser possível."
"Você realmente acha que pode ser possível?"
"Sim, acho, porque da última vez que a Ava tentou tirar seu sangue, ela te cortou muito, porque tava rolando a guerra. Não precisava tirar seu sangue daquele jeito que ela fez. Ela fez isso pra poder tirar o sangue do seu corpo rápido antes do Theodore chegar e impedir ela de usar seu sangue pra reviver o irmão do Rei Vampiro, o que o Theodore fez. Eu até acho que por causa da quantidade de sangue que foi tirada de você e jogada no irmão do Nickolas, ele não precisa de muito do seu sangue pra voltar."
"Sério?" o Theo pergunta, com esperança na voz.
"Acredito que sim."
"Uau, essa é uma notícia ótima," eu falo, sorrindo.
"Preciso perguntar, por que você tá perguntando se a Ana não vai morrer se reviver o irmão do Rei Vampiro?" a Ekaterina pergunta, confusa.
"A Ava falou que vai tirar a maldição do Theo se eu der o meu sangue pra ela."
"Sério, ela disse isso?" a Ekaterina pergunta, chocada.
"Sim, disse."
"Uau, isso é realmente incrível."
"Eu sei," eu falo, limpando a lágrima que escapou dos meus olhos. Eu não consigo acreditar que o Theo e eu finalmente vamos conseguir completar o processo de acasalamento.
Eu e o Theo ficamos com a Ekaterina até o mate dela voltar. A gente se despede dela e sai do quarto dela pra voltar pro palácio. Eu e o Theo estamos quase saindo do hospital quando uma voz atrás da gente faz a gente parar na hora.
"Meu rei, minha rainha," o Kyler fala, correndo em direção a mim e ao Theo. "Desculpa incomodar vocês dois hoje de manhã, mas por favor, eu preciso da ajuda de vocês," o Kyler fala, com desespero na voz.
"O que você precisa?" o Theo pergunta.
"É sobre a rainha."
"Eu? Com o que você precisa que eu te ajude?" eu pergunto, curiosa pra saber.
"Vocês dois se importam se a gente for pra um lugar reservado pra conversar?"
"Vamos pro meu escritório," o Theo fala.
"Por favor, mostre o caminho, meu rei," o Kyler fala.
A gente vai pro escritório do Theo; assim que a gente senta, o Kyler cai de joelhos.
"Kyler, que diabos você tá fazendo?" o Theo pergunta, chocado de ver o Alpha mais forte dele de joelhos na frente dele.
"Eu sei que o que eu vou pedir é demais, mas a vida do meu filho que ainda vai nascer e da minha mate tá em jogo. Por favor, minha rainha, eu imploro. Por favor, doe um pouco do seu sangue pra minha mate."
"Por que a Ekaterina precisa que eu doe sangue pra ela?" eu pergunto, confusa.
"A rainha dela veio pra ela no sonho e contou por que nossos bebês estão morrendo. O único jeito de parar isso é com o seu sangue."
"Sério, se eu doar um pouco do meu sangue pra Ekaterina, pode fazer o bebê viver mais de quatro meses?"
"Sim, minha rainha. O bebê vai poder nascer se tudo der certo. Eu sei que você acabou de se recuperar e isso vai te deixar fraca, mas por favor, você pode doar um pouco do seu sangue pra Ekaterina? O bebê tá matando ela sem isso," o Kyler implora.
"Por favor, levanta. Você não precisa implorar pra mim. Eu vou doar meu sangue pra Ekaterina sem pensar duas vezes."
"Muito obrigado, minha rainha. Obrigado," o Kyler fala, se levantando do chão.
"De nada," eu falo, com um sorriso suave pra dar esperança pra ele que tudo vai ficar bem.
Mais tarde, eu visito o hospital e doo um pouco do meu sangue pra Ekaterina. Eu realmente espero que a rainha dela não tenha mentido pra ela quando contou o motivo de seus bebês estarem morrendo. Ela não contou diretamente o que ia resolver, mas a Ekaterina acredita que meu sangue pode funcionar. Eu espero que funcione porque a Ekaterina merece ter um bebê. Ela é uma pessoa tão maravilhosa. Vai ser de partir o coração se ela não conseguir ter um filho dela.
