Capítulo 3
Com o tempo, todo mundo foi pra aula, mas eu tava ali, pensando quando ele ia acabar o café e me largar. Comecei a me perguntar se o café ainda tava quente. Será que já não esfriou?.
Depois do que pareceu uma hora, ele terminou o café e olhou pra mim; Os lábios dele se mexeram pra cima. Urrrrr! Eu já odeio ele. Aqueles sorrisinhos! Eu queria tirar esses sorrisinhos da cara dele.
"Boa, boneca, eu te aprecio." Ele levantou da cadeira e deu um tapinha no meu ombro. Eu queria gritar na cara dele pra ele não me tocar, mas fazendo isso, ia deixar a situação ainda pior do que já tava, então fiquei quieta.
"Agora você pode ir." Ele beijou meu cabelo e saiu da lanchonete sem nem olhar pra mim, não que eu quisesse a atenção dele, de qualquer forma.
Eca!! A primeira coisa que preciso fazer é tomar um bom banho assim que chegar no albergue, especialmente pra tirar o cheiro dele do meu cabelo.
Suspirando fundo, com o coração batendo forte, eu fiquei ali sem conseguir fazer nada. O que aconteceu aqui? Por que eu caí nessa furada? O mais importante, o que eu vou fazer?
Depois de ficar parada como uma estátua por mais cinco minutos, eu perguntei pra caixa quanto eu tinha que pagar. Por isso, ele simplesmente falou "9975. Rs" enquanto me dava uma cara de pena, que é a única coisa que eu odeio com todas as minhas forças.
Eu não pedi a pena de ninguém!
Espera! Ele disse 9975? Rs? É quase 10000!!!! A renda de um mês do meu pai! Eu não posso desperdiçar o trabalho duro dele com a minha besteira.
Meu coração, que já tava acelerado, aumentou ainda mais. É muita grana! Eu não consigo arrumar essa grana em um dia nem em um mês.
"Huuhh!" Soltei um suspiro de frustração. Me pergunto como vou arrumar essa grana toda.
Pode ser uma coisa simples pra outros, já que é o preço do almoço de um dia, mas pra mim, é uma grana muito alta. Oh, Deus! Me dá um pouco de força! Como vou lidar com essa situação.
Não posso pedir dinheiro pros meus pais; não que eles fossem rudes. É que eu não me sinto confortável com isso. Eles já gastaram dinheiro suficiente com a minha educação. Daqui em diante, não quero ser um peso pra eles.
Ok, beleza! É meu problema, e eu consigo resolver sozinha. Não preciso da ajuda de ninguém. Eu disse pra mim mesma. Depois de um tempão debatendo na minha cabeça como lidar com a situação, pedi pra ele me fazer um favor com meus olhos de cachorrinho que funcionaram do jeito que eu queria.
Bem, pelo menos ele tem um pouco de humanidade. Com isso, fui pra aula pra assistir à sessão, esquecendo a primeira razão de eu estar ali.
Talvez eu evitasse as consequências se tivesse ficado na minha sala de aula. O desejo de encher a barriga me arrastou até aqui.
"Não tô com fome." Eu esfreguei minha barriga lisa. Ele estragou meu humor e minha fome foi embora, por causa do incidente que aconteceu uma hora atrás.
Quando entrei na sala, a atenção de todo mundo se voltou pra mim, como se eu tivesse crescido com o unicórnio 'Estou atrasada de novo dessa vez'. Merda!! Eu xinguei mentalmente e dei um tapa em mim mesma. O Professor(a) balançou a cabeça em descrença antes de dizer "entre".
Ele me avisou que "Como é seu primeiro dia, estou te perdoando dessa vez, mas não repita isso da próxima vez. Eu não tolero essa atitude. Entendeu?" Eu queria muito responder 'não é minha atitude'. Mas só balancei a cabeça antes de entrar na sala de aula.
Eu sentei no meu lugar em silêncio e comecei a pensar em como arrumar o dinheiro pra amanhã. Sim! Eu pedi pra ele me dar um dia pra arrumar a grana. Nada mais, nada menos.
Depois que o sinal tocou, saí da sala de aula o mais rápido que pude, porque não queria passar mais um segundo ali. Cautelosamente, saí do campus da faculdade e cheguei no meu quarto às 16h30. Me sentindo muito exausta, joguei minha mochila no chão e coloquei a mão no rosto.
Quem tem coragem de me emprestar uma grana tão grande? Eu não sou nada, só uma garota simples que é nova nessa cidade, e ninguém ousa me dar essa grana toda pra uma pessoa desconhecida.
Não faço ideia, mas amanhã preciso pagar a grana. Oh! Jesus!! Por favor, me ajuda.
* Sheila's POV: *
Eu tava suando muito no momento em que abri meu laptop e digitei o nome dele pra saber sobre ele e provar meu estado de pânico, uma única gota de suor tá escorrendo pela minha testa, que caiu no papel branco que eu coloquei no meu colo pra escrever meu trabalho.
Agora mesmo estou sentada na frente do meu laptop, estudando a história de vida dele pra saber mais sobre ele, mas não pensei que ia me dar um mini ataque cardíaco.
Meu coração começou a acelerar rapidamente, por causa do que estou vendo agora, e estou preocupada com a minha vida, como se continuar, meu coração vai explodir a qualquer momento.
"Sheila, você é mesmo... mesmo... mesmo... uma burra. Vá receber seu prêmio dele." Me dei um tapa mental.
Não faço ideia de como cheguei nessa situação. Ele era outra versão de Hitler e conhecido como arrogante, o que foi escrito no artigo.
A personalidade dele ainda é imprevisível, que não tem limite pra alcançar seu desejo, o que pode custar outra vida também.
Eu me sinto desajeitada e burra, não só burra, mas idiota também. Oh, Deus!! Que hora eu decidi estudar aqui? Eu bati na minha testa e virei a próxima página. 'O pai dele, Sr. Carolyn Parker, é dono dessa faculdade, e ele é o próximo na fila pra mandar no que o pai dele tem.'