Seus Olhos Avelã e Seus Olhos Castanhos Escuros (I)
A Mrinal tava ocupada com os estudos dela. Era sábado e os exames dela iam começar na segunda. Depois de terminar o trabalho na tela, ela olhou pra tela dela e percebeu o que fez. A mente dela foi pra um *flashback* das coisas da manhã.
*Flashback começa*
Ela levantou de manhã e se arrumou como sempre. Ela tava atrasada, na real. Ela passou um *kohl* clarinho nos olhos e botou um par de brincos pela primeira vez.
Ela queria ir pro jardim sem incomodar ninguém. Ela foi pro jardim, mas, infelizmente, se perdeu. Ela murmurou pra si mesma: 'Isso é por causa daquele *Mafia* estúpido. Quem faz essa casa grande, ops, mansão? Me perdi. Não consigo nem lembrar a direção do quarto da Choti ma e do Chote papa.' A Mira saber a direção do quarto deles nem ia te ajudar. Eles devem estar dormindo. Devo voltar pro meu quarto.'
Ela tava voltando pro quarto dela, mas, pra azar dela, esqueceu o caminho. Ela pensou por um segundo e começou a andar na direção que achava, mas acabou na sala de ginástica do marido dela. Mas ela não esperava que o marido dela fosse sair depois de fazer o treino matinal dele. Ele tava MUITO gato com a camiseta e a calça de moletom.
Os dois não esperavam se encontrar de manhã. Os olhos deles se encontraram e eles dividiram um *eye lock*. Pela primeira vez, a Mrinal se sentiu atraída pelos olhos castanhos dele. Ela não sabia o porquê. Ela ainda lembra dos olhos frios dele durante o sequestro. Os olhos castanhos dele deram um cagaço nela naquela noite, mas hoje ela tava se sentindo atraída pelos olhos dele, sem limites, pela primeira vez. E sobre o Abhay, ele não esperava que a manhã dele fosse ser tão linda. Os olhos castanhos escuros dela sempre atraíam ele, mas hoje, o cabelo molhado dela, o *kohl* preto nos olhos grandes e os cheiros de lavanda dela estavam fazendo dela uma feiticeira pra ele. Finalmente, a Mrinal quebrou o *eye lock* e olhou pra outro lado. O Abhay também saiu dos pensamentos dele.
O Abhay falou: 'Eu quero te beijar, minha esposinha.'
A Mrinal não ouviu direito: 'Hã?'
O Abhay entendeu o que disse: 'Nada. Você tá MUITO linda. Deixa eu te levar de volta pro seu quarto.'
A Mrinal não entendeu: 'Por quê? Eu consigo andar sozinha. Não precisa me carregar toda hora.'
Ela achou que ele ia carregá-la como antes.
O Abhay riu da inocência dela: 'Se você quiser, eu posso te carregar nos meus braços pro resto da vida. Mas eu quis dizer outra coisa, *baby*. Eu sei que você se perdeu. Então eu tava falando pra te ajudar a chegar no seu quarto.'
A Mrinal sentiu as bochechas dela ficarem vermelhas de vergonha. Ela bateu a mão na testa mentalmente pela burrice dela.
O Abhay pensou e riu: 'Você tá fofa, querida. Vamos pro seu quarto. Eu vou trazer seu café da manhã. Eu sei que você acorda cedo. Então eu falei pros funcionários prepararem o café da manhã cedo. Você só precisa se concentrar nos seus estudos, *baby*.' Dando um tapinha nas bochechas coradas dela.
A Mrinal não conseguiu falar nada. Ela nem conseguiu falar que queria ir pro jardim. Ela seguiu ele em silêncio, embora ele estivesse andando do lado dela. Chegando no quarto dela, ela falou baixinho: 'Não tá tão cedo. Hum, eu vou tomar café da manhã com todo mundo. Quer dizer, não quero tomar café da manhã sozinha.'
Bem, não tava tão cedo assim. Os funcionários já tinham começado o trabalho deles. Chá na cama ia ser servido em breve. E a Devika tava se arrumando pra ir se juntar a eles pra fazer o café da manhã. Não importa quantos funcionários eles tenham, a Devika vai preparar a comida sozinha, mesmo que o Abhay e o Vishal peçam pra ela não se estressar. Um olhar firme dela e eles param na hora.