A Ekaterina realmente planejou me pedir pra doar meu sangue pra ela hoje, mas quando eu contei pra ela que ia dar pra Ava pra ela reviver o irmão do Rei Vampiro. Ela não pediu de novo. Ela disse que sabia que eu precisava de todo o sangue do meu sistema pra eu conseguir fazer um acordo com a Ava. Eu falei pra ela que ela é tão importante quanto quebrar a maldição do Theo porque, sem ela, não teria necessidade de quebrar a maldição. Ela é a razão de eu estar viva, e eu vou ser eternamente grata a ela.
Já se passaram alguns dias desde que a Ava veio nos meus sonhos. Eu esperei ela toda noite pra ela voltar pra contar que a gente tinha um acordo, mas ela não veio. Eu tô indo pro quarto da Ekaterina aqui no castelo. Eu quero falar com ela pra saber se ela tem um jeito de entrar em contato com a Ava.
Eu bato na porta do quarto dela assim que chego. Eu espero alguns segundos antes de alguém vir e abrir a porta pra mim.
"Oi, Ana," a Ekaterina fala, sorrindo.
"Oi, Ekaterina," eu falo, entrando no quarto dela depois que ela sai da frente pra eu entrar.
"A que devo o prazer de ver a rainha hoje?" a Ekaterina fala, indo pro sofá no quarto dela. O mate dela não tá em lugar nenhum. Ele deve estar nos campos de treinamento como o Theo também tá. Eu não tava com vontade de treinar hoje; por isso não tô com eles.
"Eu preciso da sua ajuda," eu falo, sentando no sofá dela.
"Tem alguma coisa de errado?" ela pergunta, preocupada.
"Não, não tem nada de errado. Eu preciso da sua ajuda pra entrar em contato com a Ava."
"Ah, ela não veio te ver nos seus sonhos?"
"Não, ela não veio."
"Tudo bem, eu vou fazer algumas ligações e ver se consigo o número dela. Assim que eu conseguir, eu te mando."
"Obrigada, Ekaterina."
"De nada, Ana."
Duas semanas se passaram desde que eu pedi pra Ekaterina me ajudar a entrar em contato com a Ava e falar pra ela que eu tô de acordo com o acordo. A gente vai se encontrar com ela amanhã. A Ekaterina conseguiu o número dela e marcou uma reunião há alguns dias.
"Você tá nervosa com amanhã?" o Theo pergunta enquanto se junta a mim na cama. A gente tá prestes a dormir.
"Um pouco, e você?"
"Igual," o Theo fala, me puxando pra perto dele.
"Eu tô preocupada que ela possa nos enganar, e eu vou morrer assim que a gente acasalar."
"Eu também, e também tô preocupado com o que o irmão do Rei Vampiro faria assim que acordasse. O reino dos lobisomens não pode ter outra guerra por pelo menos cinco anos."
"Você acha que a gente tá sendo egoísta colocando as nossas necessidades em primeiro lugar?" eu pergunto, sentando um pouco pra encostar a cabeça no peito do Theo.
"Na real, não, porque não é como se a gente tivesse escolha. Tenho certeza que se alguém soubesse o que a gente tá fazendo, não ia nos culpar."
"É, você tá certo; ninguém ia. Eu nem devia deixar eu mesma pensar assim," eu falo, balançando a cabeça pra afastar esses pensamentos.
"É, você não devia. A gente só deve pensar nas coisas maravilhosas que podem acontecer se a Ava cumprir a palavra dela e quebrar a maldição."
"Ai, meu Deus, isso ia ser incrível," eu falo, me virando pra encostar a cabeça no peito do Theo. Minhas bochechas ficam vermelhas como fogo enquanto as imagens de como o Theo ia me deflorar passam pela minha cabeça. Eu mal posso esperar pra isso acontecer.
"Não vejo a hora de te marcar," o Theo fala, beijando minha testa.
"Eu também," eu falo, sorrindo.