Abhay: 'Mas vai demorar um pouco. Você não deveria passar fome. Se quiser, eu posso ir com você. Deixa eu só tomar banho.'
A Mrinal balançou a cabeça em sinal de não e falou: 'Não, nós todos vamos tomar café da manhã juntos.'
O Abhay ficou MUITO feliz ouvindo isso da boca dela. Ele balançou a cabeça em sinal de sim e falou: 'Ok. Você quer um pouco de chá ou café, ou qualquer outra coisa?'
A Mrinal balançou a cabeça em sinal de não. O Abhay falou: 'Ok, eu vou mandar suco. Tome, senão a Choti ma vai te dar uma bronca.' e foi embora, sabendo que ela não gosta de chá ou café.
A Mrinal queria dizer na cara dele: 'Tale ar amay jiggesh korar dorkar chilo? Ufff!' [Então por que você perguntou pra mim? Ufff!], mas não falou nada.
Ele foi se arrumar com o terno de trabalho dele. Ele vai encontrar alguém MUITO especial hoje. Ele tava gato como sempre. Mas o sorriso malvado tava deixando ele mais diabólico e gato. Depois ele começou a trabalhar no laptop dele, tomando café preto.
A Mrinal sentou perto da janela, fazendo bico, já que não conseguiu ir pro jardim. Uma funcionária veio com o suco. Bem, tinha MUITAS opções. Ela pegou suco de maçã e agradeceu. Ela tomou e pensou: 'Devo ir ajudar a fazer o café da manhã? A Choti ma faz tudo com os outros. Eu também deveria ir e fazer alguma coisa. Senão vai parecer muito ruim. Eu também moro com eles. Devo ir ajudar como eu fazia na minha casa.'
Ela então tocou a *Tanpura* dela por um tempo. Ela sentiu alívio depois de tocar. Era a paixão dela. Além de desenhar, ela ama tocar. Ela adora a *Tanpura* dela como os instrumentos são adorados. Especialmente olhar pro jardim pela janela do quarto dela enquanto tocava, fazia ela sentir que tava em paz. E sim, ela tava.
Depois disso, ela saiu. Felizmente, dessa vez, ela encontrou a cozinha. A Choti ma já tava lá com outros funcionários. Ela a cumprimentou: 'Bom dia, Choti ma.' Ela respondeu: 'Bom dia, Mrinal. Você acordou cedo, então por que não tomou café da manhã? Tá com fome? O que você quer comer? Eu tô fazendo…'
Dessa vez, a Mrinal a interrompeu: 'Choti ma, não tô com fome. Vou tomar café da manhã com vocês. Eu vim aqui pra… pra… Hum, posso fazer alguma coisa? Tipo, quero fazer o café da manhã com você.'
Choti ma: 'Sim, pode. É a sua casa também, você pode fazer o que quiser. Vamos fazer o café da manhã juntas.'
Os funcionários também a cumprimentaram. Ela cumprimentou eles de volta. Elas fizeram o café da manhã enquanto conversavam e riam. A Mrinal descobriu sobre a comida favorita dos outros, como o que eles gostam de comer, já que ela perguntou pra Choti ma. Então a mesa foi posta. Elas começaram o café da manhã. Na hora do café da manhã, todo mundo sentiu a diferença do sabor da comida. O Abhay e o Vishal amaram a comida, o que foi claro pela velocidade com que eles comeram e pelos elogios deles. O Abhay foi o primeiro a perguntar: 'Choti, a comida de hoje tá diferente.'
O Chote papa também falou: 'Sim, tá diferente e MUITO gostosa. Eu amei. Especialmente esse *gajar ka halwa*.' comendo o *halwa*.
A Choti ma sorriu e falou: 'Bem, tá. Não tá gostoso? Abhay, o que você acha?'
O Abhay respondeu: 'Tá MUITO gostoso. Eu amei. Você tentou algo novo? Tipo, receita nova? Tudo tá MUITO gostoso e diferente hoje.' na voz animada dele, como uma criança.
A Choti ma sorriu bastante dessa vez: 'Bem, eu não preparei a comida de hoje. Foi a sua esposa que fez tudo isso, Abhi.'
A Mrinal não sabia o que falar, então ela só tava olhando pra eles. Mas, de repente, os olhos deles se encontraram de novo, quando ela olhou pro Abhay e o Abhay já tava olhando pra ela, ouvindo as palavras da Choti ma. Dessa vez, eles se perderam de novo na profundidade dos olhos um do outro. Um sorriso não saía dos lábios do Abhay e a Mrinal não sabe por que um sorriso se formou nos lábios dela. O Abhay não esperava que ela fosse tomar a iniciativa assim. Não é tipo tomar a iniciativa, como aceitar o relacionamento deles, tava fazendo tarefas domésticas pra ele. Mas ele tava feliz que ela tava se aceitando como parte dessa família. O Vishal e a Devika queriam rir deles, mas não falaram nada. Finalmente, o Vishal pigarreou pra chamar a atenção deles.
A Mrinal olhou pra baixo, envergonhada, pela segunda vez, isso na frente dos mais velhos. De novo, as bochechas dela tavam vermelhas.
Então, a Choti ma falou: 'Sr. Shekhawat, você não acha que deveria dar pra sua nora algum presente, já que ela fez toda essa comida gostosa pra gente? E você, Sr. Abhi, hum?'
Chote papa: 'Sim, por que não?'
Então ele deu uma grana pra ela e deu um tapinha na cabeça dela com carinho. Ela não aceitou no começo, mas os olhares firmes do casal fizeram ela pegar. E o Abhay sorriu pra cara assustada dela, que pareceu fofa pra ele. A Mrinal queria MUITO dar um soco na cara dele. A Mrinal se abaixou pra tocar nos pés dele, mas ele não deixou ela tocar nos pés dele. Ele sorriu com carinho e a abençoou. Ela também se abaixou pra tocar nos pés da Devika também, mas ela a puxou pra um abraço e falou: 'Seja sempre feliz, querida.' e beijou a testa dela. Então, a Choti ma falou: 'Abhi, o que você vai dar pra sua esposa, hum?'
O Abhay falou: 'Viu, Choti ma, seu filho não tem nada agora pra dar pra sua filha. Mas eu vou dar pra ela algo que ela vai amar.'
O Chote papa falou: 'É melhor você, Sr. Velho. E você, Sra. Shekhawat?' e ele riu.
O Abhay falou: 'Eu não sou um Velho.' na voz ranzinza dele.
A Choti ma falou: 'Não se preocupe, eu vou dar pra ela algo que ela realmente merece.'
Desse jeito, eles terminaram o café da manhã. A Mrinal tava feliz, já que eles elogiaram ela MUITO e isso foi genuíno.
Eles iam sair. Hoje, a Mrinal foi se despedir deles na porta com a Choti ma. A Choti ma falou pra eles: 'Os dois almoçam na hora certa. Eu vou mandar com o Ritesh.' e eles balançaram a cabeça como crianças obedientes. O Vishal e o Abhay beijaram a testa da Devika como sempre, antes de sair de casa. Então, o Chote papa beijou o cabelo da Mrinal e falou: 'Devika, cuida dela e de você também.' e deu um tapinha na cabeça dela.
O Abhay tava pensando em dar um beijo na testa dela, já que ele não sabia se ela ia gostar ou não. Ele decidiu dizer um tchau legal pra ela, mas a Mrinal segurou os braços dele e falou: 'Hum, quando você volta?'
O Abhay primeiro pensou que ela queria que ele falasse ou beijasse a testa dela, mas ouvindo a pergunta dela, ele entendeu que ela não tava pedindo isso.
O Abhay perguntou pra ela baixinho: 'Por quê? Quer dizer…' e ele foi interrompido pelo Vishal. Ele falou: 'Que porra você tá falando? Diz pra ela que você volta no momento em que ela pedir pra você voltar. Como eu faço pra sua Choti ma.' fazendo a Devika corar.
A Mrinal sentiu, literalmente, o amor puro entre o casal. E o Abhay, bem, ele testemunhou a força do amor deles todo dia, quando eles estavam fugindo. E ainda, ele testemunha e admira isso.
O Abhay falou: 'Ok. Me diz quando eu tenho que vir. Eu vou estar em casa na hora.'
A Mrinal falou baixinho: 'Eu quero ir pro hostel, como eu falei antes. Mas…' ela parou e agarrou a ponta do *saree* dela na mão e então continuou 'Mas eu não quero ir sozinha. E eu não quero incomodar a Choti ma. Então, você vai me levar pra lá?'
Ela falou as últimas duas frases como um sussurro, pra que a Devika e o Vishal não ouvissem. Bem, eles não podiam ouvir, já que estavam ocupados nas fofocas deles. Ela não queria ir sozinha depois do que aconteceu. Não importa o que, ela ia surtar se o Abhay não estivesse lá.
Por outro lado, o Abhay conseguiu sentir o medo dela por causa da noite passada. Ele falou: 'Eu vou chegar antes das 7 horas. Tá tudo bem?'
A Mrinal balançou a cabeça em sinal de sim com um sorriso. Dessa vez, o Abhay não conseguiu se controlar e deu um beijo rápido na testa dela e falou: 'Cuida de você e da Choti ma. E não se estresse. Faça o que você gosta e a comida tava MUITO gostosa, *baby*.' fazendo a Mrinal corar um pouco. A Mrinal não desgostou nem um pouco. Finalmente, eles foram embora, dizendo tchau pras damas.
Mais tarde, a Choti ma deu pra ela uma caixa de joias de madeira velha. A caixa era linda em si, com o design e a glória tradicionais e velhos dela. A Mrinal ficou surpresa ao ver a caixa. A Devika falou pra ela abrir e ela abriu. Ela ficou mais surpresa ao ver que a caixa tava cheia de joias. Todas elas eram tão lindas que ninguém conseguia nem tirar os olhos. A Mrinal gostou MUITO delas, mas tê-las pra si mesma nunca passou pela cabeça dela. Todas as joias estavam mostrando a beleza e a glória delas com os designs tradicionais. A Devika falou: 'Todas essas joias pertenciam à sua sogra. Agora, pertencem a você. Todas elas são joias tradicionais da família delas e totalmente únicas. Sua sogra devia te dar, já que são as joias tradicionais delas e passam pelas gerações. Eu tô te dando, em vez da Bhabi. Pegue e você é a verdadeira dona de todas essas joias. Bem, você é uma joia de pessoa.' e entregou a caixa pra Mrinal.
A Mrinal sentiu a voz dela rachar quando ela falou sobre a mãe do Abhay. A Mrinal sorriu educadamente, pegando na mão dela, ela falou baixinho: 'Choti ma, obrigado por esse presente MUITO precioso, porque todas essas joias são as memórias da minha sogra. E, Choti ma, eu tô MUITO feliz de receber esse presente maravilhoso. Eu tô triste porque meus sogros não estão aqui, mas eu também tô feliz que você e o Chote papa estejam aqui por nós. Mas, Choti ma, eu tenho um pedido. E eu quero que você guarde esse pedido como um presente seu. Você vai me dar?'
A Devika ficou surpresa ao ouvir que a Mrinal tava pedindo alguma coisa por conta própria. O que não era a personalidade dela, de jeito nenhum. Mas ela tava feliz, já que, pela primeira vez, ela tava pedindo por conta própria. Ela sorriu, passou a mão no cabelo dela com carinho e falou: 'Peça o que você quiser. Eu vou amar te dar.'
Mrinal: 'Choti ma, eu quero que você guarde. Vai estar seguro com você. E sobre a tradição, eu tô morando aqui. E essa caixa tá aqui. Você só guarda, como você guardou por anos, por favor. Você também prometeu.'
A Devika beliscou o nariz dela e falou: 'Você tem um coração tão puro. Ok, eu vou guardar, como eu prometi, mas agora você tem que pegar uma joia da sua própria escolha dessa caixa.'
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